Estudos da Língua(gem) http://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem <section style="text-align: justify;"><strong>Estudos da Língua(gem), ISSN <a href="https://portal.issn.org/resource/ISSN/1982-0534" target="_blank">1982-0534</a>,</strong>&nbsp;editado&nbsp;pelo&nbsp;Grupo de Pesquisa em Estudos da Língua(gem) (GPEL/CNPq) e Grupo de Pesquisa em Análise de Discurso (GPADis/CNPq), ligados à Área de Linguística do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia,&nbsp;é um periódico publicado pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGLin/Uesb).&nbsp;O&nbsp;periódico&nbsp;manteve a versão impressa ISSN 1808-1355 no período de&nbsp;2005 a 2015. A partir do ano de 2016, &nbsp;mantém somente a <em>versão eletrônica</em>.&nbsp;Obteve o Qualis-CAPES B1 no quadriênio 2013-2016.&nbsp;O periódico tem como objetivo&nbsp;promover e divulgar textos acadêmicos (artigos, ensaios, resenhas),&nbsp; originais e inéditos, de interesse das áreas (teóricas e aplicadas) da ciência Linguística e relações de interface e de entremeio.&nbsp;<strong>Recebe artigos em fluxo contínuo. </strong></section> Edições UESB pt-BR Estudos da Língua(gem) 1808-1355 <p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license"><img style="border-width: 0;" src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br>Este trabalho está licenciado com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license">Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional</a>.<br>Autores que publicam no periódico <strong>Estudos da Língua(gem)</strong>&nbsp;concordam com os seguintes termos: <br>Estudos da Língua(gem) mantém os direitos autorais das contribuições publicadas e disponibiliza seu conteúdo gratuitamente por meio do portal. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online em repositórios institucionais ou na sua página pessoal, com reconhecimento de autoria e créditos de publicação inicial nesta revista, indicando endereço online.</p> Variações entoacionais internas às unidades de suporte prosódico em relação ao Tom Médio em narrativas (Tonal direction variation within prosodic pitch support units in relation to mean pitch in narratives) http://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/7179 <p>Neste artigo, verificou-se se as unidades básicas de entoação longas e ascendentes são componentes da entoação. Selecionaram-se 52 narrativas em língua portuguesa e se extraíram as unidades mais longas, estabelecendo uma média de 34% do total de unidades. A entoação ascendente teve média de 0,6%. O teste de aderência foi de χ2(3,841)&lt;14,9 com P&lt;0,001, mostrando que a variação de frequência depende da duração. Os resultados mostraram que a variação pontual de frequência, dada pela frequência média das unidades, condiciona-se no PB à previsibilidade da série temporal e a variação interna das frequências atua na instância da mensagem.</p> Waldemar Ferreira Neto Copyright (c) 2020 Estudos da Língua(gem) 2020-08-03 2020-08-03 18 2 5 16 10.22481/el.v18i2.7179 Coarticulação e percepção de obstruintes e vogais [a, i, u] no PB: estudo experimental (Coarticulation and perception of obstruents and vowels [a, i, u] in PB: experimental study) http://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/7180 <p>Nesse trabalho, buscamos responder a pergunta se a manipulação da zona de transição consoante-vogal (CV) no sinal acústico provoca efeito na percepção de obstruintes e das vogais [a], [i], [u], no PB. Nossa objetivo foi avaliar o efeito da manipulação dessa zona de transição CV na percepção de obstruintes e vogais. Realizamos manipulação do sinal acústico e aplicamos tarefas de percepção com estímulos original e manipulado (corte da zona de transição das obstruintes para as vogais) com vistas a avaliar a taxa de recuperabilidade das obstruintes e das vogais [a,i,u]. Nossos resultados mostram que a manipulação da zona de transição CV pode alterar a percepção de traços de sonoridade, ponto e modo de articulação das obstruintes, ao passo que essa mesma manipulação não provoca nenhum efeito na percepção das vogais. Nossa hipótese foi parcialmente comprovada haja vista que não observamos alteração na percepção das vogais, somente na percepção das obstruintes.</p> Vera Pacheco Dyuana Darck Santos Brito Marian Oliveira Maria de Fátima de Almeida Baia Copyright (c) 2020 Estudos da Língua(gem) 2020-08-03 2020-08-03 18 2 17 35 10.22481/el.v18i2.7180 Os usos alternados das formas pronominais de segunda pessoa do singular cê, você e tu na comunidade linguística de Porto Nacional, Tocantins (The alternating uses of second person singular pronouns cê, você e tu in the speech community of Porto Nacional) http://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/5816 <p>Neste artigo, descrevemos e analisamos, com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista, os usos alternados dos pronomes de segunda pessoa do singular <em>cê, você </em>e<em> tu</em> na fala da comunidade urbana de Porto Nacional, Tocantins. A análise dos dados quantificados mostrou-nos que os falantes portuenses alternam as formas <em>cê e você</em> com maior frequência, com prioridade no uso da variante <em>cê. </em>Houve, no entanto, contextos que favoreceram a ocorrência do pronome <em>você </em>e outros em que o uso da forma reduzida <em>cê</em> mostrou-se mais significativo. Por outro lado, o pronone<em> tu </em>mostrou-se pouco recorrente na fala dos utentes participantes da pesquisa.</p> Maria Rilda Alves da Silva Martins Daniel Marra Carine Haupt Copyright (c) 2020 Estudos da Língua(gem) 2020-08-03 2020-08-03 18 2 37 53 10.22481/el.v18i2.5816 Didática da escrita acadêmica: práticas docentes efetivas na perspectiva de alunos de graduação (Academic writing teaching: effective teaching practices from the perspective of undergraduate students) http://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/6995 <p>Nos processos do letramento acadêmico, o desenvolvimento da escrita é essencial na inserção dos alunos nas práticas da universidade, sendo habilidade essencial à produção e à difusão do conhecimento científico. Inserido nesse universo temático, este artigo visa fazer um levantamento sobre as práticas didáticas efetivas realizadas por professores no processo de desenvolvimento da escrita acadêmica de alunos em nível de graduação. No campo teórico, o estudo se compromete com a perspectiva de letramento como prática de linguagem, social e interativa. Para a pesquisa de campo, foram aplicados questionários exploratórios com abordagem qualiquantitativa a graduandos de Letras, Pedagogia e Comunicação. Os resultados mostraram que os estudantes avaliam, como mais efetivas, as práticas didáticas constituídas de interações individuais e voltadas para a construção do conteúdo temático do gênero em aprendizagem.</p> Ada Magaly Matias Brasileiro Copyright (c) 2020 Estudos da Língua(gem) 2020-08-03 2020-08-03 18 2 55 77 10.22481/el.v18i2.6995 O aluno leitor no discurso de documentos oficiais de ensino (The student reader in the discourse of official teaching document) http://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/5821 <p>Este artigo visa apresentar os resultados de uma investigação acerca do imaginário discursivo sobre o aluno leitor em alguns documentos oficiais de ensino – PCN (1998), OCEM (2006) e DCE/PR (2008) –, ao tratarem das disciplinas de Língua Portuguesa, Filosofia e História. Com o aporte teórico da Análise de Discurso de matriz francesa, buscamos apreender quais imagens de leitor são ali construídas e quais de seus efeitos de sentido podem impactar o ensino-aprendizagem da leitura. Os dados revelam que, em tais documentos, a imagem de aluno leitor está atrelada à de professor formador de leitor, colocando Língua Portuguesa e Filosofia de um lado e História de outro.</p> Maria Regina de Jesus Nascimento Eliana Maria Severino Donaio Ruiz Copyright (c) 2020 Estudos da Língua(gem) 2020-08-03 2020-08-03 18 2 79 96 10.22481/el.v18i2.5821 Intertítulos de livros didáticos de português: concepções de língua, escrita e ensino de escrita (Portuguese language textbooks intertitles: conceptions of language, writing and teaching writing) http://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/6737 <p><span style="font-weight: 400;">Investigo oito livros didáticos de português, publicados entre 1930 e 2002. O arcabouço teórico da pesquisa se fundamenta numa articulação entre Linguística aplicada numa perspectiva discursiva e Antropologia pragmática da escrita, enfatizando o conceito de </span><em><span style="font-weight: 400;">ato de escrita</span></em><span style="font-weight: 400;">. O objetivo do trabalho consiste em determinar concepções de língua, escrita e ensino de escrita nos livros investigados a partir da descrição e análise dos seus </span><em><span style="font-weight: 400;">intertítulos</span></em><span style="font-weight: 400;">. Os resultados obtidos mostram que os </span><em><span style="font-weight: 400;">intertítulos </span></em><span style="font-weight: 400;">ocupam um papel decisivo na performatização das mencionadas concepções, sendo responsáveis por diferentes identidades gráficas em função da constituição de marcos gráfico-editoriais, como as seções exclusivas para o ensino de escrita a partir da década de 1970.</span></p> Cristian Henrique Imbruniz Copyright (c) 2020 Estudos da Língua(gem) 2020-08-03 2020-08-03 18 2 97 116 10.22481/el.v18i2.6737 O ‘jeitinho brasileiro’ a partir de uma perspectiva cognitivo-interacional (The ‘Brazilian jeitinho’ from a cognitive-interactional perspective) http://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/6287 <p>Segundo a Linguística Cultural, as experiências e interpretações de mundo de diferentes comunidades de fala são concebidas de forma dinâmica quanto às conceptualizações culturais. O ‘jeitinho brasileiro’ revela-se uma estratégia criativa para uma emergência, oscilando entre o favor e a corrupção. Neste artigo realizamos uma microanálise de uma conversa eliciada entre quatro professores da UFMG (dois brasileiros e dois de origem alemã), com o objetivo de analisar de forma multimodal como a expressão ‘jeitinho brasileiro’ é coconstruída por meio de metáforas conceptuais no nível linguístico e como gestos metafóricos, bem como pistas prosódicas, estão intrinsicamente presentes neste processo interacional. Encontramos sete metáforas culturais que revelaram que os participantes da interação coconstroem o conceito em questão (a) de forma multimodal, (b) preferencialmente a partir de esquemas imagéticos básicos e por meio das metáforas conceptuais. Além disso, elucidamos que a incorporação, especialmente de metáforas prosódicas e gestuais, destacou-se sobretudo nos participantes brasileiros.</p> Ulrike Agathe Schroder Ruan de Castro Silva Copyright (c) 2020 Estudos da Língua(gem) 2020-08-03 2020-08-03 18 2 117 134 10.22481/el.v18i2.6287 Teorias de im/polidez linguística: revisitando o estado da arte para uma contribuição teórica sobre o tema (Theories of linguistic im/politeness: revisiting the state of the art for a theoretical contribution on the topic) http://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/6409 <p>Considerando a importância da pesquisa sobre polidez linguística a partir dos anos 1970, procederemos neste artigo a uma revisão e a uma discussão de teorias da im/polidez. Baseando-nos em Culpeper, entendemos que as teorias componentes dessa área podem ser distribuídas em duas “ondas” ou fases. Na primeira, situam-se as abordagens responsáveis pela consolidação do campo dos estudos da polidez: Brown e Levinson, Lakoff e Leech. Na segunda fase, reúnem-se as abordagens que, a partir dos anos 90 e 2000, discutem os impasses deixados pelas primeiras abordagens. Selecionamos abordagens ainda relativamente pouco utilizadas em pesquisas sobre polidez no Brasil: Culpeper, Watts e Terkourafi. Finalmente, com este trabalho, procuramos evidenciar não só o interesse crescente pelos estudos sobre polidez linguística, mas sobretudo procuramos mostrar de que forma abordagens contemporâneas, procurando contornar os impasses deixados pelas abordagens pioneiras, têm promovido o avanço dessa área dos estudos da linguagem.</p> Gustavo Ximenes Cunha Ana Larissa Adorno Marciotto Oliveira Copyright (c) 2020 Estudos da Língua(gem) 2020-08-03 2020-08-03 18 2 135 162 10.22481/el.v18i2.6409 Sobre algumas regras do debate na argumentação em democracias (On some rules of debate in argumentation of democracies) http://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/6229 <p class="Textoacadmico">A argumentação nos espaços públicos de deliberação das sociedades abertas implica a responsabilidade de quem toma a palavra. A inobservância das chamadas “regras do debate” seria, assim, um exemplo do uso público da palavra irresponsável, obstaculizando a crítica. Pergunta-se, com efeito, se, no que diz respeito à votação do <em>impeachment</em> de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, essas regras básicas da argumentação teriam sido negligenciadas, e como isso pode ter comprometido o debate democrático. Com o auxílio de conceitos das ciências da linguagem, como os de “retórica da denunciação”, “retórica da conspiração”, “<em>pathos</em> de ressentimento”, “<em>ethos</em> de <em>expert</em>”, entre outros, a pesquisa apontou no sentido de que, uma vez que os deputados, independentemente de sua orientação cultural e política, tenderam, em sua maioria, a desprezarem regras inerentes ao debate, o Parlamento entendido como a esfera pública de deliberação se revelou próprio das sociedades dogmáticas.</p> <p>&nbsp;</p> Frederico Rios C. dos Santos Copyright (c) 2020 Estudos da Língua(gem) 2020-08-03 2020-08-03 18 2 163 179 10.22481/el.v18i2.6229 Das execuções de Cuitelinho ao problema do lugar de fala (From the executions of Cuitelinho to the problem of place of speech) http://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/7194 <p>O ensaio começa fazendo considerações sobre a gramática de “Cuitelinho”. Mas, a partir de um enunciado que evita um verbo da letra original, fato ao qual se atribui uma interpretação, o ensaio enumera e tenta interpretar um conjunto de fenômenos avaliados como sendo do mesmo tipo, que sugerem a distinção entre o que se poderia chamar de posição sujeito e uma intromissão da pessoa nesta posição. Assim, o ensaio sugere, abordando fatos de natureza diversa com avaliações de diferente detalhamento, que estão em voga numerosos argumentos que questionam a divisão que parecia assentada entre sujeito (ou autor) e pessoa.</p> Sírio Possenti Copyright (c) 2020 Estudos da Língua(gem) 2020-08-03 2020-08-03 18 2 181 193 10.22481/el.v18i2.7194 Apresentação v.18, n. 2, (Presentation: v.18, n.2) http://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/7195 Maria da Conceição Fonseca-Silva Copyright (c) 2020 Estudos da Língua(gem) 2020-08-04 2020-08-04 18 2 1 4 10.22481/el.v18i2.7195