MIL ROSAS HOMO-BIO-FICCIONAIS: A EXTERIORIDADE EM SILVIANO SANTIAGO

Autores

  • Pedro Henrique Alves de Medeiros Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Edgar Cézar Nolasco Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) http://orcid.org/0000-0002-8180-585X

DOI:

https://doi.org/10.22481/folio.v12i1.6206

Palavras-chave:

Crítica biográfica fronteiriça, Exterioridade, Homossexualidade, Mil rosas roubadas, Silviano Santiago

Resumo

Este trabalho tem por objetivo (re)ler o romance Mil rosas roubadas (2014) do escritor mineiro Silviano Santiago na esteira dos conceitos de amizade (DERRIDA, 2003) (ORTEGA, 2009), exterioridade (NOLASCO, 2015) (MIGNOLO, 2003) e homossexualidade (LOPES, 2002) (ORTEGA, 2002) sustentados por uma epistemologia Crítica biográfica fronteiriça por excelência. Por Crítica biográfica fronteiriça, entendemos a confluência dos estudos pós-coloniais com os crítico-biográficos à luz de um lócus de enunciação brasileiro e exclusivamente latino-americano: a fronteira-sul. Assim, nosso intuito é refletir acerca da obra supracitada nos valendo de reflexões pertinentes às subjetividades tanto do romance quanto, sobretudo, da relação deste com a vida do autor, um sujeito homossexual que pensa, produz e cria a partir desse lugar identitário-biográfico, dessas sensibilidades biográficas. Desse modo, nossa proposta se engendra em uma perspectiva compósita, transdisciplinar e metafórica oriunda da crítica biográfica (SOUZA, 2002) e, além disso, se assenta em uma visada transferencial entre nós críticos, também homossexuais, que pensamos da fronteira-sul do Brasil e o intelectual homossexual que erige sua literatura a partir de um lugar marcado pela exterioridade, isto é, uma produção artístico-cultural extrínseca aos preceitos modernos, heternormativos, hegemônicos e padronizados de subjetividade e identidade socialmente cristalizados. Para isso, nos valeremos de uma metodologia eminentemente bibliográfica assentada em teóricos, dentre outros, como Edgar Cézar Nolasco, Juliano Garcia Pessanha, Francisco Ortega, Jacques Derrida, Walter Mignolo, Eneida Maria de Souza e Denilson Lopes.

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Biografia do Autor

Pedro Henrique Alves de Medeiros, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)

Mestrando em Estudos de Linguagens pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).
Bolsista CAPES.

Edgar Cézar Nolasco, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)

Doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professor  da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Atualmente desenvolve estágio de Pós-Doutorado no PACC na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Membro do GT de Literatura Comparada da ANPOLL. Membro do conselho editorial das Revistas - Papéis (UFMS) e RAÍDO - Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Referências

1. DERRIDA, Jacques. Políticas da amizade: seguido de o ouvido de Heidegger. Porto: Campo das Letras, 2003.
2. EVARISTO, Conceição. Em entrevista ao ‘Nexo’, escritora fala sobre memória, vivência, escrita e os avanços e lutas do movimento negro. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/entrevista/2017/05/26/Concei%C3%A7%C3%A3o-Evaristo-%E2%80%98minha-escrita-%C3%A9-contaminada-pela-condi%C3%A7%C3%A3o-de-mulher-negra%E2%80%99. Acesso em: 20 abr. 2019.
3. LOPES, Denilson. O homem que amava rapazes: e outros ensaios. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2002.
4. MIGNOLO, Walter. Histórias locais/projetos globais: colonialidade, saberes subalternos e pensamento liminar. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.
5. NOLASCO, Edgar Cézar. Crítica biográfica fronteiriça (Brasil/Paraguai/Bolívia). CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS: Brasil/Paraguai/Bolívia, Campo Grande: UFMS, v. 7, n. 14, p. 47-63, jul./dez. 2015.
6. ORTEGA, Francisco. Genealogias da amizade. São Paulo: Editora Iluminuras, 2002.
7. ORTEGA, Francisco. Amizade e estética da existência em Foucault. Rio de Janeiro: Editora Graal, 1999.
8. ORTEGA, Francisco. Para uma política da amizade: Arendt, Derrida, Foucault. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2009.
9. SANTIAGO, Silviano. Mil rosas roubadas. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
10. PESSANHA, Juliano Garcia. Recusa do não-lugar. São Paulo: Editora UBU, 2018.
11. SOUZA, Eneida Maria de. Crítica cult. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002.

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Publicado

2020-07-02

Como Citar

[1]
Medeiros, P.H.A. de e Nolasco, E.C. 2020. MIL ROSAS HOMO-BIO-FICCIONAIS: A EXTERIORIDADE EM SILVIANO SANTIAGO. fólio - Revista de Letras. 12, 1 (jul. 2020). DOI:https://doi.org/10.22481/folio.v12i1.6206.