SUBALTERNIDADE E ABJEÇÃO DE PERSONAGENS TRAVESTIS NA LITERATURA BRASILEIRA

Autores

  • Carlos Eduardo Albuquerque Fernandes Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)

DOI:

https://doi.org/10.22481/folio.v9i1.3242

Resumo

O presente trabalho discute a condição de subalternidade e de abjeção na construção de personagens centrais travestis na literatura brasileira do século XX. Para tanto, tomamos por base a noção de sujeito subalterno de Spivak (2010) e de sujeito abjeto de Butler (2010), relacionando seu espaço de “fala” na literatura a partir da maneira como personagens circulam nas narrativas. Faremos menção a alguns contos e romances brasileiros do século XX, para discutir a condição de subalternidade e abjeção dessas protagonistas, que dividimos em três eixos de representações recorrentes nas obras estudadas: violências sofridas, exílio da família e de cidades de nascimento, situação socioeconômica. O objetivo é chegar a um argumento crítico sobre a recorrente situação de subalternidade das protagonistas travestis na literatura brasileira, corroborando uma possível relação de mimetização ou de realismo nessa faceta da literatura homoerótica com o que se verifica no âmago de sociedades patriarcais e heteronormativas.

 
 
 

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Biografia do Autor

Carlos Eduardo Albuquerque Fernandes, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)

Professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Doutor em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

 

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Publicado

2018-03-27

Edição

Seção

VERTENTES & INTERFACES I: Estudos Literários e Comparados