NECROPOLÍTICA: Estratégias de extermínio do corpo negro

  • Eliseu Amaro de Melo Pessanha Universidade de Brasília
  • Wanderson Flor do Nascimento Universidade de Brasília

Resumo

Este artigo tem a pretensão de analisar a construção de alguns processos conceituais que levaram a justificativa da legitimação da dominação, subjugação e eliminação do corpo de seres humanos de pele escura, especificamente oriundas do continente africano e as respectivas terras para onde foram levados a força para serem escravizados. Ao receberem a alcunha de negro pelo colonizador europeu o africano começa a ser inserido em um estágio de construção de não-ser, não-humanidade e não-racionalidade, classificado dessa forma o seu corpo (a força de trabalho) foi utilizado como combustível para o desenvolvimento do capitalismo. Um corpo que poderia ser utilizado e descartado assim que se tornasse inútil para ser explorado. Mesmo após o sistema econômico escravagista ter sido extinto as estratégias de eliminação do corpo negro não cessaram. Agora, como ameaça biológica, os sistemas políticos contemporâneos, atualizando técnicas coloniais, executam em forma de necropolíticas (politicas da morte) para exterminação desse corpo negro.


Palavras-chave: corpo, morte, necropolítica.

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Publicado
2018-12-30
Como Citar
PESSANHA, Eliseu Amaro de Melo; DO NASCIMENTO, Wanderson Flor. NECROPOLÍTICA: Estratégias de extermínio do corpo negro. ODEERE, [S.l.], v. 3, n. 6, p. 149-176, dez. 2018. ISSN 2525-4715. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/4327>. Acesso em: 22 mar. 2019. doi: https://doi.org/10.22481/odeere.v3i6.4327.