A HORA PRESENTE: ENCENANDO A DOR E O SILÊNCIO EM A HORA DA ESTRELA

  • Fernanda Valim Côrtes Miguel Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)

Resumo

Neste artigo buscamos realizar uma leitura do romance A hora da estrela (1977), de Clarice Lispector, em contribuição ao dossiê que homenageia os 40 anos de sua primeira publicação no Brasil. As reflexões apontam para o modo como a estrutura narrativa, sua tematização e o tensionamento dos limites da linguagem dão voz aos sons musicais e ao silêncio, criando outras sonoridades possíveis, diferentes daquela que embala a poética da civilização moderna. A hora presente, marcada ao longo de todo o relato, pontuaria uma profunda consciência do escritor/escritora sobre a escuridão de seu próprio tempo. De maneira análoga, este “hoje” demarcaria a trágica vida de Macabéa, destituída de experiências passadas e de um projeto de futuro possível. Nesse sentido, a personagem estaria presa entre o início e o fim, presa na hora exata de um silencioso e doloroso presente.

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Doutora em Literaturas Modernas e Contemporâneas pela UFMG; Mestrado e graduação pela UNICAMP.  Professora Adjunta de Literatura da Faculdade Interdisciplinar em Humanidades da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM – Campus de Diamantina/MG. Doutora em Literaturas Modernas e Contemporâneas pela UFMG; Mestrado e graduação pela UNICAMP.  

Publicado
2018-02-09
Como Citar
MIGUEL, Fernanda Valim Côrtes. A HORA PRESENTE: ENCENANDO A DOR E O SILÊNCIO EM A HORA DA ESTRELA. fólio - Revista de Letras, [S.l.], v. 9, n. 2, fev. 2018. ISSN 2176-4182. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/2789>. Acesso em: 21 abr. 2018. doi: https://doi.org/10.22481/folio.v9i2.2789.
Seção
VERTENTES & INTERFACES I: Estudos Literários e Comparados