DO SIMBÓLICO AO REAL: FACES DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO

  • Eliana Kuster

Resumo

Quanto de violência de gênero se esconde por trás dos discursos cotidianos? Foi a partir de tal questionamento que esse artigo foi desenvolvido, tentando inferir em representações culturais diversas – músicas, publicidade, cartazes, e mesmo a fala coloquial – como a questão de gênero aparece e é tratada. Utilizando as contribuições de autores como Moscovici, Castoriadis, Simmel, Foucault e Bourdieu, tentamos compreender o poder de criação de imaginários que essas manifestações podem apresentar e como elas podem naturalizar-se a ponto de não as percebermos criticamente. Reunindo e analisando alguns exemplos, buscamos compreender como, a partir dessa naturalização e da incorporação habitual dos valores expressos neles, passa a haver o delineamento daquilo que Bourdieu denominou como poder simbólico. Ao final desse processo, a preocupação é que esse constructo pode – valendo-se da transição do simbólico para o real – pavimentar a passagem da violência discursiva para a violência física.

Como Citar
KUSTER, Eliana. DO SIMBÓLICO AO REAL: FACES DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO. REDISCO – Revista Eletrônica de Estudos do Discurso e do Corpo, [S.l.], v. 12, n. 2, out. 2017. ISSN 2316-1213. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/redisco/article/view/2389>. Acesso em: 10 dez. 2018. doi: https://doi.org/10.22481/redisco.v12i2.2389.
Seção
Artigos