Lideranças da reforma agrária diante da emergência climática: formação de sujeitos ecologistas no campo brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.22481/rg.v9.18061Palavras-chave:
emergência climática, socialização, movimento dos trabalhadores rurais sem terra, reforma agrária.Resumo
Este artigo discute a emergência de circunstâncias sociais que, nas últimas décadas, lançaram luz sobre as formas de violência ambiental em conflitos no campo brasileiro, bem como investiga a internalização de disposições ecologista em lideranças do MST em tempos de emergência climática global. Ao levar a sério a trajetória de militantes sem‑terra, o estudo busca compreender o processo de socialização de disposições—realidades sociais incorporadas no passado — favoráveis à conservação. Por outro lado, a ideia consiste em discutir as estratégias do MST na promoção de contextos relacionais em que as lideranças são estimuladas a atualizar ou adotar disposições ecologistas em relação ao mundo agroalimentar.
Downloads
Referências
ALTIERI, Miguel A. Agroecologia: bases cientificas para una agricultura sustentable. Montevideo: Nordan Comunidad, 1999.
BOLTANSKI, L. THÉVENOT, L. A justificação: sobre as economias da grandeza. Tradução: Alexandre Werneck. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2020.
BOLTANSKI, L., & THÉVENOT, L. The Sociology of Critical Capacity. European Journal of Social Theory, 2(3), 359-377, 1999.
BORSATTO, R. S.; CARMO, M. S. A Construção do Discurso Agroecológico no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). RESR, Piracicaba/SP, v. 51, n. 4, p. 645-660, 2013.
CARSON, R. Primavera silenciosa. 1. ed. São Paulo, SP: Gaia, 2010.
DA COSTA, M. B. B. et al. Agroecologia no Brasil – 1970 a 2015. Agroecologia, v. 10, n. 2, p. 63-75, 2015.
DEAN, W. A ferro e fogo: a história da devastação da Mata Atlântica brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
LAHIRE, Bernard. Dans les plis singuliers du social: individus, institutions, socialisations. Paris: La Découverte, 2013.
LAHIRE, Bernard. Retratos sociológicos: disposições e variações individuais. Coautoria de Josette Debroux. Porto Alegre, RS: Artmed, 2004.
LEOPOLD, A. A sand county almanac: with essays on conservation from Round River. New York: Ballantine Books, 1986.
LIGNANI, L. de B.; BRANDÃO, J. L. G. A ditadura dos agrotóxicos: o Programa Nacional de Defensivos Agrícolas e as mudanças na produção e no consumo de pesticidas no Brasil, 1975-1985. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, v. 29, n. 2, p. 337-359, 2022. Epub 17 jun. 2022.
LOPES, J. S. L. Sobre processos de" ambientalização" dos conflitos e sobre dilemas da participação. Horizontes antropológicos, v. 12, p. 31-64, 2006.
LUTZENBERGER, J. Manual de ecologia: do jardim ao poder. v. 1. Porto Alegre: L&PM, 2012.
LUTZENBERGER, J. Manual de ecologia: do jardim ao poder. v. 2. Porto Alegre: L&PM, 2012.
MARCHETTI, F. F.; MORUZZI MARQUES, P. E. Multifuncionalidade da agricultura familiar: a multifuncionalidade de sistemas agroalimentares. São Paulo: Editora da universidade de São Paulo, 2024.
MARTINS, R. C.; CUNHA, L. H. Ruralidades e meio ambiente: a constituição de um campo de investigação na sociologia. BIB- Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais, n. 92, p. 1-29, 2020.
MEIHY, J. C. S. B.; HOLANDA, F. História oral: como fazer, como pensar. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2015.
MOREIRA, R. J. Críticas Ambientalistas à Revolução Verde. Estudos Sociedade e Agricultura, v. 8, n. 2, 2000.
MORAN, E. F. Adaptabilidade humana: uma introdução à antropologia ecológica. 2. ed. São Paulo, SP: Edusp, 2010.
MORUZZI MARQUES, P. E.; ALVES, J. C. Q. A utopia camponesa de Chayanov e perspectivas contemporâneas de uma sociedade mais justa e ecológica. Revista de Economia e Sociologia Rural, v. 63, p. e289198, 2025.
MULLER, P. As políticas públicas. Niterói/RJ: Editora Eduff, 2018.
PRIMAVESI, A. Manual do solo vivo: solo sadio, planta sadia, ser humano sadio. 2 ed. São Paulo: Expressão Popular, 2016.
WORSTER, D. Transformations of the earth: toward an agroecological perspective in history. The Journal of American History, v. 76, n. 4, p. 1087- 1106, 1990.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 José Caio Quadrado Alves, Paulo Eduardo Moruzzi Marques

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International License.
Dos Direitos Autorais
Os autores mantêm os direitos autorais de forma irrestrita e concedem à Geopauta a primeira publicação com o trabalho simultaneamente licenciado em CC BY, que permite que outros compartilhem com reconhecimento da autoria de cada autor na publicação inicial nesta revista.
Propriedade Intelectual e Termos de uso
A Geopauta adota a política de Acesso Livre em Conformidade com o Acesso Aberto- OAC recomendado pelo DOAJ e em conformidade com os Critérios SciELO, sob uma licença Creative Commons CC By Attribution 4.0 International License, permitindo acesso gratuito imediato ao trabalho e permitindo que qualquer usuário leia, baixe, copie, distribua, imprima, pesquise ou vincule aos textos completos dos artigos, rastreie-os para indexação, passe-os como dados para software ou use-os para qualquer outra finalidade legal.
A Geopauta atribui a licença CC BY. onde é permitido sem restrições:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original.
Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original.




