ODEERE https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere <section style="text-align: justify; padding: 3px;"><span class="TextRun SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">A </span></span><strong><span class="TextRun SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">ODEERE: Revista do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade</span></span><span class="TextRun SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0"> </span></span></strong><span class="TextRun SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">é</span></span><span class="TextRun SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">&nbsp;uma&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">publicação eletrônica&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">semestral</span></span><span class="TextRun SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">&nbsp;</span></span><span class="TextRun Highlight SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">de</span></span><span class="TextRun Highlight SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">&nbsp;trabalhos inéditos e originais desenvolvidos</span></span><span class="TextRun Highlight SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">&nbsp;em torno das discussões sobre as relações étnicas, de forma interdisciplinar,</span></span><span class="TextRun Highlight SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">&nbsp;</span></span><span class="TextRun Highlight SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">em diferent</span></span><span class="TextRun Highlight SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">es tempos e espaços, abordando gênero,</span></span><span class="TextRun Highlight SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">&nbsp;diversidade sexual&nbsp;</span></span><span class="TextRun Highlight SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">e as problemáticas que envo</span></span><span class="TextRun Highlight SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">lvam diferentes grupos sociais</span></span><span class="TextRun Highlight SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">.</span></span><span class="TextRun Highlight SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">&nbsp;São recebidas submissões de Artigos livres, Entrevistas, Novas(os) Pesquisadoras(es), Relatos de experiência e Resenhas,&nbsp;além dos manuscritos submetidos para os&nbsp;Dossiês temáticos. </span></span><span class="EOP SCXW129413442 BCX0" data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:true,&quot;134233118&quot;:true,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}">&nbsp;</span></section> <section style="text-align: justify;"><strong>ISSN:</strong>&nbsp;2525-4715 /&nbsp;<strong>Ano de criação</strong>: 2016 /&nbsp;<strong>Área de conhecimento</strong>: interdisciplinar /&nbsp;<strong>Qualis:&nbsp;</strong>B4 (Educação, Ensino, História e Sociologia)</section> Edições UESB pt-BR ODEERE 2525-4715 <p><strong>Você é livre para:</strong></p> <p>Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.</p> <p><strong>Sob os seguintes termos:</strong></p> <p>Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.</p> <p>Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.</p> Vivência e escuta sensível: o Terreiro como possibilidade de escuta da infância afrodescendente https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/7141 <p>Este ensaio acadêmico sobre a infância de terreiro está redigido segundo uma leitura de mundo do candomblé. Há muitas leituras de mundo. Nossas experiências de vida colocaram-nos diante de, pelo menos duas delas: a leitura religiosa como a do candomblé e a leitura laica da pedagogia. No desenrolar dessas experiências observamos no cotidiano de nossas salas de aula - nos cursos de formação de professores e no cotidiano da Educação Infantil (profissionais da educação) - um grande desconhecimento sobre a população de terreiro, em especial sobre suas crianças. O texto aborda o conceito de infância afrodescendente, com base em pesquisas realizadas nos últimos dez anos pelo Grupo de Estudos e Pesquisa Educação, Diversidade e Religião em comunidades religiosas tradicionais situadas no estado do Rio de Janeiro e no estado da Bahia, cujo objetivo é identificar, levar em consideração, compreender de forma pluridisciplinar formas de apropriação, expropriação do legado ancestral africano e afro-brasileiro. No texto trabalhamos com a escuta sensível, inspirado na abordagem italiana segundo a experiência de Reggio Emillia, e com o conceito de vivência de Lev Semenovitch Vigotsky, onde o conceito de vivência como é apreendido como caminho possível para uma educação libertadora, onde a tomada de consciência pela criança possibilita que ela entenda que é autora do próprio mundo. Uma realidade onde a escola valorize e dê visibilidade a infância afrodescendente pertencente as comunidades religiosas tradicionais.</p> Jaqueline de Fatima Ribeiro Eduardo Quintana Copyright (c) 2020 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 01 20 10.22481/odeere.v5i10.7141 Os contos de fadas e o processo de construção identitária da criança negra https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/7307 <p style="text-align: justify;">Este texto tem como finalidade abordar questões voltadas à construção da identidade étnico/racial da criança negra, levantando discussões sobre os contos de fadas, notadamente Branca de Neve e Bela Adormecida, e sua influência no processo de construção identitária, enquanto oferta de um único tipo de obra literária para as crianças. Partindo desse pressuposto, traçamos o seguinte objetivo: analisar a contribuição dos contos de fadas para a formação da identidade étnico/racial da criança negra, investigando dois contos de fadas mais populares e que fortalecem uma concepção de estética que contribui para o fortalecimento do racismo e disseminação de práticas racista na sociedade e consequente baixa autoestima da criança negra. Sendo assim, a metodologia foi análise documental, com revisão das obras: Branca De Neve e a Bela Adormecida. Esta pesquisa visa fornecer instrumentos para aumentar as formas de discussões e debates sobre o assunto, que sirva como um suporte para professores desenvolverem novas concepções sobre ampliação das escolhas literárias e roda de conversas no meio de estudantes para que só aumentem as possibilidades de aprendizagem. Foram trazidos ao debate teóricos como: Gomes (2005), Brandão (1981), Freire (2002) Coelho (2005), Munanga (2003), dentre outros, a fim de embasar esta pesquisa.</p> Rosemary Lapa de Oliveira Priscila de Oliveira Pinheiro Gomes Copyright (c) 2020 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 21 40 10.22481/odeere.v5i10.7307 Descolonizando o currículo escolar e o ensino de história: Agudás, os retornados a África https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/7602 <p>O objetivo deste artigo é analisar a letra do samba-enredo: “<strong>Agudás: os que levaram a África no coração e trouxeram para o coração da África, o Brasil”</strong>. Que contribuição este enredo oferece ao ensino de História da África e cultura afro-brasileira? Oferece uma memória histórica inédita ao carnaval carioca, dando visibilidade ao povo negro que retornou à África antes da abolição da escravidão no Brasil em 1888. Assim, propõe desconstruir o paradigma eurocêntrico e construir caminhos para a descolonização do currículo escolar, na perspectiva dos Estudos Culturais. Esta arte carnavalesca da escola de samba Unidos da Tijuca, do carnaval carioca de 2003, é uma pedagogia cultural com potencial para desenvolver uma educação antirracista e decolonial no espaço escolar.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Lei n. 10.639/2003. História da África. Ensino de História</p> Ana Lúcia da Silva Teresa Kazuko Teruya Copyright (c) 2020 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 41 69 10.22481/odeere.v5i10.7602 Educação escolar indígena em São Gabriel da Cachoeira/AM: um pouco de história https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/7578 <p>Nesse artigo pretendemos identificar, descrever e caracterizar o contexto em que se inseriu uma pesquisa de doutorado, desenvolvida no programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, onde fizemos uma breve retrospectiva histórica da educação escolar indígena no município de São Gabriel da Cachoeira, região do Alto Rio Negro, no estado do Amazonas. Através de pesquisa de natureza básica, descritiva, quanto aos objetivos, bibliográfica quanto aos procedimentos, partimos da seguinte questão: como foi o processo inicial de construção de uma educação escolar indígena nesta região? É preciso pensar a formação de professores indígenas a partir de suas concepções de mundo e de homem e das formas de organização social, política, cultural, econômica e religiosa desses povos, já que estamos inseridos nesse contexto.</p> Josiani Mendes Silva Copyright (c) 2020 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 70 100 10.22481/odeere.v5i10.7578 Gênese do racismo no processo migratório brasileiro https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/7467 <p>Situações históricas produzem(iram) marcas físicas e/ou emocionais significativas na vida das pessoas que vivem(ram) no Brasil, causando desequilíbrios em toda a sociedade, com problemas sérios de convivência, sobretudo no que tange ao racismo estrutural. Com base nisso, esse estudo parte da seguinte questão geradora: considerando o Brasil um país composto por migrantes de diversas raças/etnias, por que prevalece o racismo? Para tanto possui como objetivo geral analisar a gênese do racismo a partir dos processos migratórios, especificamente, discutir legislações, mitos e costumes para compreensão do processo de racismo à brasileira que coaduna com a intenção de seu combate, analisar as situações históricas de controle de “uns” sobre os “outros” inventariados nos encontros coloniais. Trata-se de uma revisão de literatura dissertativa e configura-se como uma pesquisa exploratória. Constata-se que a gênese do racismo, subjacente às legislações, mitos e costumes pretéritos, continua a se reproduzir. Portanto, é fundamental epistemologias descolonizadoras, educação no sentido da inclusão, pertença nas representações e construções de identidades para pôr fim ao racismo estrutural e à brasileira.</p> Claudia de Faria Barbosa Clodoaldo Silva da Anunciação Copyright (c) 2020 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 101 128 10.22481/odeere.v5i10.7467 Quilombos, racismo ambiental e formação em saúde e saúde mental: diálogos emergentes https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/6876 <div align="justify">O artigo apresenta as relações entre os Povos dos Quilombos, a formação em saúde e o racismo ambiental, visto como uma face da segregação sócio espacial que é também racial. A partir da noção sobre a importância dos Quilombos para a fundação das cidades brasileiras é preciso a superação do racismo na sociedade e nos modos de pensar e produzir ciência e formação em saúde e saúde mental que deve considerar necessariamente os ensinamentos e conhecimentos dos Povos Quilombolas.</div> <p> </p> Regina Marques de Souza Oliveira Copyright (c) 2020 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 129 156 10.22481/odeere.v5i10.6876 Gênero mulher negra: como (re)existir? https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/7905 <p>O que é ser “mulher”? Como se reconhece (ou não) alguém que se identifica como mulher? Há diferenças entre mulheres? O significado da palavra mulher <em>“do latim mulĭer, uma mulher é uma pessoa do sexo feminino. Trata-se de um termo que se utiliza em contraste a </em><em>homem</em><em>, conceito que nomeia o </em><em>ser</em><em> humano do sexo masculino”</em>. A construção da mulher parece depender da existência do homem, a quem se opõe (e de quem, de acordo com a teologia judaico-cristã é trazida à existência). Mulher: “<em>pessoa do sexo feminino que já tendo chegado à sua puberdade ou à idade adulta. Por conseguinte, a menina (ou rapariga) passa a ser mulher, de acordo com os padrões culturais, a partir da sua primeira menstruação”</em>. Além do significado biológico, há também a construção do “ser mulher” em diferentes áreas do conhecimento e da cultura.</p> Jorge Luís Rodrigues dos Santos Tatiana Costa de Souza Pereira Copyright (c) 2020 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 157 181 10.22481/odeere.v5i10.7905 Quarteto Fantástico Azeviche e ABC d’Pretas Antirracistas https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/7502 <p>Através do gênero textual poema, realizam-se duas homenagens, a saber: no primeiro, reverenciam-se malungos (companheiros de luta) que bravamente protagonizaram a Revolta dos Búzios (1798) em Salvador, na Bahia; no segundo, saúdam-se candaces (mulheres guerreiras) que diuturnamente lutam/lutaram pela causa antirracial no Brasil e no exterior. Utilizando versos livres, traz-se à baila com brevidade o legado decolonial dessa personalidades negras que merecem aclamação pela potência afrocentrada disruptiva.</p> Regia Mabel da Silva Freitas Copyright (c) 2020 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 182 185 10.22481/odeere.v5i10.7502 Repensando o "Preconceito de Marca": Ideias sobre Raça, Ancestralidade e Genética no Brasil https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/7181 <p>Estudos sociológicos tendem a realçar a importância do fenótipo (“cor”), em detrimento da ancestralidade como orientação dos conceitos de “raça” no Brasil. O presente artigo apresenta uma interpretação alternativa do significado cultural e político da ancestralidade no Brasil contemporâneo. O estudo baseia-se em entrevistas realizadas com 50 brasileiros que recentemente receberam resultados de testes genéticos de ancestralidade. As atitudes dos entrevistados quanto a sua ancestralidade são, por sua vez, interpretadas de duas formas. Primeiro, em relação ao mito nacional de mestiçagem e às ideologias eugênicas de branqueamento racial, que visaram apagar os traços das origens africanas da população brasileira. Segundo, em relação ao ativismo negro contemporâneo, que busca recuperar as histórias e memórias afro-brasileiros destas tentativas de obliteração.</p> Sarah Abel Copyright (c) 2021 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 186 221 10.22481/odeere.v5i10.7181 Trabalho doméstico de mulheres Hidalgo em Nuevo León, México https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/7406 <p>O objetivo deste trabalho é conhecer as características sociodemográficas e trabalhistas das mulheres indígenas migrantes de Hidalgo que realizam trabalhos domésticos no estado de Nuevo León, México. Para alcançar este objetivo, será explorada a pesquisa intercensal 2015. Em comparação com outros movimentos migratórios, a migração interna de mulheres no México tem sido pouco estudada, principalmente a que envolve a população indígena. Entre os principais resultados, constatamos que as mulheres migrantes de Hidalgo que realizam trabalho doméstico remunerado em Nuevo León apresentam condições de trabalho precárias em decorrência da institucionalização social, cultural e jurídica da desigualdade e injustiça estrutural. Trata-se de um trabalho socialmente desvalorizado, por ser considerado típico da construção social dos papéis de gênero feminino, por isso constatamos que a discriminação é legitimada em termos jurídicos, dada a falta de reconhecimento econômico e de seus direitos trabalhistas.</p> María de Jesús Ávila-Sánchez José Alfredo Jáuregui-Díaz Maria Félix Quezada-Ramírez Copyright (c) 2021 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 222 238 10.22481/odeere.v5i10.7406 Paisagens rurais - desenvolvimento e desenho a partir da decolonialidade https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/7306 <p>Buscamos, primeiramente, abordar o conceito de desenvolvimento na colonialidade, com ênfase nas diversas formas de colonialidade direcionadas à destruição da natureza e de modos de vida não dualistas. A partir disso, resgatamos a noção de desenho em Arturo Escobar que compara ontologia relacional e dualista, relacionando esses conceitos ao desenvolvimento na colonialidade, à destruição da natureza e ao racismo ambiental institucional. Através da revisão bibliográfica, ressaltamos a importância dos estudos e práticas decoloniais e do desenho autônomo para a descolonização da natureza e, de modo mais geral, dos espaços subalternizados pela colonialidade, em suas mais diversas formas.</p> João Roberto Barros II Lucas Monte Copyright (c) 2021 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 239 256 10.22481/odeere.v5i10.7306 Europeus e norte-americanos no litoral Sul da Bahia: branquitude e novas colonizações no paraíso tropical? https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/7471 <p>Este texto aborda a migração para a Vila de Serra Grande, distrito do munícipio de Uruçuca, no litoral sul da Bahia, considerando a projeção do Brasil paraíso tropical, assim como a suposta cordialidade inerente ao contato com o povo brasileiro. O território da vila é também abordado a fim de enfatizarmos as relações históricas, políticas, econômicas, culturais e raciais, enfim, as relações de identificações e diferenças, que fazem do Litoral Sul da Bahia um eminente território de riquezas, poderes e conflitos. Trata-se de um estudo-reflexão acerca das expressões e tensões entre branquitude e identidade afro-brasileira num território litorâneo da Mata Atlântica, no sul da Bahia.</p> Jaqueline Souza de Jesus Regina Marques de Souza Oliveira Copyright (c) 2021 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 257 279 10.22481/odeere.v5i10.7471 Acesso e utilização dos serviços de saúde da população negra quilombola: uma análise bibliográfica https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/6938 <p>O período escravocrata brasileiro deixou marcas profundas nas populações negras e quilombolas. Este sistema contribui para um cenário racista que fomenta injustiças sociais e em saúde. Nesse sentido, o presente texto objetiva investigar na literatura científica o acesso e a utilização dos serviços de saúde pela população negra e quilombola. A partir de uma revisão de literatura do tipo descritiva narrativa. A busca das publicações ocorreu na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e no Google Acadêmico. Foram selecionadas 39 publicações entre os anos de 2016 e 2018 organizadas nas seguintes categorias: acesso e utilização dos serviços de saúde pela população negra e quilombola e suas principais morbidades; implicações geográficas e fatores influenciadores no acesso e utilização dos serviços de saúde. As análises indicam que o acesso e utilização dos serviços de saúde pelas populações negras e quilombolas brasileiras sofrem mais importantemente os efeitos nocivos dos marcadores sociais, espaciais, de gênero, de classe socioeconômica e principalmente quanto ao pertencimento étnico-racial. A dificuldade de acesso e utilização dos serviços de saúde pelas populações negras e quilombolas brasileiras repercute as iniquidades, resultando no agravamento de processos de adoecimentos de ordem crônica, como Diabetes e hipertensão, e problemas de qualidade assistencial, como no acompanhamento pré-natal.</p> Rosilene das Neves Pereira Ricardo Frankllin de Freitas Mussi Copyright (c) 2021 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 280 303 10.22481/odeere.v5i10.6938 (In)visibilidade da comunidade LGBTQIA+ na assistência social: proteção social a quem necessitar? https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/7112 <p>Esta análise objetiva entender se existe reconhecimento às conjugalidades/parentalidades LGBTQIA+ pelo conceito de família da Política Nacional de Assistência Social e se há subsídios satisfatórios para abonar proteção estatal as genealogias e/ou pessoas LGBTQIA+ por meio dos benefícios, serviços, planos, programas e projetos da Norma Operacional Básica de 2005. Com a análise documental da referida legislação, evidenciou-se que o conceito de família ainda não superou o modelo patriarcal, inserido no sistema capitalista de minimalismo das políticas públicas.</p> Luciara Fontana Marília do Amparo Alves Gomes Simone Santos da Silva Copyright (c) 2021 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 304 319 10.22481/odeere.v5i10.7112 Experiência no estágio de História: desconstruindo preconceitos https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/7508 <p>Este relato apresenta recorte da experiência de estágio supervisionado de História no Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 2018, na turma 2B do ensino médio. De modo específico, trata da metodologia utilizada nas aulas para debater sobre o período da Primeira República no Brasil (1889-1930). Tal metodologia foi centrada no trabalho com diferentes fontes: o samba enredo da escola Imperatriz Leopoldinense, Liberdade! Liberdade! Abra as asas sobre nós (1989); o Hino da Proclamação da República e a pintura (1890), A Redenção de Cam (1895). Essas obras foram utilizadas para compreender determinado contexto histórico, do auge do pensamento racialista na esfera pública e representativo de um projeto de nação que se pretendia branca. A experiência de interpretar as referidas fontes permitiu compreender o contexto de transição entre o império e a república e questionar ideias internalizadas que se apresentam como naturais em relação a cultura afro-brasileira na história do Brasil.</p> Ana Cristina Peron Valéria Machado Claricia Otto Copyright (c) 2021 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 320 333 10.22481/odeere.v5i10.7508 O Feminismo Interseccional na articulação do saber acadêmico e da ação política: reflexões a partir da experiência de um coletivo feminista https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/6780 <p>O feminismo interseccional tem sido apontado como uma importante teoria na compreensão de como as opressões de gênero, classe e raça dentre outras, se relacionam entre si e interferem na vida de cada mulher, que acaba assim por experimentar a opressão de gênero a partir de um ponto de vista único.&nbsp; Além disso, a atuação de coletivos feministas tem sido fundamental na vida de mulheres, como espaços de empoderamento e de luta em prol de uma sociedade menos opressiva. Assim, apresentamos nesse trabalho o processo de adoção do feminismo interseccional como ferramenta teórico-metodológica por um coletivo feminista da Bahia, Brasil. Para tanto, realizamos um relato das atividades desenvolvidas pelo grupo entre os anos de 2013 e 2017. Foi possível identificar o forte vínculo afetivo estabelecido entre as companheiras e como o discurso interseccional tem sido importante nesse processo e nas ações do Coletivo como um todo. Constatou-se, assim, que a utilização deste referencial pode ser poderosa no sentido de contribuir para diálogos mais inclusivos e assim mais transformadores. Corroborando, ainda, com a ideia da extrema relevância da articulação entre o feminismo acadêmico e a ação política, além de destacar os desafios da consolidação de coletivos que nascem no âmbito acadêmico.</p> Priscila Silva de Figueiredo Valéria Soares Martins Copyright (c) 2021 ODEERE http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10 334 344 10.22481/odeere.v5i10.6780 EXPEDIENTE https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/7906 <p>Expediente da Edição.</p> Natalino Perovano Filho Copyright (c) 2021 http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-31 2020-12-31 5 10