https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/issue/feed fólio - Revista de Letras 2023-05-07T11:03:51-03:00 Márcio Roberto Soares Dias revista.folio@uesb.edu.br Open Journal Systems <div align="justify"><strong><span style="font-size: 14pt; color: #2d19e6; font-family: garamond;">fólio</span> <em>- Revista de Letras </em>(ISSN: 2176-4182) </strong>é um periódico eletrônico semestral do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários (DELL/UESB), estando atulamente vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Cultura, Educação e Linguagens (PPGLCEL/UESB) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).</div> https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11272 DA TRISTEZA DOS MÓVEIS: AUTORIA FEMININA E REPRESENTAÇÃO DOS OBJETOS EM KÉTALA, DE FATOU DIOME 2022-08-25T19:14:42-03:00 Rodrigo Nunes de Souza nunnes-rodrigo@hotmail.com Vanessa Neves Riambau vanessariambau@gmail.com <p>A produção literária senegalesa de autoria feminina assume um caráter recente, tendo em vista que as primeiras obras datam de 1970. Destarte, na contemporaneidade, o nome de Fatou Diome figura entre as principais escritoras que aborda, em seus livros, temas como a condição das mulheres, o racismo e questão diaspórica. Contudo, em <em>Kétala</em>, romance de 2006 e traduzido para o português em 2008, a autora traz temas considerados caros para o Senegal: a homossexualidade e a transexualidade, já que, no país, a questão LGBTQIAP+ é criminalizada. Com isso, o seguinte artigo visa problematizar como a autoria feminina senegalesa é vista, a partir da produção literária de Fatou Diome. Além disto, destaca-se, também, como os móveis, objetos e utensílios, responsáveis pela narração da história, são representados e representantes por revelar algumas problemáticas presentes no Senegal, como a já citada questão da autoria feminina, a condição das mulheres e como o romance aborda, de modo ousado, a questão homo/transexual.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11361 “SERENDIPIDADES!” E OUTROS FRUTOS ESTRANHOS QUE SE PRODUZEM EM "UM DEFEITO DE COR", DE ANA MARIA GONÇALVES 2022-09-18T15:27:00-03:00 Vinícius Ferreira dos Santos prof.vinifdossantos@gmail.com Divanize Carbonieri divacarbo@hotmail.com Vinícius Carvalho Pereira viniciuscarpe@gmail.com <p>Neste artigo, realizamos uma análise do romance <em>Um defeito de cor</em>, de Ana Maria Gonçalves, acerca da relação entre as linguagens do prólogo intitulado “Serendipidades!” e a metaficção historiográfica que o sucede. Enquanto o primeiro surge da escrevivência do eu-autoral-personagem criado por Gonçalves, a segunda se vale de uma autoconsciência da textualidade da história, a qual estamos chamando de <em>meta</em>ficção historio<em>gráfica</em> decolonial, pois emerge da narrativa em primeira pessoa de Kehinde, uma mulher negra escravizada no século XIX. A contiguidade entre essas duas linguagens acaba gerando um “fruto estranho”, que parece demandar uma metodologia hibridizada entre abordagens pós-modernas e decoloniais. uma vez que uma perspectiva que trate a literatura como um campo cristalizado dificilmente dará conta de elucidá-lo. Assim, propomos um método que aborda o literário como uma instância pós-autônoma, questionando o papel da literatura na realidade concreta e examinando a ficcionalidade como uma sombra dessa realidade.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11399 UMA NOTA FILOLÓGICA NA DISPERSÃO ARQUIVÍSTICA DA LIMANA, DE LIMA BARRETO 2022-09-28T20:12:07-03:00 Arivaldo Sacramento de Souza arisacramento@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Ainda em vida, Lima Barreto enfrentou diversos obstáculos para publicação de obras e, até mesmo, de textos em periódicos mais especializados ou em jornais de ampla circulação. Foi crítico de muitos editores e tipógrafos que o aborreceram muito com erros dos textos por suposta incompreensão de sua letra. Após a sua morte, sua biblioteca foi dispersada e, anos mais tarde, recuperada pelo seu primeiro biógrafo que, juntamente outros intelectuais da palavra, ajudaram a recompor a circulação de Lima Barreto. Neste artigo, discutimos de que maneira a dispersão arquivística de autorias negras tornam as pesquisas de fontes primárias urgentes para construção de argumentos que amplifiquem a fortuna editorial e crítica. Para isso, usamos, como caso paradigmático, os manuscritos preservados na Biblioteca Nacional, seção de Manuscritos, especificamente a Coleção Lima Barreto; a edição do </span><em><span style="font-weight: 400;">Diário Íntimo</span></em><span style="font-weight: 400;"> do autor; e, por fim, o fac-símile do </span><em><span style="font-weight: 400;">Inventário </span></em><span style="font-weight: 400;">também presente na Coleção referida. Com isso, investimos numa leitura filológica que buscou cotejar os manuscritos e o impresso para entender a política editorial definida desde a primeira edição do </span><em><span style="font-weight: 400;">Diário</span></em><span style="font-weight: 400;">. Assim, conseguimos compreender que o </span><em><span style="font-weight: 400;">Diário</span></em><span style="font-weight: 400;"> é uma composição editorial trilhada a partir de índices deixados pelo autor, mas, sobretudo, assumidos pelos editores que investiram na providência de criar uma série textual cronologicamente estabelecida, a fim de dar coerência a papeis que o próprio autor não considerava como dentro de uma cadeia textual.</span></p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Palavras-chave</strong><span style="font-weight: 400;">: Crítica Filológica; Lima Barreto; Diário Íntimo; Crítica Textual; Manuscritos.</span></p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11485 ODU 2022-10-18T15:54:22-03:00 Camila do Nascimento Carmo camila.ncarmo@gmail.com <p>A proposta deste texto consiste em apresentar o <em>odu, </em>este que traça o caminho de uma estética negra produzida por uma escrita poética formada por água, a fim de anunciar quais as voltas e os trajetos são possíveis elaborar em palavras para dizer de modernidades periféricas e negras. Desse modo, a compreensão deste trabalho caminha no sentindo de entender que a produção literária negrofeminina consiste em ações político-culturais da modernidade, a partir da textura aquosa de seus traçados os quais são denominados de riografias. Para isso, discussões em torno do poema “Ori” da poeta Lívia Natália entregam consistências para esta produção que desafia a estrutura.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/12262 ESTRANHAS HARMONIAS 2023-03-20T17:39:51-03:00 Deivison Faustino Faustino@uesb.br Nicolau Gayão fanoniano@gmail.com <p>Este artigo tece uma análise dos escritos dramatúrgicos de Frantz Fanon (1925-1961) – as peças <em>Mãos paralelas </em>e <em>O olho se afoga</em> – dentro do conjunto geral de sua obra e a partir do seu contexto de produção, focando nos temas da vida, morte e tempo. Nosso argumento é de que as suas temáticas e estética oferecem novas chaves para a compreensão do pensamento fanoniano e para a interrogação de questões humanas tão universais quanto contemporâneas em sua urgência sociopolítica. Pretendemos fomentar a discussão sobre esses textos, ainda pouco lidos e discutidos dentro das pesquisas sobre Fanon, mas plenos de possibilidades para outros realinhamentos de sua crítica. As leituras intencionalmente fragmentárias realizadas aqui se intencionam servir como um ponto de partida para a mobilização da obra fanoniana como um instrumento vital para a compreensão e enfrentamento das realidades coloniais e racistas atuais.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/12259 IKU E SEUS EGUNS NO MODERNISMO NEGRO AFROATLÂNTICO 2023-03-20T16:22:19-03:00 Denise França Carrascosa denise.carrascosa@ufba.br <p>Este texto ensaia uma dança iansânica na espiral de um tempo que experimento chamar "portal de memória", metodologia origráfica que revela as forças AfroAncestrais do Orixá Iku e seus Eguns na Literatura Negra Brasileira e Afrodiaspórica. Com um cuidado inicial e iniciático, coreografo voltas em torno do Egun de Lima Barreto em seu centenário de morte.&nbsp;</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11404 DESVIOS NA FLECHA DO TEMPO 2022-09-29T16:21:48-03:00 Fernanda Miranda fernandaromira@gmail.com <p>O artigo discute a questão do silenciamento das autorias negras dentro do registro modernista, observando as implicações geradas dentro da constituição da historiografia literária e para a própria concepção de tempo brasileiro em suas instâncias pretéritas e prolépticas. A partir da elaboração teórica de Denise Ferreira da Silva para o “evento racial” e das reflexões de Kodwo Eshun acerca da circularidade do tempo afrofuturista, traçamos algumas linhas sobre Lima Barreto como figura entrópica da literatura brasileira, embora marginalizado do cânone modernista.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11330 LANGSTON HUGHES, LIMA BARRETO E A INALCANÇÁVEL MODERNIDADE 2022-09-10T00:07:59-03:00 Gabriel Chagas gabriel.chagas19@gmail.com <p><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: small;">Este artigo analisa o conto “</span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Poor Little Black Fellow</em></span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: small;">”, do escritor negro norte-americano Langston Hughes (1901 – 1967), em perspectiva comparada aos contos “Teorias do dr. Caruru” e “</span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Agaricus auditae”</em></span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: small;">, do autor negro brasileiro Lima Barreto (1881 – 1922). Com essa leitura, almejo demonstrar como ambos os escritores desconstruíram o princípio hegemônico do que se entendia como “modernidade” no início do século XX. De um lado, Langston Hughes desvelou a falácia racista do “sonho americano” e, de outro, Lima Barreto questionou a eugenia e denunciou o racismo na Primeira República no Brasil. Com base nisso, entrelaço os temas da segregação racial estadunidense e das ideias eugênicas vigentes no Brasil à época para demonstrar como a escrita negra foi capaz de elaborar um contradiscurso da modernidade, fissurando a ideia hegemônica de “progresso” e “civilização”. O argumento central do trabalho é o fato de que a “modernidade”, nas primeiras décadas do século XX, foi uma experiência branca. Sendo assim, a perspectiva teórica desta reflexão pressupõe que o mundo ocidental foi moldado pela lógica da colonialidade, como sugere o argentino Walter Mignolo (2017), e leva em conta, nessas sociedades, a existência de um “contrato racial”, na definição do filósofo jamaicano Charles Mills </span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: small;">(1997). Com uma preocupação decolonial, baseia-se também no circuito intelectual caribenho, a partir de Aimé Césaire (1978) e Frantz Fanon (2008), bem como nos estudos sobre o Outro de Gayatri Spivak (2010), Achille Mbembe (2014) e Grada Kilomba (2019).</span></span></p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/12261 LIMA BARRETO, UMA MODERNIDADE NEGRA 2023-03-20T17:10:15-03:00 Jorge Augusto Silva jorgeaugustodamaia@gmail.com <p>Este texto investe em uma discussão sobre o campo da literatura brasileira, chamando atenção para sua formação tradicional, e o modo come ele é organizado, a partir da concepção evolucionista que norteia seu funcionamento.&nbsp; Esse modos operandi do campus sofre duas rasuras que prometem abalar seu funcionamento: a ideia de descontinuidade, defendida pela linha vanguardista da literatura brasileira e a literatura periférica. Nosso intuito é mostrar como a forma que essas duas fissuras foram incorporadas pela tradição literária nacional, acabou minando seu potencial transformador do campo, inviabilizando a democratização de suas formas de valoração, fazendo com que as rasuras não chegassem a operar mudanças significativas no campo da literatura no Brasil. A mitigação dessa engrenagem de fabricação do mesmo, que domina o campo nacional em nossas letras, é apontada brevemente nesse trabalho como força da literatura negro-brasileira e o repertório afrodiaspórico que o constitui, sobretudo a partir das noções de oralidade.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11401 O SABER É NOSSO: A METAMORFOSE DO SABER ANCESTRAL AFRICANO AO PODER FEMININO NAS SOCIEDADES IORUBANA E BRASILEIRA, 2022-09-28T21:13:37-03:00 José Henrique de Freitas Santos henriquefreitas@ufba.br Anike Omidire anikomi2002@yahoo.com <p>Cada sociedade tem sua história, vivência, assim como o conhecimento dos antepassados que guiam os seus passos, essa conexão com os ancestrais ajuda na permanência de saber ancestral na comunidade e tudo isso ocupa uma posição importante na sua continuidade como um espaço social. A sociedade africana especificamente iorubana curte a presença do saber ancestral africano, o que reflete em todo contexto da vida do povo iorubano, seja no meio político, social, educacional ou religioso. A fortuna dessa sociedade é que as mulheres iorubanas atuam como os agentes de preservação e guardiãs desse saber ancestral, o que lhes deu uma oportunidade para manter-se na hierarquia política, econômico e religiosa da sociedade como “Iyanifa, Iyalaje, Iyaloja e Iyalode” Esse movimento fluido do saber ancestral africano acaba fixando sua raiz na diáspora através de esforço dos escravos africanos que preservaram alguns elementos culturais africanos, estabelecendo um ciclo das mulheres Afro- descendentes que lutam para preservar e transmitir esse saber ancestral africana para seus filhos. &nbsp;Este trabalho através duma abordagem analítica, vai estudar a metamorfose de saber ancestral africano ao poder feminino, revelando o saber ancestral africano no campo feminino através da vida e passos dos Orixás femininos e heroínas iorubanas, exibindo a estratégia de formação dos líderes femininos afro-brasileiros afim de preservar a “Literatura Terreiro” no Brasil.&nbsp;</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/12260 AFROFUTURISM AND BLACK UTOPIA IN BRAZILIAN (POST)MODERNITY 2023-03-20T16:54:23-03:00 Niyi Afolabi afolabi@austin.utexas.edu <p>As realidades desencantadoras da vida negra no Brasil muitas vezes obrigam escritores como Aline França, Ana Paula Maia e Elisa Lucinda, entre outros, a optar pelo realismo mágico radical como estratégia de enfrentamento. Ancorado no poder criativo da criação de mitos culturais inovadores, cada escritor cria protagonistas que são em parte humanos, em parte bestiais e em parte divinos para evocar suas qualidades anti-heroicas como características essenciais para sua transcendência. Além disso, os protagonistas heroicos desses escritores são dotados de poderes sobrenaturais que dão credibilidade à sua proveniência ritual do labirinto do mito e da história para ensinar a moral eterna. Através das lentes convincentes desses trechos superficiais de realidades existenciais, argumento que as três escritoras afro-brasileiras analisadas neste trabalho têm um acorde comum com absurdos estranhos da condição humana, enquanto suas obras buscam transcender esse estranhamento da condição alienadora através do escapismo criativo.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/12276 A POESIA DE LINO GUEDES E OS DILEMAS DOS HOMENS NEGROS NO PÓS-ABOLIÇÃO 2023-03-22T16:30:08-03:00 Ricardo Riso risoatelie@gmail.com <p>Atuante no movimento social e na imprensa negra paulista da década de 1920 até a sua morte em 1951, o escritor Lino Guedes (1897-1951) buscou retratar na poesia os conflitos e anseios da comunidade negra paulista no pós-abolição, servindo como fonte para refletir as masculinidades negras e os embates entre homens negros e brancos interseccionados por gênero, raça, classe, religião e nacionalidade. Neste artigo, a análise de poemas baseia-se em Oswaldo de Camargo, Zilá Bernd e Cuti, já as masculinidades negras pelas formulações de Osmundo Pinho, Henrique Restier, Rolf de Souza e Frantz Fanon.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/12275 O HOMEM NEGRO NA DIÁSPORA 2023-03-22T14:56:52-03:00 Silvana Carvalho da Fonseca silvana_carvalho22@hotmail.com <p>O presente artigo tem como objetivo discutir expressões das masculinidades negras a partir da poética do rap em comunidades de falantes de língua portuguesa.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11400 ARTISTAS INDÍGENAS E SUAS LEITURAS DO MODERNISMO NO BRASIL 2022-09-28T21:01:35-03:00 Suzane Lima Costa suzanelimacosta@gmail.com Carlos Rafael da Silva rafaelxucurukariri@gmail.com <p style="font-weight: 400;">O foco deste artigo está em apresentar as principais interpretações, releituras e críticas produzidas por artistas indígenas quando convidadxs por grandes circuitos acadêmicos, culturais e artísticos no Brasil para falar sobre a presença/ausência dos indígenas no movimento modernista, maisespecificamente, para tratar do centenário da semana de arte moderna no Brasil. Para tanto, partimos das críticas feitas por esses artistas aos usos da antropofagia, à ideia de modernismo e vanguarda, para discutir os modos como suas artes, seus fazeres e experimentos apresentam outras propostas conceituais – a exemplo da ideia de Reantropofagia (BANIWA, 2019) e MaKunaimã (ESBELL, 2018) - que instauram seus lugares autorais, suas presenças, como referências urgentes às instituições que inventaram os <em>índios </em>e à projeção de novos imaginários sociais para ler o mundo.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/12578 "VOA VOA MARIA" E AS PERFORMANCES DO TEMPO ESPIRALAR 2023-05-07T11:03:51-03:00 Thaís Aparecida Pellegrini Vieira Vieira@uesb.br <p>Neste breve percurso investigativo, a proposta que aqui desenho se curva às experiências rítmicas e estéticas das músicas e performances do samba de roda <em>Voa Voa Maria, </em>de Matarandiba. Por esse prisma, em primeira instância, tomarei algumas chaves analíticas, sendo que, dentre elas, destaco a concepção de tempo espiralar desenvolvida pela professora Leda Maria Martins (2021), numa perspectiva cósmico-filosófica da ancestralidade africana. Através do samba e seu território, a comunidade indica que suas enunciações poéticas conseguem fissurar a linearidade temporal hierarquizante do <em>Chronos</em> ocidentalizado, já que as vivências estéticas, através dessas vozes, corpos e tambores, estão em funcionamento de um tempo não linear, mas sim curvilíneo. Destarte, a tríade: corpo-tempo-movimento atua como prenuncio da potência literária presente no samba da localidade. No primeiro momento do texto, aporto em Itaparica, nas beiradas da maré matarandibense, e faço uma mostra desse cenário que inscreve o protagonismo e pertencimento local. Nessa perspectiva, as riquezas naturais gravitam como elementos vivos dessa poética contracosteira da ilha de Itaparica. Minha âncora será fincada em pensadoras e pensadores que permitam a percepção dos saberes imbricados na indagação proposta. Trago Krenak (2020), dialogando sobre a importância da Terra como ser ativo, bem como seus entrelaces com as humanidades, a fim de pensar a paisagem e o processo de ressignificação que é feito pela comunidade, capaz de subverter a ideia de subalternidade que permeia os cenários da contracosta. Martins (2020, 2021), Oyěwùmí, (2021), Sodré (1998, 2020), Zumthor (2000) os quais ajudarão a modular a relação corpo-tempo-movimento em face às possíveis simultaneidades que reativam e reinstauram esses corpos subalternizados como “tapeçaria de sentidos discursivos” (MARTINS, 2021, p.21).&nbsp; Freitas (2016) nos permitirá fazer um exercício crítico literário operando o conceito de literatura-terreiro que, segundo o autor, “é aquela que, dentro da cosmogonia africana e/ou afro-brasileira explora a multimodalidade” (FREITAS, 2016, p.59). Com ele, será possível aferir acepções críticas nodais apontando o vigor do samba <em>Voa Voa Maria</em> como literatura.</p> 2023-05-07T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11509 EFEITOS DE SENTIDO EM TEXTOS SOBRE MATERNIDADE E FECHAMENTO DAS ESCOLAS DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 2022-10-21T01:24:38-03:00 Aline Maria dos Santos Pereira allinemaria@hotmail.com Adriana Santos Batista drisb11@yahoo.com.br <p>Este artigo tem por objetivo analisar os efeitos de sentido produzidos sobre a maternidade, no contexto de fechamento das escolas devido à pandemia da Covid-19, em textos jornalísticos de grande circulação. A pesquisa tem por base os pressupostos teóricos da Análise do Discurso, especificamente, mobilizamos as noções de discurso, sentido, silenciamento, interdiscurso e memória discursiva. O <em>corpus</em> é constituído de trechos de cinco textos publicados nos seguintes jornais e portais de notícias: <em>BBC News</em> em São Paulo, <em>Brasil de Fato</em>, <em>Carta Capital</em>, <em>El País</em> e <em>UOL</em> em 2020. Os resultados apontam para (i) uma regularidade discursiva acerca de papeis historicamente discursivizados para o homem e para a mulher; (ii) uma instauração de paráfrases que sedimentam a naturalização da desigualdade de gênero e da sobrecarga materna e (iii) efeitos de sentido de uma relação intrínseca entre o funcionamento das escolas e a economia.</p> <p>&nbsp;</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11412 UM ESTUDO SOBRE OS EFEITOS DE FEEDBACK HIPERMODAL PARA A REESCRITA TEXTUAL 2022-09-30T17:34:15-03:00 Aline Silva aline.flavio@estudante.ufjf.br Patrícia Ribeiro patnora.souza@gmail.com <p>Esta pesquisa exploratória buscou investigar os efeitos do uso de feedback hipermodal (verbal e sonoro) para a reescrita do gênero artigo acadêmico em uma disciplina do curso de Pedagogia de uma Universidade particular de Minas Gerais. A pesquisa fundamenta-se nos pressupostos da teoria sobre hiper/multimodalidade (LEMKE, 2002; KRESS; VAN LEEUWEN, 2006), na Teoria Cognitiva do Aprendizado Multimídia, doravante TCAM (MAYER, 2001), e na visão dialógica da linguagem (BAKHTIN, 1995). Metodologicamente, aplicou-se um experimento para um total de 23 alunos que, divididos em oito grupos escreveram colaborativamente um artigo na área de Pedagogia e receberam da professora da disciplina feedback multimodal, nas modalidades verbal escrita no próprio texto e sonora para a reescrita dos textos. Os dados foram coletados por meio de dois questionários, sendo um de identificação e de levantamento do processo de escrita dos participantes e outro de avaliação do experimento. A análise dos dados indicou a relevância do feedback hipermodal para a reescrita dos textos. Na condição comparativa, entretanto, os alunos apontaram no questionárerio de avaliação que as marcações e/ou comentários escritos, destacados no texto por recurso de cor e traços indicando onde é necessário alterar o texto, contribuiu mais para a reescrita do texto do que o áudio. Isto se explica pelo fato de que o áudio foi enviado aos alunos no chat da Plataforma Teams, portanto, distante do texto comentado, enquanto as marcações foram feitas diretamente no texto, o que facilitou a consulta e a reescrita do texto.</p> <p>&nbsp;</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11649 REFLEXÕES SOBRE A MEDIAÇÃO DE AULAS ATIVIDADES NO ENSINO REMOTO 2022-11-27T00:13:45-03:00 Evando Luiz e Silva Soares Rocha evevinho@gmail.com Beatriz Gama Rodrigues beatriz@ufpi.edu.br <p>A pandemia da Covid - 19 impôs aos sistemas educacionais desafios e possibilidades relacionados ao ensino não presencial. Neste artigo, objetiva-se discutir estratégias de mediação de aulas/atividades remotas de Língua Portuguesa considerando a relação entre o ensino e as limitações dos contextos sociais. A questão a seguir constitui o problema da pesquisa: que estratégias desenvolver para que as atividades de ensino alcancem os sujeitos aprendizes em seus contextos sociais particulares viabilizando a mediação de práticas de ensino? Assume-se que os recursos impressos, bem como, os digitais comportam estratégias eficientes, entretanto, limitações e falta de conhecimento truncam a ampla utilização nas atividades de ensino. Fundamenta-se o trabalho conforme os postulados de Duboc (2011), Gomes e Silva (2017), Kalantzis <em>et al.</em> (2020). Trata-se de uma pesquisa qualitativa que contempla a análise de materiais dispostos em roteiros e atividades remotas para os anos finais do Ensino Fundamental. A pesquisa mostrou que as estratégias de ensino devem contemplar as aspirações do contexto em que se insere e, como tal, os artefatos tecnológicos para serem inseridos no processo de ensino, devem ser objeto de reflexão, acolhimento e redirecionamento de propósitos e especificidades.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11298 PERSPECTIVAS DE ALUNOS DO ENSINO SUPERIOR SOBRE EMI EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA DO SUL DO BRASIL 2022-09-01T09:47:59-03:00 Gabriel Salinet Rodrigues gabriel.salinet@acad.ufsm.br Juliana Michelon Ribeiro juliana.ribeiro@acad.ufsm.br Graciela Rabuske Hendges graciela.r.hendges@ufsm.br <p>Este trabalho visa investigar visões de alunos brasileiros sobre o Inglês como Meio de Instrução (EMI) a partir de um período pré-implementação, a fim de que seu interesse, suas necessidades linguísticas e pedagógicas, preocupações e sugestões possam ser identificadas. Por meio de um questionário online, identificamos um interesse expressivo em EMI, associado a preocupações sobre suporte linguístico e a preferência por regulação flexível, considerando os interesses e necessidades de cada área e departamento. A maioria compreende o EMI como uma oportunidade para se preparar para mobilidade ou de compensar essa experiência para aqueles que não têm a possibilidade de investir nela. Os resultados contribuem com a avaliação da viabilidade do EMI e de uma política linguística informada do suporte linguístico requerido, da formação profissional e regulação de oferta.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/12470 DESIGN THINKING NA EDUCAÇÃO 2023-04-20T15:00:47-03:00 Rogério Gusmão rogeriogusmao182@gmail.com Cláudia Vivien Carvalho de Oliveira Soares claudiavivien@uesb.edu.br Denise Aparecida Brito Barreto denise.brito@uesb.edu.br <p>O presente artigo contempla os resultados encontrados na ambiência formativa desmembrada pela pesquisa-formação na cibercultura. O objetivo do estudo é aplicar o <em>Design Thinking</em> na perspectiva de criar alternativas inovadoras para problemas cotidianos referentes às tecnologias digitais, apontando possíveis contribuições e deficiências. O corpus é constituído por quatro professores(as) de uma escola pública municipal de Vitória da Conquista, terceira maior cidade do estado da Bahia. Os dados foram produzidos com a articulação dos dispositivos: diário de campo e observação participante, bem como a aplicação das etapas (singulares para este campo empírico) do <em>Design Thinking</em>: reconhecimento, planejamento, empatia, ideação, prototipagem e aplicação. Tendo como ponto de partida o desafio “Como podemos criar uma sala tecnológica atrativa e democrática?”, foi elaborado o Projeto Pequenos Polegares, contemplando necessidades próprias do contexto escolar. Ademais, o estudo aponta que o <em>Design Thinking,</em> tendo como pilares a colaboração, a empatia e a experiência, bem como revelando-se em potência de autoria e criatividade dos(as) professores(as), demonstrou possuir dispositivos formativos em sua essência, visto que os praticantes desde campo empírico tenderam a refletir e modificar as suas posturas frente ao conhecimento, à prática formativa e à própria educação. Por fim, salienta atenção para os processos de inovação que negam a alienação contextual e para os apelos mercadológicos que permeiam as novas propostas apresentadas à educação contemporânea.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11805 INTERPELACIÓN VOCAL 2022-12-22T18:12:16-03:00 Thiago Barbosa Soares thiagobsoares1@gmail.com Damião Francisco Boucher boucherplace@gmail.com <p>Este trabajo tiene como objetivo analizar las modalidades de los dichos sobre la voz del éxito en el ámbito del doblaje de películas. A partir de esta propuesta de análisis, también buscamos entender cómo los medios de comunicación utilizan la memoria sobre la voz, especialmente para desarrollar una red particular de sentidos con el fin de establecer la voz como un objeto de éxito. Para lograr estos objetivos, utilizamos el marco teórico y metodológico del Análisis del Discurso, específicamente las nociones de procesos parafrásticos y polisémicos en la distinción entre "desplazamiento" y "conmutación de sentidos", arraigados en la aplicación del concepto de silencio constitutivo y otros dispositivos indispensables en la dinámica de descripción-interpretación. Utilizamos como corpus el reportaje de Fantástico del 12 de diciembre de 2021, titulado "Doblaje pop: conoce la voz detrás de grandes personajes". Como resultado de este análisis, esperamos comprender cómo la voz y sus efectos de sentido constituyen y transforman a los sujetos del común en sujetos de prestigio a través de la conmutación de los efectos de éxito generados en grandes celebridades del ámbito cinematográfico.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11411 A VOZ IMIGRANTE ESLAVA EM HELENA KOLODYVOZ IMIGRANTE ESLAVA EM HELENA KOLODY 2022-09-30T16:20:25-03:00 Wellington Stefaniu wells8607@gmail.com <p>A partida, a chegada, o recomeço e a esperança do retorno fizeram do <em>Homo Sapiens</em> um animal que se distingue dos demais animais pelas suas características errantes. Apesar da existência de outros seres nômades, o homem é o único capaz de estabelecer laços imaginários com o seu território, os quais são repassados, no formato de nostalgia, aos seus descendentes. Dessa forma, a ideia de um sujeito imaginário que pertencia a uma pátria e criou novos laços em outro território, agregando, à sua cultura a cultura de outros povos que habitam a nova pátria, mostra-se como um paradoxo entre o pertencimento e o não-pertencimento, considerando que as nações, assumem o papel de comunidades imaginadas. Partindo desse princípio, o presente trabalho buscará elementos diaspóricos nos poemas da paranaense Helena Kolody, os quais evidenciam a mescla cultural das comunidades ucranianas estabelecidas no Brasil da metade do século XIX até o início do século XX entre a cultura eslava e a brasileira. Logo, a representação do imigrante ucraniano no Brasil abordará o hipotético surgimento de um novo sujeito, miscigenado por duas culturas, o qual cria raízes com o novo lugar sem esquecer da terra dos seus antepassados. Para tanto, serão levadas em consideração as teorias acerca da diáspora, em especial àquelas discutidas por Stuart Hall, bem como dos estudos culturais, pela voz de Terry Eagleton, os quais, somados à teoria literária, terão seu escopo voltado aos versos da escritora supracitada, em um movimento analítico e teorético.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/12565 MODERNIDADE PERIFÉRICA E MODERNISMO NEGRO 2023-05-03T20:01:45-03:00 Jorge Augusto Silva augustodamaya@hotmail.com 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/12576 QUADRINHOS NA ESCOLA 2023-05-05T16:18:43-03:00 Elisângela Ladeira de Moura Andrade elisladeirama@gmail.com Anair Valênia Martins Dias martins@uesb.br <p>O trabalho com multiletramentos no Ensino Médio configura uma dupla necessidade: atender às normativas da BNCC quanto à modalidade de educação que prevê a formação plena dos estudantes, de forma a prepará-los para a recepção e produção de textos que vão muito além da palavra escrita, além de configurar uma ação coerente com a realidade na qual os estudantes estão inseridos, o que vai ao encontro do que defende a Linguística Aplicada Crítica, que prevê que as ações escolares estejam voltadas para questões práticas e relevantes para a vida da sociedade em geral. Dentre os vários gêneros trabalhados no espaço escolar, visando ao multiletramentos dos estudantes, optamos por investigar o trabalho com o hipergênero ‘quadrinhos’. Propomos, neste artigo, uma pesquisa do tipo ‘estado da arte’, a fim de verificarmos o quanto já se avançou nos estudos pertinentes a essa temática. O referencial teórico ancora-se em autores como Canclini (2019), Jenkins (2009), Rajagopalan (2003), Ramos (2020), Rojo (2012), Vergueiro (2020) e outros. A revisão realizada mostrou que há, por enquanto, poucas publicações acerca da temática pesquisada e que as existentes são bem recentes, o que não causa estranheza, dado o fato de que os quadrinhos eram excluídos do contexto escolar até poucos anos atrás.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11106 IDENTIDADES E CRENÇAS SOBRE SER E APRENDER A SER PROFESSOR DE INGLÊS 2022-07-22T10:04:57-03:00 Luciana Kinoshita lucianakinosh85@hotmail.com <p>Investigamos as identidades e as crenças de alunos de Letras Inglês da Unifesspa. O objetivo foi compreender como as crenças desses graduandos sobre como ser e aprender a ser professor de inglês estão relacionadas ao processo de formação de suas identidades docentes. A pesquisa bibliográfica foi baseada em estudos da Linguística Aplicada. Desenvolvemos um estudo de caso utilizando narrativas. Resultados apontam que as identidades profissionais dos sujeitos estão sendo construídas a partir das crenças que eles formaram e modificaram ao longo do curso por meio de suas próprias vivências passadas e presentes em ensinar e aprender idiomas em diferentes contextos.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11573 ENSAIO PARA UMA PESQUISA ERGOLÓGICA 2022-11-10T15:42:23-03:00 Manoela Nascimento Souza manoela-sz@hotmail.com Ernani Cesar de Freitas ecesar@upf.br <p>Apresentamos como tema a fala de uma professora de filosofia de escola em tempos pandêmicos no Brasil. Delimitando a investigação em não buscar resolver a problemática da educação, o objetivo neste trabalho colocar em questão o testemunho da experiência em educação na pandemia. Na composição teórica utilizaremos John Dewey (1985) para fundamentar a defesa de que nada pode pré-determinar a atividade viva. Buscamos em Abdallah Nouroudine (2002), Josiane Boutet e Bernard Gardin (1998), Yves Schwartz (2014, 2011, 2010) e Philippe Zarifian (2015) a identificação do testemunho da linguagem <em>no</em> e <em>sobre</em> o trabalho e as <em>(re)normalizações </em>interpretadas na dimensão do <em>corpo-si </em>e da escola<em>,</em> durante a pandemia como uma manifestação de <em>ergoengajamento</em>. Como método dialético a pesquisa é aplicada, exploratória e descritiva, com procedimentos técnicos bibliográficos, documentais e abordagem qualitativa. O corpus corresponde ao testemunho por onde analisaremos e concluímos previamente que a experiência educacional e seu movimento vivo tem papel fundamental nas transformações sociais, como alertou Maria Cecília Pérez de Souza e Silva (2002), e, que as <em>renormatizações</em> aplicadas na luta pelo não abandono da educação nesse momento histórico entendidos como uma cooperação em ação laboral e científica.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11204 A AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS DE ALUNOS NO ENSINO SECUNDÁRIOS GERAL POR ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS MOÇAMBICANOS NA ÁREA DE FORMAÇÃO 2022-08-14T15:36:56-03:00 Nelson Maurício Ernesto lua1974nel@gmail.com <p><strong>RESUMO</strong>: A avaliação no campo da educação é uma ação que era praticada no período da Idade Média, mas tem a sua génese formal no século XVII e assumida como parte integrante do processo de ensino-aprendizagem desde o século XIX, com o nascimento da instituição escolar. O estabelecimento de objetivos de aprendizagem, de forma evidente e concisa, é uma forma de garantir um processo da avaliação das aprendizagens com um grau de sucesso satisfatório. Neste sentido, o estudo argumenta que existe uma ligação entre a avaliação descrita no plano de aula e os de objectivos de aprendizagem preconizados nesse documento guia do processo de ensino-aprendizagem, uma vez que o processo avaliativo consiste, na essência, em validar o grau de alcance das metas, sob a forma de produtos de aprendizagem dos alunos. Esta investigação científica, essencialmente quali-quantitativa, escrutina 20 Planos de Aula produzidos por 10 estudantes universitários moçambicanos (dois planos por estudante) inscritos na cadeira de Estágio II, que desenvolveram as suas Práticas Pedagógicas na nas escolas do Ensino Secundário Geral em Maputo, no ano 2021. A principal conclusão a que estudo chega é de que os pupilos inqueridos não avaliam adequadamente as aprendizagens dos seus alunos, posto que os exercícios que compõem a avaliação fixada pelos estudantes universitários não interceptam os objectivos de aprendizagem previamente estabelecidos.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/10912 O JEJUM NACIONAL 2022-05-31T14:55:31-03:00 Samuel Barbosa Silva samuca.bs@gmail.com Max Silva da Rocha msrletras@gmail.com <p>Este artigo segue os princípios teórico-metodológicos da Análise do Discurso Materialista (ADM), a fim de analisar a propaganda sobre o jejum nacional, que foi disseminado na mídia brasileira por lideranças evangélicas com o aval do então presidente da República Jair Messias Bolsonaro. Considerando o discurso midiático como um mecanismo de grande influência social que produz diversos efeitos de sentido, a análise que se propõe objetiva compreender os efeitos de sentido produzidos na proposta do jejum nacional. Assim, apoiamos as discussões em Barbosa Silva (2017, 2021), Florêncio <em>et al.</em> (2009), Maldidier (2014), Orlandi (2011, 2012, 2015), Pêcheux (2014, 2015), entre outros. Os sentidos presentes na propaganda do jejum nacional apontam para não apenas informar a necessidade de um rito religioso, mas também apresentam uma posição ideológica dentro das relações de classes, principalmente, em favor de interesses econômicos.</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/11376 A CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS LINGUÍSTICAS EM PERIÓDICOS CIENTÍFICOS 2022-09-21T10:05:22-03:00 Valmeria Brito Almeida Vilela Ferreira valmeriabavf@yahoo.com.br <p>Este artigo aborda os discursos que regulam e endossam as políticas linguísticas de periódicos na área da saúde. A pesquisa está fundamenta nos pressupostos teóricos do Círculo de Bakhtin e busca atender os seguintes objetivos i) descrever e&nbsp; analisar os discursos normativos sobre as políticas linguísticas de periódicos científicos; ii)&nbsp; discutir como determinados valores sobre as línguas de publicação científica&nbsp; foram sendo (re) construídos nos discursos dos periódicos investigados. O <em>corpus</em> deste trabalho é composto por editorias&nbsp; e instruções aos autores de&nbsp; periódicos da área médica, publicados entre 1987 e 2020. Os resultados apontam que a busca por visibilidade internacional leva parte dos periódicos a adotar uma política monolíngue, prescrevendo o uso do inglês como a língua franca. Por outro lado, percebem-se políticas editoriais que instituem espaço para o multilinguismo e práticas de escrita científica multilín</p> 2023-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 fólio - Revista de Letras