“SER” E “CORAGEM”: Paul Tillich e apropriação temática de Kierkegaard

  • Marcelo Serute
  • Rodrigo Barbosa do Amaral

Resumo

Este artigo pretende investigar a relação de afirmação do “ser” e do “não-ser” a partir das considerações existencialistas de Kierkegaard e do Dasein (ser-aí) de Heidegger. Insere na discussão A coragem de ser The courage to be, de 1952, de Paul Tillich, interlocuções (re)tomadas a partir da definição do “eu” kierkegaardiano, revolvendo a desconstrução de alguns impasses tradicionais da filosofia da vida, em torno das categorias tais como finitude, morte, vida, desespero, indivíduo e ansiedade. Tal cenário epistemológico refaz o protesto contemporâneo e característico dessa exigência da afirmação do “ser” dado como “eu-individual”, inclusive, problematizando a representação teísta e cristã que vai intencionalmente adequando tal relação eu-individual como partícipe de um mundo. Ademais, acerca dessa referência, o “ser” passa a ser fausto pelo seu engajamento existencial através da coragem; e a despeito de seu não-ser ou despotência de ser, esse enigma vivencial implica-se na questão da ansiedade, do desespero, alinhando-se à discussão da incessante busca de autenticidade, sem se deixar perdido-desi e do-mundo, se nessa condição de vivência corajosa. Portanto, de seus aspectos mais restritivos entre filosofia e teologia, este texto pretende demarcar um viés mais temático do existencialismo como potência da vida.

Publicado
2018-09-13
Como Citar
SERUTE, Marcelo; BARBOSA DO AMARAL, Rodrigo. “SER” E “CORAGEM”: Paul Tillich e apropriação temática de Kierkegaard. Aprender - Caderno de Filosofia e Psicologia da Educação, [S.l.], n. 21, set. 2018. ISSN 2359-246X. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/aprender/article/view/5606>. Acesso em: 14 nov. 2019.
Edição
Seção
Artigos