Chamada de Publicação

V. 12, N. 2   jul./dez. 2020

Seção VERTENTES & INTERFACES I: Estudos Literários e Comparados

Dossiê: 100 anos de Clarice Lispector.

Em 10 de dezembro de 1920 nasceu Clarice Lispector que, ainda em plena infância, iniciou deliberadamente sua carreira como escritora e foi consagrada como um dos nomes exponenciais, tanto no cenário da literatura nacional quanto internacional. No corrente ano, 2020, comemoramos o centenário de Clarice Lispector. São exatos 100 anos da vida de uma escritora que, com sua mão tocada pelo fogo concebeu e produziu uma literatura inquietante, questionadora e fascinante. Clarice Lispector nunca foi tão atual! Considerando os dias difíceis que atravessamos, política e humanamente falando, a obra de Clarice Lispector jorra como água viva sobre o angustiante e incerto ser e estar no mundo que nos impele a decisões imediatas e urgentes, sem que, todavia, percamos de vista a reflexividade.

Em comemoração aos 100 anos de Clarice Lispector, a Fólio – Revista de Letras, jul./dez. 2020, abre-se para receber artigos que versem sobre a obra da escritora brasileira supramencionada, cuja elaboração se iniciou em 1943, com seu romance Perto do coração selvagem.

A obra clariciana é diversamente constituída de romances, contos, teatro, crônicas, entrevistas, correspondências, literatura infantil, traduções, conferências, anotações e novela produzida até 1977, ano de morte da escritora.

Os temas a serem investigados e as perspectivas de análise da obra são amplos, ficando, portanto, a cargo do pesquisador defini-los para a devida submissão a esse periódico.

Organizadores:

Profa. Dra. Maria das Graças Fonseca Andrade (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – Uesb)

Prof. Dr. Luiz Lopes (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – Ceft–MG)

Data limite para o envio dos manuscritos: 30 de setembro de 2020.

 

Seção VERTENTES & INTERFACES II: Estudos Linguísticos e Aplicados

Dossiê: Ensino de línguas a distância, em tempos de pandemia

A Educação a distância é uma modalidade que permite que professor e aluno vivenciem experiências em que o espaço e o tempo são cotidianamente ressignificados, com base no uso de tecnologias (velhas e novas) e no contexto em que estão inseridos. Há, nesse sentido, uma possibilidade de ampliação e democratização dos processos educativos, no momento em que os ambientes pedagógicos, ao quebrar barreiras de tempo e espaço, possibilitam interações e aprendizagens. É importante salientar que nesses ambientes, as práticas interativas estão subordinadas ao contexto de uso das tecnologias que são disponibilizadas para as ações de ensino e aprendizagem.

Mooler, Robison e Huett (2012, p.4) salientam que as necessidades de aprendizagem dos alunos, bem como as expectativas do mercado global, evoluíram a ponto de, a memorização, a solução de problemas estruturada e o domínio da informação não serem mais considerados resultados satisfatórios. Os alunos precisam ser capazes de resolver problemas da vida real em um mundo saturado digitalmente.

Moore (2007, p. 02) define educação a distância como o aprendizado planejado que ocorre normalmente em um lugar diferente do local de ensino, exigindo técnicas especiais de criação do curso e de instrução, comunicação por meio de várias tecnologias e disposições organizacionais e administrativas especiais. A modalidade a distância se caracteriza, então, como possibilidade e oportunidades de estudo independentemente do local em que os alunos e professores se encontrem. Os que antes não podiam frequentar uma instituição de ensino, como os que residem longe dos grandes centros, ou que não podem abandonar fisicamente seu local de trabalho, podem se educar a distancia.

Os ambientes virtuais de aprendizagem têm sido amplamente utilizados por instituições de ensino superior, em cursos de extensão, graduação e pós-graduação, tanto no que se refere à educação a distância, como também a educação presencial. São espaços utilizados com a possibilidade de oportunizar atividades que extrapolam a noção de sala de aula para além do lugar físico entre quatro paredes e que tratam de um tipo de letramento que implica na realização de práticas sociais e culturais utilizadas com suportes computacionais.

Para além dos muros institucionais formais, assistimos a um crescente movimento das redes sociais para práticas educacionais, em todas as áreas do conhecimento. Nossa atenção se volta para o ensino de línguas, em geral, devido as especificidades metodológicas.

Atualmente, as medidas temporárias de prevenção em razão da propagação da doença relacionada ao novo coronavírus (COVID-19), classificada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde, ampliaram, ainda mais, as práticas digitais em nosso meio e o ensino de línguas ganha um novo cenário, no momento em que mais ações se desenvolvem e se multiplicam na esfera digital.   

É, pois, dentro desse contexto que convidamos pesquisadores interessados em discutir a questão do ensino de línguas a distância, dentro da atual circunstância, a submeterem propostas que dialoguem com a temática, em diversas perspectivas.

Organizadores:

Diógenes Cândido de Lima (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – Uesb)

Claudia Vivien Carvalho de Oliveira Soares (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – Uesb)

Jorge Onodera (Universidade Estadual de Santa Cruz – Uesc)

Data limite para o envio dos manuscritos: 30 de setembro de 2020.

 

Seção NASCENTES

Tema Livre  e submissão contínua.

 

Seção REPERTÓRIO

Tema Livre e submissão contínua.