O Assassinato de Julião Tavares em Angústia, de Graciliano Ramos

  • Carolina Duarte Damasceno Ferreira

Resumo

 Este artigo se propõe a analisar o assassinato narrado em Angústia, de Graciliano Ramos. A proximidade entre os planos da narração e da ação e da memória e da invenção situa essa cena nas instáveis fronteiras entre sonho e realidade. Esses elementos geram ambiguidades, que impossibilitam saber se o protagonista de fato cometeu o crime ou se este só ocorreu na esfera da imaginação. Embora essa questão não possa ser respondida, pois Angústia  é uma “autobiografia de vanguarda” (FEDERMAN, 1993), em que a memória e a imaginação ocupam o mesmo espaço, essas imprecisões instauram uma interessante relação entre escrita e ação, que evidencia a modernidade desse romance.

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Como Citar
FERREIRA, Carolina Duarte Damasceno. O Assassinato de Julião Tavares em Angústia, de Graciliano Ramos. Floema: Caderno de Teoria e História Literária, [S.l.], n. 11, out. 2017. ISSN 2177-3629. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/floema/article/view/1859>. Acesso em: 16 out. 2018.
Seção
Dossiê Graciliano Ramos