O processo de reorganização nacional argentina durante a ditadura de 1976. (El proceso de reestructuración nacional argentina durante la dictadura de 1976)

  • Daniela Moura Rocha de Souza

Resumo

O golpe de 1976 não foi um mero acidente de percurso, como também não foram as demais ditaduras que a precederam (1943, 1955, 1962, 1966). No caso específico da de 1976, a realidade apontava para uma grande crise neste país, provocada pela instabilidade econômica e crescentes desequilíbrios na balança comercial, provenientes do aumento do preço do petróleo internacional e desvalorização dos alimentos exportados, fomentando o aumento desenfreado da inflação. O golpe de 1976, autodenominado Proceso de Reorganización Nacional (PRN), emergiu sob a justificativa de tirar o país da grande crise que o envolvia, visando redefinir o Estado por meio da subordinação ao projeto do novo grupo dominante (já formado pelo grande empresariado). No seu trajeto, efetuou-se uma profunda reestruturação social e produtiva que realizou massiva transferência de recursos dos setores assalariados para os de concentração de capital, predominantemente financeiro. Do lado social, reconstituiu-se uma dominação por meio de políticas de "disciplinamento"  e desarticulação dos movimentos operário e de oposição. O golpe acabou por se constituir no mais sangrento da história argentina.

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Como Citar
ROCHA DE SOUZA, Daniela Moura. O processo de reorganização nacional argentina durante a ditadura de 1976. (El proceso de reestructuración nacional argentina durante la dictadura de 1976). Revista Binacional Brasil-Argentina: Diálogo entre as ciências, [S.l.], v. 3, n. 1, p. 263-277, set. 2017. ISSN 2316-1205. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/rbba/article/view/1394>. Acesso em: 15 out. 2019.
Seção
Artigos de Fluxo Contínuo