CONCEIÇÃO EVARISTO E KAROL CONKA: A PULSÃO DA PALAVRA

  • Assunção de Maria Sousa e Silva Universidade Estadual do Piauí (Uespi); Universidade Federal do Piauí (Ufpi)

Resumo

 Inseridas na reflexão quanto à presença e à voz feminina na literatura contemporânea brasileira, as produções de autoria feminina negra tendem a apresentar discursos que se contrapõem a uma legitimação de ordem hierarquizante, seja do ponto de vista das relações binárias masculino X feminino, seja nas relações de poder entre Estado X povo, sujeitos subalternizados. A construção social e histórica do mundo ficcionalizada nessas produções encena a problematização das relações de gênero e, ao mesmo tempo, explora dicções em que o feminino passa a ser o sujeito detentor da ação e da palavra dinamizadoras do percurso narrativo, em que se pode conferir a força da denúncia contra a violência, formas de resistência e a busca emancipadora pela palavra na trilha do ‘erguer-se enquanto subir’ (DAVIS, 2017). Este artigo procura mostrar como a violência e a emancipação feminina tomam lugar no conto de Conceição Evaristo e no canto da rapper Karol Conka, produções que revelam signos da cosmovisão feminina negra.

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Biografia do Autor

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Doutora em Letras (Literaturas de língua portuguesa) pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (Puc-MG). Professora adjunta da Universidade Estadual do Piauí (Uespi). Professora Titular EBTT da Universidade Federal do Piauí (Ufpi).

Publicado
2019-02-15
Como Citar
SILVA, Assunção de Maria Sousa e. CONCEIÇÃO EVARISTO E KAROL CONKA: A PULSÃO DA PALAVRA. fólio - Revista de Letras, [S.l.], v. 10, n. 2, fev. 2019. ISSN 2176-4182. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/4775>. Acesso em: 24 set. 2019. doi: https://doi.org/10.22481/folio.v10i2.4775.
Seção
VERTENTES & INTERFACES I: Estudos Literários e Comparados