TROPICALISMO E BARBÁRIE: RESISTÊNCIA CULTURAL E DITADURA MILITAR NO BRASIL DOS ANOS 1960

Resumo

A partir dos índices do clima repressivo político-policial no Brasil do final dos anos 1960, enunciados nas letras das canções tropicalistas, identifica-se e analisa-se o caráter engajado-insurrecional do discurso musical produzido pelo chamado Grupo Baiano como mecanismo de enfrentamento político e de resistência cultural à barbárie institucionalizada com a consolidação do projeto de modernização autoritária-conservadora da ditadura militar instalada com o golpe de abril de 1964. Destoando do padrão formal do alinhamento dogmático entre arte e política, expresso na temática nacional-popular da canção engajada do período, o Grupo Baiano mediante a intervenção tropicalista, incorporou o imaginário internacional da juventude - rock n’roll (Beatles, Jimi Hendrix, Bob Dylan), drogas, liberdade sexual e rebeldia - à canção urbana, tematizou aspectos da sociedade de consumo (a dimensão mercadológica da música popular) e valorizou a diversidade musical/rítmica brasileira, numa atitude devoradora que retomava o radicalismo da vanguarda antropofágica do Modernismo de 1928.

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Publicado
2020-03-29
Como Citar
OLIVEIRA, Orlando Jose Ribeiro de. TROPICALISMO E BARBÁRIE: RESISTÊNCIA CULTURAL E DITADURA MILITAR NO BRASIL DOS ANOS 1960. Revista Binacional Brasil-Argentina: Diálogo entre as ciências, [S.l.], v. 8, n. 2, p. 24-40, mar. 2020. ISSN 2316-1205. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/rbba/article/view/6255>. Acesso em: 02 jun. 2020. doi: https://doi.org/10.22481/rbba.v8i2.6255.