UMA POÉTICA DE ESCOMBROS: O MOTIVO DA RUÍNA E A MODERNA POESIA AUTOCONSCIENTE

  • Fabiano Rodrigo da Silva Santos Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp)

Resumo

Estas considerações propõem uma leitura da relação entre melancolia, performance poética autoconsciente e plasmação do discurso sobre a história, sob perspectiva da permanência do motivo das ruínas na poesia lírica moderna, entrevista em “Ozymandias” (1818), de Percy Shelley; “Le Cygne” (Les fleurs du mal, 1857), de Charles Baudelaire e “Morte das casas de ouro preto” (Claro Enigma, 1951), de Carlos Drummond de Andrade. Tais obras demonstram que o sistema imagético da ruína encerra uma cosmovisão e uma concepção de poesia típicas da modernidade. Como cosmovisão, a ruína reconhece que a história é fenômeno refratário à pretensão à totalidade do discurso, como poética, postula que elipses e fragmentos podem triunfar sobre o veto que a insuficiência emite contra o poema.

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Biografia do Autor

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Doutor em Estudos Literários pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Professor Assistente da Unesp.

Publicado
2019-08-24
Como Citar
SANTOS, Fabiano Rodrigo da Silva. UMA POÉTICA DE ESCOMBROS: O MOTIVO DA RUÍNA E A MODERNA POESIA AUTOCONSCIENTE. fólio - Revista de Letras, [S.l.], v. 11, n. 1, ago. 2019. ISSN 2176-4182. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/5119>. Acesso em: 13 nov. 2019. doi: https://doi.org/10.22481/folio.v11i1.5119.
Seção
VERTENTES & INTERFACES I: Estudos Literários e Comparados