• Edição de Abertura
    n. 01 (2017)

    Baseada nos pilares ensino, pesquisa e extensão, a Universidade desde os seus primórdios foi pensada com o objetivo de não só formar profissionais, mas de expandir o conhecimento, bem como elevar a vida da comunidade. Assim, a Universidade pública deveria exercer um papel social ainda maior, tendo em vista que é integralmente financiada pela pesada tributação à qual a população, principalmente a mais pobre, é submetida.

    Todavia, passamos por um momento de completo sucateamento do ensino público, com cortes de verbas, desmonte de laboratórios, e diminuição de pesquisas, reduzindo o papel da Universidade ao individualismo das salas de aulas contemporâneas com a sua liquidez moderna.

    Na contramão do status quo, um grupo de sonhadores não mediu esforços para a efetivação de um sonho antigo: o Curso de Direito da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia deve possuir uma revista científica própria, facilitando a publicação e estimulando a produção do conhecimento daqueles que lidam com as Ciências Jurídicas.

    Nesta senda, a Revista Científica do Curso de Direito possui como marco a efetivação do conhecimento a uma precípua função de servir ao povo e não meramente à voluptuosidade dos currículos acadêmicos. Destarte, ela se mostra como símbolo de dar voz a comunidade jurídica tendo como catalisador a produção científica.

    Desta forma, apesar dos diversos problemas enfrentados e das remodelagens estruturais necessárias, a ideia embrionária sempre se manteve forte com o máximo intuito de bradar a pesquisa jurídica na UESB, forçosamente calada pela (des)estrutura moderna do ensino público.

    Por fim, superando barreiras é que a Comissão Administrativa anuncia o lançamento da Edição de Abertura (1. ed.) da Revista Científica do Curso de Direito da UESB, esta que será lembrada pela história como uma tentativa de devolver à Universidade a sua diversidade de universos.

    Que seja luz para um futuro de retomada do protagonismo estudantil e de busca pela educação emancipatória.

    A Comissão Administrativa

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