Chamada de Publicação

N. 10, V. 2   jul./dez. 2018

Seção VERTENTES & INTERFACES I: Estudos Literários e Aplicados

O DEVIR NEGRO NA LITERATURA BRASILEIRA

A estrutura racista, que organizou o campo da literatura no Brasil, teve como suporte uma série de dispositivos discursivos que a sustentava: a) o embranquecimento de autores negros; b) o epistemicídio; c) a pilhagem epistêmica; d) a exclusão ou o apagamento dos sujeitos e personagens negro(a)s; e) a interdição editorial, entre outros.

A partir de 1970 com a publicação dos Cadernos Negros, há um impulso de sistematização do que chamamos, hoje, de literatura negro-brasileira e/ou afro-brasileira, em suas diversas dimensões: criativa, editorial, teórica e crítica. Essa nova movimentação, renovada pela lei de cotas e pela Lei 10639/2003, e seus desdobramentos no campo acadêmico, opera uma série de rasuras no discurso canônico da literatura nacional, a partir de um processo arqueológico de visibilização de autore(a)s negro(a)s submersos nas narrativas hegemônicas sobre a literatura, no Brasil.

Dessa perspectiva, cunhando a expressão de Achille Mbembe, propomo-nos investigar, nesse dossiê, "O devir negro na literatura brasileira". Mesmo conscientes do processo ainda em curso desse devir, nos interessa compreender justamente como ele tem sido construído nas múltiplas dimensões que caracterizam o campo da literatura brasileira, a saber: teórico, editorial, autoral e crítico.

Em suma, pretendemos compreender, com os artigos doravante publicados no dossiê, como tem se estruturado esse devir negro da literatura brasileira nos diferentes fronts do campo literário. Pesquisas como a da professora Regina Dalcastagnè, em Literatura brasileira contemporânea: um território contestado; as investidas teóricas de Leda Maria Martins, em Afrografias da Memória; Henrique Freitas, em seu o Arco e a Arkhé; de Edimilson de Almeida Pereira, Um tigre na floresta dos signos; de Denise Carrascosa, Traduzindo no Atlântico Negro; ou, ainda, a investida crítica de Mário Augusto Medeiros, em A descoberta do Insólito; a pesquisa de Eduardo Assis Duarte, em Literatura e Afrodescendência no Brasil, entre tantas outras, são setas que apontam caminhos possíveis para a organização do referido dossiê.

Nosso intuito é cartografar a formação ética e estética desse devir, podendo, a partir disso, identificar não só os entraves para a luta antirracista no campo literário, como também os caminhos que têm melhor potencializado a luta contra a colonialidade do poder/saber na literatura brasileira.

Somente serão aceitos artigos que seguirem as Normas de Formatação da Fólio. Para acessá-las cilique aqui.

Organizadores:

Zoraide Portela Silva (Uneb)

Jorge Augusto de Jesus Silva (Ufba/Ifma)

Prazo para envio dos trabalhos: 30 de outubro de 2018.

 

Seção VERTENTES & INTERFACES II: Estudos Linguísticos e Aplicados

LETRAMENTOS: ACADÊMICO, DO PROFESSOR, CIENTÍFICO

O crescimento dos estudos do letramento no cenário acadêmico brasileiro é indiscutível, são diversos os enfoques. A proposta é a de acolher trabalhos que visualizem a modalização do termo estudos do letramento, a fim de constituir um panorama atual de pesquisas nesse escopo em distintas esferas de circulação e produção de conhecimento. Reconhecendo a relevância da abordagem pedagógica, orientadora de estudos sobre práticas de apropriação da escrita na escola, busca-se deslocar dessa  perspectiva, para possibilitar a divulgação de trabalhos com enfoques não pedagógicos. Assim, o nosso propósito com o dossiê: Letramentos: acadêmico, do professor, científico é o de  apresentar um cenário de pesquisas dessas décadas inicias do século XXI para perspectivar o diálogo transdisciplinar no campo da Linguística Aplicada.

Somente serão aceitos artigos que seguirem as Normas de Fortação da Fólio. Para acessá-las cilique aqui.

 Organizadores:

Ester Maria de Figueiredo Souza (Uesb)

Wagner Rodrigues da Silva ( UFTO)

Prazo para envio dos trabalhos: 30 de outubro de 2018.

 

Seção NASCENTES

Tema Livre

 

Seção REPERTÓRIO

Tema Livre