EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO SISTEMA PRISIONAL: REINSERÇÃO SOCIAL DE MULHERES

  • Suzianne Silva de Oliveira
  • Ivanilde Apoluceno de Oliveira

Resumo

Este estudo discorre de resultados de uma pesquisa de campo, de abordagem qualitativa, realizada na escola prisional do Centro de Reeducação Feminino - CRF, localizado no município de Ananindeua/PA, com bolsa financiada pelo CNPq. O problema de investigação é: a educação carcerária contribui para o processo de reinserção social de mulheres? A pesquisa contou com um total de (07) sujeitos, sendo duas professoras do ensino fundamental, duas coordenadoras pedagógicas e três egressas do CRF, cujas entrevistas foram realizadas na própria escola prisional e no Correio, local de trabalho das três egressas. Os procedimentos de coleta de dados utilizados foram a entrevista semiestruturada e o levantamento bibliográfico e documental. A sistematização e análise dos dados foram realizadas com base na técnica da análise de conteúdo associada à concepção metodológica dialética. Neste artigo elaboramos um recorte sobre a EJA prisional, com vista à reinserção social da mulher em regime de cárcere. Entre os resultados da pesquisa destacam-se: inúmeras problemáticas circundam a escola na prisão, a falta de financiamento, formação de professores e a evasão escolar, entretanto, emanam neste estudo como os principais desafios a serem superados pelos profissionais da educação, o fomento ao trabalho de resgate social e transformação de vidas das mulheres no cárcere. Assim, mesmo sendo um caminho complexo, a educação no cárcere é necessária e contribui para a conscientização acerca da educação como possibilidade de reinserção social.

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Publicado
2018-08-06
Como Citar
OLIVEIRA, Suzianne Silva de; OLIVEIRA, Ivanilde Apoluceno de. EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO SISTEMA PRISIONAL: REINSERÇÃO SOCIAL DE MULHERES. Práxis Educacional, [S.l.], v. 14, n. 29, p. 88-105, ago. 2018. ISSN 2178-2679. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/4100>. Acesso em: 10 dez. 2018. doi: https://doi.org/10.22481/praxis.v14i29.4100.