UM BREVE OLHAR PARA A BNCC, AS TECNOLOGIAS DIGITAIS E A PRODUÇÃO TEXTUAL NO ENSINO MÉDIO

A BRIEF LOOK AT BNCC, DIGITAL TECHNOLOGIES AND TEXTUAL PRODUCTION IN HIGH SCHOOL

Autores

  • Fernanda de Quadros Carvalho Mendonça Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb)
  • Claudia Vivien Carvalho de Oliveira Soares Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb)

DOI:

https://doi.org/10.22481/folio.v12i1.6893

Palavras-chave:

BNCC

Resumo

A cibercultura é uma realidade que cada dia mais faz parte da nossa sociedade transformando-a constante e rapidamente. Sendo assim, a inserção das tecnologias digitais no fazer pedagógico e no ambiente escolar se faz necessária de maneira que permita ao aluno a construção do conhecimento baseado em práticas colaborativas. O presente texto tem o objetivo de apresentar uma breve análise em torno das diretrizes constante na Base Nacional Curricular Comum, doravante BNCC, no tocante ao uso das tecnologias digitais na sala de aula, focalizando a produção textual no ensino médio. De cunho qualitativo, este trabalho caracteriza-se na perspectiva da pesquisa documental e de estudos teóricos à luz de autores como Alves (1998), Bohn (2013), Lévy (2010) e Marcuschi, (2004). Os resultados nos indicam que a BNCC preconiza que as tecnologias digitais sejam assumidas como um elemento relevante para elaboração de novas práticas pedagógicas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fernanda de Quadros Carvalho Mendonça, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb)

Mestranda em Letras: Cultura, Educação e Linguagens pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Bolsista da Fundação de Amparo à pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

Claudia Vivien Carvalho de Oliveira Soares, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb)

Doutora em Letras pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Professora Titular na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).

Referências

1. ALVES, Lynn Rosalina Gama. Novas Tecnologias: instrumento, ferramenta ou elementos estruturantes de um novo pensar? Revista da FAEEBA, Salvador, p. 141-152, 1998.
2. ANTUNES, Irandé. Práticas pedagógicas para o desenvolvimento da escrita. In: COELHO, Fábio André; PALOMANES, Roza (Org.). Ensino da Produção Textual. – São Paulo: Contexto, 2016. p. 9-21.
3. BAKHTIN, Mikhail Mikhailovitch. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1981.
4. BAKHTIN, Mikhail Mikhailovitch (1979). Estética da criação verbal. Tradução de Maria Ermantina Galvão Gomes Pereira. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
5. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Educação é a Base. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Básica, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 maio 2019.
6. BARTON, David; LEE, Carmen. Linguagem online: textos e práticas digitais. Tradução Milton Camargo Mota. 1. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2015.
7. BOHN, Hilário. BOHN, Hilário I. Ensino e aprendizagem de línguas: os atores da sala de aula e a necessidade de rupturas. Linguística aplicada na modernidade recente: festschrift para Antonieta Celani. São Paulo: Parábola, v. 1, p. 79-98, 2013.
8. BORGES DA SILVA, Simone Bueno. Língua e tecnologias de aprendizagem na escola. In: FERRAZ, Obdália (Org.). Educação, (multi)letramentos e tecnologias: tecendo redes de conhecimento sobre letramentos, cultura digital, ensino e aprendizagem na cibercultura. Salvador: EDUFBA, 2019. p. 189-204.
9. BRITO, Percival Leme. Em terra de surdos-mudos (um estudo sobre as condições de produção de textos escolares). Trabalhos em linguística aplicada, v. 2, 1983.
10. BUNZEN, Clécio. Da era da composição à era dos gêneros: o ensino de produção de texto no ensino médio. In: BUNZEN, Clécio; MENDONÇA, Márcia. (Org.). Português no ensino médio e formação do professor. São Paulo: Parábola Editorial, 2006. p. 139-161.
11. CURY, Carlos Roberto Jamil; REIS, Magali; ZANARDI, Teodoro Adriano Costa. Base Nacional Comum Curricular: dilemas e perspectivas. São Paulo: Cortez, 2018.
12. DUDENEY, Gavin; HOCKLY, Nicky; PEGRUM, Mark. Letramentos digitais. Trad. Marcos Marcionilo. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.
13. ELIAS, Vanda Maria. Escrita e práticas comunicativas na internet. In: ELIAS, Vanda Maria (Org.). Ensino de Língua Portuguesa: oralidade, escrita e leitura. São Paulo: Contexto, 2011. p. 159-166.
14. EMEDIATO, Wander. Aspectos lógicos, críticos e Linguísticos do ensino da leitura e escrita. In: CAMPOS, Lucas; MEIRA, Vivian (Org.). Teorias Linguísticas e aulas de português. Salvador: EDUNEB, 2016. p. 143-176.
15. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
16. HETKOWSKI, Tania Maria; MENEZES, Catia Neri. Prática de multiletramentos e tecnologias digitais: múltiplas aprendizagens potencializadas pelas tecnologias digitais. In: Educação, (multi)letramentos e tecnologias: tecendo redes de conhecimento sobre letramentos, cultura digital, ensino e aprendizagem/ Obdalia Ferraz, organizadora – Salvador: EDUFBA, 2019. p. 205-230
17. LÉVY, Pierre. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. 3. ed. São Paulo: Editora 34, 2010.
18. LOPES, Alice Casimiro. Itinerários formativos na BNCC do Ensino Médio: identificações docentes e projetos de vida juvenis. Revista Retratos da Escola, Brasília, v. 13, n. 25, p. 59-75, jan./mai. 2019. Disponível em: http://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/issue/view/35. Acesso em: 12 março de 2019
19. MARCUSCHI, Luiz António. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, A.; MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. (Org.). Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002. p. 19-38.
20. MARCUSCHI, Luiz António. Hipertexto e gêneros digitais: novas formas de construção do sentido. Luiz Antônio Marcuschi, Antônio Carlos dos Santos Xavier (Org.). Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.
21. MARINHO-ARAUJO, Claisy Maria; ALMEIDA, Leandro S. Abordagem de competências, desenvolvimento humano e educação superior. Psic.: Teor. e Pesq., Brasília, v. 32, n. spe, e32ne212, 2017. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-37722016000500211&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 27 maio 2019. http://dx.doi.org/10.1590/0102-3772e32ne212.
22. MENDONÇA, Fernanda de Quadros C; SOARES, Claudia Vivien C de Oliveira. O uso de tecnologias digitais na sala de aula: contribuições para o ensino e aprendizado da produção textual nos anos finais do ensino fundamental. In: Língua, texto e ensino: descrições e aplicações. 1ed. Vitória da Conquista: Pipa Comunicação, 2018, v.1, p. 1109-1114.
23. MENDONÇA, Fernanda de Quadros C; SOARES, Claudia Vivien C de Oliveira. Tecnologias digitais na sala de aula: um breve olhar para a BNCC. IN: XIII COLÓQUIO DO MUSEU PEDAGÓGICO. Anais... Vitória da Conquista, 2019, v.13, p. 2764 – 2768.
24. PRETTO, Nelson de Luca. Redes sociais e educação: o que quer a geração alt+tab nas ruas? Liinc em Revista, v. 10, n.1, 2014. Disponível em: http://revista.ibict.br/liinc/article/view/3498. Acesso em: 10 maio 2019.
25. RIBEIRO, Ana Elisa. Textos multimodais: leitura e produção. 1. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.
26. SANTAELLA, L. A aprendizagem ubíqua na educação aberta. Revista Tempos e Espaços em Educação, São Cristóvão, v. 7, n. 14, p. 15-22, set./dez. 2014. Disponível em: https://seer.ufs.br/index.php/revtee/article/view/3446/3010. Acesso em: 20 set. 2017
27. SANTOS, Fernanda Maria Almeida dos. Multiletramentos e ensino de língua portuguesa na educação básica: uma proposta didática para o trabalho com (hiper)gêneros multimodais. Signo, Santa Cruz do Sul, v. 43, n. 76, p. 55-65, jan. 2018. ISSN 1982-2014. Disponível em: https://online.unisc.br/seer/index.php/signo/article/view/10671. Acesso em: 10 maio 2019.
28. SILVA, Mônica Ribeiro da. A BNCC da reforma do ensino médio: o resgate de um empoeirado discurso. EDUR - Educação em Revista. 2018. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/edur/v34/1982-6621-edur-34-e214130.pdf. Acesso em: 10 mar. 2019.
29. SILVA, Zenilda Ribeiro da. Os gêneros textuais digitais e o ensino da língua portuguesa: o facebook como ferramenta pedagógica para o desenvolvimento da escrita. 120 f. 2015. Dissertação (Mestrado) – Centro de Formação de Professores, Curso de Mestrado Profissional em Letras, Universidade Federal de Campina Grande, Cajazeiras, Paraíba, 2015. Disponível em: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/205. Acesso em: 01 ago. 2019.
30. VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente brasileira. 4. ed. São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora, 1991.

Downloads

Publicado

2020-07-02

Como Citar

[1]
Mendonça, F. de Q.C. e Soares, C.V.C. de O. 2020. UM BREVE OLHAR PARA A BNCC, AS TECNOLOGIAS DIGITAIS E A PRODUÇÃO TEXTUAL NO ENSINO MÉDIO: A BRIEF LOOK AT BNCC, DIGITAL TECHNOLOGIES AND TEXTUAL PRODUCTION IN HIGH SCHOOL. fólio - Revista de Letras. 12, 1 (jul. 2020). DOI:https://doi.org/10.22481/folio.v12i1.6893.