ENSAIO SOBRE A CONTRAPOSIÇÃO MARXIANA À TEORIA DO GÊNIO

  • Alexandre de Jesus Santos
  • Jasson da Silva Martins

Resumo

Durante muitos séculos da história ocidental, a tradição filosófica vem atribuindo aos gênios toda a responsabilidade pela criação artística, compreendendo esta última como um desdobramento necessário e, portanto, inevitável resultante da inspiração transcendental e da personalidade peculiar característica de alguns poucos sujeitos iluminados. Em linhas gerais, os principais expoentes da história da filosofia ocidental, de Platão até Hegel, conceberam o gênio como preceptor daquelas consideradas como sendo as mais belas obras já produzidas pela humanidade. Somente a partir do segundo quartel do século XIX, Marx e Engels romperam radicalmente com esta concepção, compreendendo a arte e o artista, não como singularidades puras manifestas no mundo médium da relação entre o transcendental e o material, mas como sujeitos históricos, fruto e expressão das contradições sociais inerente às sociedades de classes.

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Publicado
2017-12-20
Como Citar
SANTOS, Alexandre de Jesus; MARTINS, Jasson da Silva. ENSAIO SOBRE A CONTRAPOSIÇÃO MARXIANA À TEORIA DO GÊNIO. Revista Binacional Brasil-Argentina: Diálogo entre as ciências, [S.l.], v. 6, n. 2, p. 36-64, dez. 2017. ISSN 2316-1205. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/rbba/article/view/3662>. Acesso em: 16 out. 2019. doi: https://doi.org/10.22481/rbba.v6i2.3662.
Seção
Dossiê Temático