Ensino médio e educação profissionalizante

  • Paolo Nosella
  • Jarbas Maurício Gomes

Resumo

Neste texto, ressaltamos que cabe a nós educadores analisarmos se a defesa do sistema de ensino médio integrado à Educação Profissional contribui para revigorar a dialética que pretende revolucionar todo o fracassado sistema nacional de Ensino Médio Regular, massivo e público; ou se - como pensam os autores - [...] a dialética tornar-se-ia mais vigorosa mediante a defesa unitária, direta e intransigente, de uma reforma radical do Ensino Médio Regular. Aproveitamos a oportunidade para discutir o prefácio que apresentamos no livro "Educação profissional: análise contextualizada", editado em 2005 pelo CEFET-Ce para reiterar que não concordamos com a profissionalização no âmbito do Ensino Médio entre 15 e 17 anos e que defendemos para os adolescentes dessa faixa etária, o direito a um ensino médio nacionalmente unitário, de cultura geral com elevada qualidade, para todos, sejam eles ricos ou pobres. Contudo, compreendemos que Ensino Médio Integrado é melhor do que o Ensino Médio Regular, não porque seja integrado, e sim, por outros fatores tais como: verbas; seleção; estrutura física; um tempo maior de estudo (quatro anos); professores mais satisfeitos; além de atividades formativas no contraturno etc.

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Como Citar
NOSELLA, Paolo; GOMES, Jarbas Maurício. Ensino médio e educação profissionalizante. Revista Binacional Brasil-Argentina: Diálogo entre as ciências, [S.l.], v. 5, n. 1 e 2, p. 9-26, out. 2017. ISSN 2316-1205. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/rbba/article/view/1485>. Acesso em: 06 jul. 2020.
Seção
Artigos de Fluxo Contínuo