https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/issue/feed Estudos da Língua(gem) 2022-02-03T09:26:32-03:00 Maria da Conceição Fonseca-Silva estudosdalingua.gem@gmail.com Open Journal Systems <section style="text-align: justify;"><strong>Estudos da Língua(gem), ISSN <a href="https://portal.issn.org/resource/ISSN/1982-0534" target="_blank" rel="noopener">1982-0534</a>,</strong> editado pelo Grupo de Pesquisa em Estudos da Língua(gem) (GPEL/CNPq) e Grupo de Pesquisa em Análise de Discurso (GPADis/CNPq), ligados à Área de Linguística do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, é um periódico publicado pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGLin/Uesb). O periódico manteve a versão impressa ISSN 1808-1355 no período de 2005 a 2015. A partir do ano de 2016, mantém somente a <em>versão eletrônica</em>. O periódico tem como objetivo promover e divulgar textos acadêmicos (artigos, ensaios, resenhas), originais e inéditos, de interesse das áreas (teóricas e aplicadas) da ciência Linguística e relações de interface e de entremeio. <strong>Recebe artigos em fluxo contínuo. </strong>Próximas edições que serão publicadas em 2021: v.19, n.2; v.19, .3; v.19, n.4.</section> https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/10166 Caminhos do Sociofuncionalismo (Paths of Sociofunctionalism) 2022-01-21T13:53:52-03:00 Valéria Viana Sousa valeriavianasousa@gmail.com Gessilene Silveira Kanthack gskanthack@yahoo.com.br Camilo Rosa Silva camilorosa@gmail.com 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/8133 A ação do tempo (e dos usuários da língua) sobre o agora (The action of time (and of language users) on the agora [now]) 2021-03-02T14:30:43-03:00 Maria José de Oliveira mariajoseoliveira@bol.com.br Camilo Rosa Silva camilorosa@gmail.com <p>A classificação do item linguístico <em>agora</em> apenas como advérbio de tempo não condiz com a realidade dos usos. Por isso, o objetivo deste trabalho é descrever o comportamento deste elemento, em gêneros textuais distintos, considerando distribuição de frequência e funções sintático-semântico-discursivas. A amostra de dados é estratificada em blocos cronológicos: século XIV a meados do século XVI; meados do século XVI ao século XVII; século XVIII ao século XX. A análise ancora-se em pressupostos (socio)funcionalistas, na convergência de recursos metodológicos quantitativos que visam a uma descrição funcional da língua atrelada a fatores não linguísticos. Estabelecem-se, na revisão de literatura, diálogos com pesquisadores que já se ocuparam de estudar o item (MARTELOTTA, 2004; RISSO, 1998; 2006, entre outros). Com efeito, espera-se que a análise do processo de mudança do <em>agora</em> sob uma abordagem pancrônica constitua contribuição ao processo de descrição da gramática do português.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Estudos da Língua(gem) https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/8120 Sociofuncionalismo em diacronia: dilemas, conjecturas e aplicações (Sociofunctionalism in diachrony: dilemmas, conjectures and applications) 2021-02-28T17:38:33-03:00 Márluce Coan coanmalu@ufc.br <p>À luz de pressupostos sociofuncionalistas, apresentamos dilemas impostos ao pesquisador, especificamente aqueles voltados ao ponto de partida (da função para a forma ou vice-versa) e à noção de significado (referencial ou por domínio funcional). Conjecturas são então expostas visando à resolução desses dilemas no que se refere ao tratamento da função de <em>antepretérito</em> e das formas de pretérito mais-que-perfeito simples, <em>haver/ter</em> no imperfeito mais particípio neutro, pretérito anterior e pretérito perfeito simples. Na sequência, analisamos tal fenômeno, qualitativa e quantitativamente, em prosa histórica, literária, religiosa e jurídica do galego-português, considerando dados dos séculos XIII a XV, provenientes do <em>Tesouro Medieval Informatizado da Língua Galega</em>. A investigação comprova variação motivada por fatores referentes a tipo de verbo, marcador temporal, pessoa discursiva, tipo oracional, polaridade, presença de objeto (este grupo exclusivamente nos casos de <em>haver/ter</em> no imperfeito mais particípio neutro) e tipo de prosa, ao passo que evidencia processos de gramaticalização.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Estudos da Língua(gem) https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/9281 A variação entre as formas de pretérito imperfeito e futuro do pretérito para expressar eventos contrafactuais em língua portuguesa: um estudo sociofuncionalista (The variation between the forms of past imperfect tense and future of past tense to express counterfactual events in Portuguese: a sociofunctionalist study) 2021-08-12T17:55:40-03:00 Fábio Fernandes Torres fabioftorres@unilab.edu.br izabel Larissa Lucena Silva izabel_larissa@unilab.edu.br <p>Este artigo discute a variação entre as formas de pretérito imperfeito e futuro do pretérito em construções condicionais de natureza contrafactual, a partir dos dados de fala do português de Fortaleza, coletados por Torres (2009).&nbsp; O referencial teórico pressupõe o diálogo entre a Sociolinguística Variacionista e o Funcionalismo Linguístico, sob a configuração do Sociofuncionalismo, conforme Tavares (2003), Gorski; Tavares (2013), May (2009); Amorim; Sousa, (2019), entre outros. Os dados foram submetidos ao programa estatístico Goldvarb-X e analisados a partir dos seguintes grupos de fatores extralinguísticos (idade, escolaridade e sexo) e linguísticos (complexidade estrutural, ordem, tipos de verbo, polaridade, fluxo de informação e modalidade). A análise estatística revela que a complexidade estrutural, a modalidade e o sexo são condicionadores do processo de variação entre o pretérito imperfeito e futuro do pretérito no contexto sintático-semântico da condicionalidade contrafactual.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Estudos da Língua(gem) https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/7960 Gramaticalização da construção porque de no português de Valença-BA: domínio da relação causal e posição do sintagma preposicionado (Grammaticalization of the construction porque de in the Portuguese of Valença-BA: domain of the causal relationship and position of the prepositional phrase) 2021-01-18T14:26:49-03:00 Josane Moreira de Oliveira josanemoreira@hotmail.com Paulo Henrique da Silva Santos paulohenriquesilsan@gmail.com <p>Este artigo apresenta alguns resultados da pesquisa que objetivou descrever o conector <em>porque de</em>, considerado uma construção que, ao emergir por gramaticalização, mobiliza uma junção causal entre sintagmas das sentenças. Apesar de o uso dessa construção parecer espraiado, não havia estudos sobre esse conector, o que conduziu à hipótese de que se trata de uma construção resultante de um processo recente de gramaticalização. O quadro teórico é o do Sociofuncionalismo, conjugando o Funcionalismo linguístico norte-americano e a Sociolinguística. A partir da análise quantitativa dos dados, e considerando os pressupostos e os mecanismos responsáveis por acionar a gramaticalização, constatou-se que, por analogia à forma mais prototípica <em>por causa de</em> e seus correlatos (<em>por conta de</em>, <em>por razão de</em> etc.), os falantes de Valença-BA estão atribuindo um novo uso para o conector <em>porque</em>, que, ao se integrar à preposição <em>de</em>, passa a compor um sintagma preposicionado com base em um padrão construcional <em>type</em> para conector de causalidade.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Estudos da Língua(gem) https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/8651 Um estudo sociofuncional dos parentéticos epistêmicos quase-asseverativos em variedades do português (A sociofunctional study of quasi-assertive epistemic parentheticals in Portuguese varieties) 2021-05-07T21:58:55-03:00 Cristina dos Santos Carvalho crystycarvalho@yahoo.com.br Antonio Ralf da Cunha a Carneiro ralfcarneiro.1@gmail.com Wesley da Silva Magalhães magalhaeswesley23@gmail.com <p>Neste trabalho, descrevemos, no português angolano e moçambicano, parentéticos epistêmicos quase-asseverativos de base clausal verbal, instanciados, no padrão construcional [(SUJ<sub>P1</sub>)V<sub>Epist</sub> (Compl)]<sub>Parent</sub>, por microconstruções como <em>(eu) acho (que), (eu) creio (que), (eu) suponho (que) </em>etc. Para tanto, fundamentamo-nos nos pressupostos teórico-metodológicos da Linguística Funcional Centrada no Uso (BYBEE, 2010; TRAUGOTT; TROUSDALE, 2013, dentre outros) e da Sociolinguística Quantitativa (LABOV, 2008 [1972]), no que tem sido denominado de orientação sociofuncionalista. Sob essa perspectiva, procedemos à análise de ocorrências empíricas do português contemporâneo extraídas do banco de dados <em>Corpus</em> do Português. Nossa análise, baseada nos graus de esquematicidade das construções (TRAUGOTT; TROUSDALE, 2013) e em parâmetros formais e funcionais, mostra que, nas duas variedades do português, os parentéticos epistêmicos quase-asseverativos estão correlacionados a distintos usos e níveis construcionais.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Estudos da Língua(gem) https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/8616 Padrões de preposições em complementos locativos de verbos de movimento (Patterns of prepositions for locative complements of movement verbs) 2021-05-03T16:40:08-03:00 Fernanda Gabrielle Costa Rodrigues rodriiguesfernanda@hotmail.com Raquel Meister Ko. Freitag rkofreitag@uol.com.br <p>As preposições que regem complementos locativos de verbos de movimento no português brasileiro estão em variação, com efeitos de prescritivismo:&nbsp;<em>a &nbsp;</em>e&nbsp;<em>para&nbsp;</em>são consideradas formas bem avaliadas socialmente para este contexto, enquanto&nbsp;<em>em&nbsp;</em>é corrigida, direção que é evidenciada por estudos de natureza sociolinguística. A observação do comportamento variável destas preposições que, neste contexto, têm seu traço de significado característico neutralizado, configurando um domínio funcional variável com formas em competição em uma amostra de fala universitária mostra a força prescritivista. Dos 1041 contextos de ocorrências com complementos locativos de verbos de movimento, 71% é de&nbsp;<em>para, &nbsp;</em>24% de&nbsp;<em>em&nbsp;</em>e 5% de&nbsp;<em>a&nbsp;</em>. A análise por aprendizado supervisionado de máquina valida os traços controlados como variáveis nos estudos prévios. Este resultado reforça a importância de estudos de emergência de padrões linguísticos associados aos efeitos sociais, sinalizando o efeito da consciência sociolinguística na emergência da gramática.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Estudos da Língua(gem) https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/8171 As estratégias acusativas de 2ª pessoa em cartas amorosas do sertão de Pernambuco: um estudo pela via da Sociolinguística Histórica (The accusative strategies of 2nd person in romantic personal letters from the Pernambuco: a study through the Historical Sociolinguistics) 2021-03-12T04:31:47-03:00 Cleber Alves de Ataíde cleberataide@gmail.com Antônia Caroline Alves da Silva antoniacarolinea@gmail.com Valéria Severina Gomes lelavsg@gmail.com <p>Este artigo insere-se nos recentes estudos sobre a história do Português Brasileiro na perspectiva da Sociolinguística Histórica e tem por objetivo analisar as estratégias acusativas, a partir da gramaticalização do <em>você</em> no quadro pronominal de segunda pessoa, em cartas pessoais amorosas, trocadas por sertanejos na década de 50 do século XX. As questões iniciais que envolvem a investigação são as seguintes: i) como se deu a implementação do<em> você</em> no paradigma de segunda pessoa na função acusativa e a resistência do clítico <em>te</em> como estratégia acusativa frente a formas do paradigma de terceira pessoa? ii) Quais contextos morfossintáticos favorecem a ocorrência das formas alternantes na função acusativa na posição pós-verbal? As pesquisas realizadas anteriormente por Lopes <em>et al</em>. (2018), Gomes; Lopes (2014) e Ataíde e Lima (2018) complementam o suporte teórico-metodológico na perspectiva da Sociolinguística Histórica proposto por Conde Silvestre (2007) e do modelo de Tradição Discursiva desenvolvida por Kabatek (2006, 2012); Andrade; Gomes (2018) e Ataíde (2020). Os resultados da análise apontam para a confirmação da hipótese de Lopes <em>et al.</em> (2018) quanto à resistência do clítico <em>te</em> na função acusativa. No que se refere à posição do clítico, constatamos que a próclise é a posição preferida para a colocação do acusativo pelos missivistas e os contextos favorecedores da ênclise foram o início de sentença e quando acusativo foi o pronome <em>você</em>.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Estudos da Língua(gem) https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/9278 A dinâmica do significado social na gramaticalização: desafios para uma abordagem sociofuncionalista (The dynamics of social meaning in grammaticalization: challenges for a sociofunctionalist approach) 2021-08-12T16:45:54-03:00 Edair Görski edagorski@hotmail.com Carla Regina Valle carlavalle10@gmail.com <p>Nosso objetivo neste artigo é propor uma reflexão sobre a dimensão social na gramaticalização com foco na dinâmica do significado social, a partir de uma aproximação entre (i) gramaticalização e variação (via função interpessoal da linguagem); e (ii) domínio funcional e domínio social. Considerando que mudanças na sociedade (envolvendo papéis sociais dos sujeitos, mídias digitais, globalização etc.) têm impactos na língua, sugerimos que novos arranjos sociais podem atuar como forças motrizes para movimentos de gramaticalização entendida como extensão de funções. Nessa perspectiva, focalizamos o papel dos jovens, da comunicação mediada por mídias digitais e das práticas midiatizadas na inovação e difusão de usos que indexicalizam valores sociossimbólicos e identitários, e salientamos a pertinência de estudos sociofuncionalistas voltarem mais a atenção para o componente social. &nbsp;</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Estudos da Língua(gem) https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/8664 A multifuncionalidade do verbo poner em língua espanhola: descrição e usos (The multifunctionality of the verb poner in Spanish: description and usage) 2021-05-10T10:18:34-03:00 Roana Rodrigues r.roanarodrigues@gmail.com <p>O comportamento sintático-semântico do verbo <em>poner </em>em língua espanhola é multifuncional, com padrões de uso diferenciado em construções locativas e de mudança de estado. Neste estudo, apresentamos a abordagem dada a este verbo em descrições sob diferentes perspectivas teórico-metodológicas e aplicamos os parâmetros de análise a um conjunto de dados em 150 frases construídas com <em>poner </em>retiradas do CORPES (Corpus del Español del Siglo XXI), a fim de observar a produtividade do uso. A classificação permitiu identificar os seguintes padrões de uso de <em>poner </em>como: (i) verbo-suporte (<em>El señor nos <strong>pone </strong>a prueba</em>); (ii) verbo pleno (<strong><em>Puso</em></strong><em> la botella en el suelo</em>); (iii) construção gramatical (<em>Se <strong>pusieron</strong> a cantar</em>); (iv) verbo operador causativo (<em>Aquel asunto la <strong>ponía</strong> nerviosa</em>); e (v) constituinte de expressão cristalizada (<strong><em>Puso</em></strong><em> el grito en el cielo</em>). Estes resultados permitem reflexões sobre a complexidade sintático-semântica de <em>poner</em> e evidenciam aspectos a serem considerados em programas de ensino de línguas para falantes de espanhol como língua estrangeira.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Estudos da Língua(gem) https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/8083 Tem lá... variabilidade ou mudança a caminho? (Tem lá... variability or change on the way?) 2021-02-21T13:47:34-03:00 Gessilene Silveira Kanthack gskanthack@yahoo.com.br Maria Alice Linhares Costa m.alicelinhares@hotmail.com <p>Com base no pressuposto de que a estrutura linguística deve ser observada em seu contexto real de uso, como defende a abordagem sociofuncionalista, apresentamos, neste artigo, uma descrição e análise do uso de <em>tem lá</em> a partir de uma amostra sincrônica extraída de comentários informais veiculados na rede social <em>Twitter</em>. Demonstramos que, em situações específicas, o estatuto gramatical de <em>lá</em>, advérbio de lugar, altera de modo a desempenhar, junto com o verbo <em>ter</em>, um papel voltado para a orientação argumentativa. Defendemos que essa mudança, motivada por fatores de natureza pragmático-discursiva, corresponde a uma instância de gramaticalização, um processo de regularização gradual da língua.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Estudos da Língua(gem) https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/8044 O microdomínio funcional do imperfeito narrativo em espanhol: uma análise a partir dos princípios de marcação e de iconicidade (The functional micro-domain of narrative imperfect in spanish: an analysis based on the principles of markedness and iconicity) 2021-02-07T17:48:53-03:00 Valdecy Oliveira Pontes valdecy.pontes@ufc.br <p>Neste artigo, objetivamos analisar o uso das formas verbais imperfectivas de passado no espanhol escrito, na codificação do imperfeito narrativo. Para isso, assumimos os pressupostos teóricos dos estudos sobre o funcionalismo, no que tange aos princípios de marcação e de iconicidade. Nossos dados provêm de vinte e quatro contos escritos nessa língua, selecionados por comarca cultural: Caribe; México e América Central; Andes; Rio da Prata; Chile e Espanha. Obtivemos 671 dados, sendo 644 formas do pretérito imperfeito do indicativo, 96% do total, e 27 perífrases imperfectivas de passado, o que corresponde a 4% do total. No tocante aos resultados, pudemos verificar que, no microdomínio funcional do imperfeito narrativo, o pretérito imperfeito ocorre, mais frequentemente, condicionado por modalidade <em>irrealis</em>, plano discursivo figura, objeto não afetado pela ação verbal, verbos dinâmicos e orações negativas.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Estudos da Língua(gem) https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/8129 Para começo de conversa: a variável linguística na interface sociofuncionalista (Starting the conversation: the linguistic variable in the sociofunctionalism interface) 2021-03-01T12:33:26-03:00 Maria Alice Tavares aliceflp@hotmail.com Fernando Laerty Ferreira da Silva Pedro f.laerty@hotmail.com Gabriela Fernandes Albano gabriela_falbano@hotmail.com <p>O primeiro passo de uma pesquisa variacionista é a circunscrição da variável linguística que será o objeto de estudo. Em uma perspectiva sociofuncionalista, nossos objetivos são: (i) mostrar como a convergência do conceito de variável linguística com o de macrodomínio funcional pode ser empregada como estratégia para a circunscrição da variável; (ii) aplicar essa estratégia a dois domínios funcionais, adversidade e a concessividade. As variantes de codificação desses domínios são multifuncionais: <em>mas</em> e <em>só que</em>, no caso da adversidade, e <em>mesmo (que)</em>, <em>apesar (de) que </em>e <em>nem que</em>, no caso da concessividade. Concluímos o texto apontando vantagens da adoção da estratégia de delimitação de um macrodomínio como variável linguística.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Estudos da Língua(gem) https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/10209 Um olhar pancrônico para o pronome você: retratos do passado ao presente que subsidiaram um estudo sociofuncional (A panchronic view at the pronoun you: portraits from the past to the present that supported a sociofunctional study) 2022-02-02T04:53:32-03:00 Warley José Campos Rocha warley.rocha@ifro.edu.br <p>O pronome <em>você</em> protagoniza muitos estudos quando se trata da descrição do Português Brasileiro. Neste artigo, objetivamos apresentar o percurso sócio-histórico do pronome <em>você</em>, evidenciando o seu processo de gramaticalização ocasionado pelas pressões de uso ao longo do tempo, dando destaque aos fatores sociais que influenciam nesse processo e verificar a maneira como esse item é registrado nas gramáticas históricas, prescritivas e descritivas. Em termos metodológicos, o texto foi desenvolvido a partir de uma revisão bibliográfica, cujas bases encontram-se sumariamente em um estudo sociofuncional desenvolvido em uma comunidade de fala do interior da Bahia. Por fim, concluímos que se faz importante a investigação sócio-histórica, assim como a observação de como gramáticos fazem o registro do item que um sociofuncionalista se interessa em estudar, pois podemos observar tanto o processo de gramaticalização como os fenômenos de variação e mudança linguística decorrentes dele.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 https://periodicos2.uesb.br/index.php/estudosdalinguagem/article/view/10218 Um olhar Sociofuncionalista no estudo da estratificação/variação das orações completivas e parentéticas (A Sociofunctionalist look at the study of stratification/variation of completive and parenthetical clauses) 2022-02-03T09:26:32-03:00 Vânia Raquel Santos Amorim quelva@hotmail.com Valéria Viana Sousa valeriavianasousa@gmail.com <p>Neste trabalho, temos o objetivo de investigar a variação do subjuntivo em orações parentéticas iniciadas pelo <em>que</em> e em orações completivas introduzidas pelo complementizador <em>que</em>, ancorado na abordagem Sociofuncionalista. A amostra foi extraída de 24 informantes do <em>Corpus</em> Popular de Vitória da Conquista (<em>Corpus</em> PPVC). No estudo quantitativo, referente aos fatores linguísticos, o grupo de fatores <em>tipo de oração</em> indicou maiores índices do subjuntivo em orações completivas. &nbsp;Também, o subjuntivo foi favorecido através do valor semântico do verbo da oração matriz e pela estrutura da assertividade da oração. Concernente aos fatores extralinguísticos, os dados revelam que a variante padrão concentra-se no sexo feminino e naqueles informantes que foram inseridos no ensino sistematizado/formal. &nbsp;Em termos gerais, o resultado desta pesquisa, do ponto de vista sociolinguístico, sinaliza uma variação estável e, do ponto de vista funcionalista, indica um processo de Gramaticalização.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021