O ESCRITOR E A BORBOLETA: LITERATURA, IMAGEM E PENSAMENTO EM A HORA DA ESTRELA, DE CLARICE LISPECTOR

  • Luiz Lopes CEFET-MG

Resumo

O presente artigo efetua uma leitura do livro A hora da estrela (1977), da escritora brasileira Clarice Lispector, tendo como fio condutor da interpretação as relações entre literatura, imagem e pensamento. Para efetuar tal leitura partimos de um diálogo entre a literatura da autora e o pensamento do filósofo Georges Didi-Huberman, em especial, no que tange suas discussões sobre a imagem sobrevivente que atravessa todas as suas discussões sobre o campo das artes, da literatura e do pensamento filosófico. Além dessa perspectiva, que entrelaça literatura e imagem na produção derradeira de Clarice Lispector, interessa-nos pensar, ainda na esteira do pensamento do filósofo francês e em consonância com a escrita clariceana, o motivo da borboleta como imagem que produz um pensamento sobre a fragilidade do terreno bem como da afirmação dessa dimensão, inserindo assim A hora da estrela num grupo de textos que podemos conceituar como imanentes.

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Biografia do Autor

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Doutor em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professor do curso de Letras do CEFET-MG, atuando na área de Estudos Literários e professor do programa de Pós-Graduação POSLING.

Publicado
2018-02-09
Como Citar
LOPES, Luiz. O ESCRITOR E A BORBOLETA: LITERATURA, IMAGEM E PENSAMENTO EM A HORA DA ESTRELA, DE CLARICE LISPECTOR. fólio - Revista de Letras, [S.l.], v. 9, n. 2, fev. 2018. ISSN 2176-4182. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/2793>. Acesso em: 14 dez. 2018. doi: https://doi.org/10.22481/folio.v9i2.2793.
Seção
VERTENTES & INTERFACES I: Estudos Literários e Comparados