Politeia: História e Sociedade https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia <section style="text-align: justify; padding: 3px;"><em>Politeia: História e Sociedade</em> é uma publicação científica vinculada ao Departamento de História e ao Mestrado Profissional em Ensino de História da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (ProfHistória-Uesb). Criada em 2001, a revista tem por objetivo contribuir, por meio da publicação de trabalhos inéditos, para a consolidação da pesquisa em História, Ciências Humanas e áreas correlatas e para o aperfeiçoamento de profissionais de ensino de História. </section> <section style="text-align: justify; padding: 3px;"></section> Edições UESB pt-BR Politeia: História e Sociedade 1519-9339 A pós-colonialidade e o artifício da história: quem fala em nome dos passados "indianos"? https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7384 Dipesh Chakrabarty Copyright (c) 2020 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 104 130 10.22481/politeia.v19i2.7384 Por uma política do povo https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7643 Jacques Bidet Copyright (c) 2020 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 131 141 10.22481/politeia.v19i2.7643 Philosophy of Virtues. The Way to Wisdom in Aristotle and Primo Levi https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7494 <p>In this article, I aim to investigate the relationship between Aristotle’s ethics and Levi’s idea of ethics based on practical virtues. Understanding the former, in fact, permits us to better comprehend the philosophical undergrowth of the latter. And above all, it permits us to better understand how Levi, who constantly dealt with the ethical and aesthetic difficulty of narrating experience from an empiric and anti-idealistic point of view, used philosophy of virtues and wisdom as hermeneutic keys to understanding life.</p> Patrizia Piredda Copyright (c) 2020 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 142 159 10.22481/politeia.v19i2.7494 Os Payayá de Jacobina: resistências e negociações nos sertões da Bahia (séculos XVI-XVII) https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7464 <p>Este artigo busca retratar parte da trajetória histórica dos Payayá, povo indígena originário do Sertão das Jacobinas, no interior da Bahia, região entendida enquanto espaço construído historicamente a partir da mobilidade, do contato e das trocas entre os diversos grupos indígenas e colonizadores. A partir da segunda metade do século XVI até meados do XVII, durante o processo de conquista e colonização, o grupo indígena Payayá ganha relevo na documentação, ora como inimigo, ora como aliado do projeto colonizador. Este e diversos outros povos indígenas precederam a chegada e o avanço dos colonizadores em busca de mão de obra, riquezas e terras na região. Tendo por base documentos administrativos, relatos de missionários e crônicas, pretende-se colocar em relevo os principais aspectos identitários deste grupo indígena e seu acentuado protagonismo.</p> Fabricio Lyrio Santos Solon Natalício Araújo dos Santos Copyright (c) 2020 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 160 174 10.22481/politeia.v19i2.7464 "A pouca e a má forma nas couzas da fazenda real": crise econômica e arrecadação na Capitania da Paraíba no Governo de João da Maia da Gama (1708-1717) https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7418 <p>Aportando na capitania da Paraíba em um período de profunda crise econômica, o capitão-mor e governador João da Maia da Gama participou ativamente da administração colonial, traçando planos e estratégias nos campos político, econômico e militar. O presente artigo pretende analisar o seu desempenho na execução das atividades administrativas na capitania – durante os anos de 1708 a 1717 – especialmente suas ações no âmbito econômico e fazendário, cotejar as práticas políticas do governador no exercício de seu cargo com as ordens e legislações régias, observando seus limites jurisdicionais, a possibilidade de autonomia frente às diretrizes metropolitanas e possíveis tensões na relação entre poder central e poder local, bem como examinar, na própria órbita local, a existência de conflitos jurisdicionais em que João da Maia tenha se confrontado com outros agentes administrativos.</p> Isabela Augusta Carneiro Bezerra Copyright (c) 2020 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 175 193 10.22481/politeia.v19i2.7418 “Em nenhuma outra cidade o número de pessoas casadas é tão pequeno": concubinato e casamento em Goiás (1800-1850) https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7545 <p style="margin: 0cm; text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Garamond',serif;">A documentação cartorária e eclesiástica produzida entre 1800 e 1850, relativa a Vila Boa, capital da capitania de Goiás, sugere que os viajantes estavam certos ao apontarem para a frequência e naturalidade com que o concubinato acontecia. No entanto, concubinato não pode ser confundido com ausência de valores familiares, pois tais valores, assim como hierarquia e disciplina católica, eram os pilares das sociedades do Antigo Regime. A partir de uma perspectiva relacional, o objetivo deste artigo volta-se à investigação das famílias e ao papel da disciplina católica na compreensão de como aquela sociedade marcada pelo concubinato se organizava a partir de relações familiares e de como a hierarquia as naturalizava.</span></p> <p> </p> <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p> Maria Lemke Copyright (c) 2020 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 194=206 194=206 10.22481/politeia.v19i2.7545 Associativismo literário, trabalho intelectual e o mercado das letras no segundo reinado (1860-1882) https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7443 <p>Esse artigo investiga o associativismo literário que emergiu no Rio de Janeiro durante a vigência da lei no. 1083 de 1860, conhecida como “Lei dos Entraves”. Para tanto, foram analisados os estatutos aprovados ou reformados durante a vigência dessa legislação e submetidos ao Conselho de Estado do Império. Dezesseis estatutos compuseram as fontes principais dessa pesquisa, num esforço de compreender como se constituiu uma rede de associações voltadas ao mundo das letras em meados do século XIX. A partir disso, a análise se concentra no desenvolvimento de uma trama social, econômica e cultural que permitiu a expansão do trabalho intelectual, do crescimento do mercado das letras e da informação, além das iniciativas relacionadas à instrução. Esse processo foi fundamental à transformação das empresas jornalísticas a partir da década de 1880 e da expansão do mercado editorial no Rio de Janeiro do Segundo Reinado.</p> Gabriela Nery Copyright (c) 2020 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 207 223 10.22481/politeia.v19i2.7443 O 5 de Outubro na escrita diplomática luso-brasileira https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7642 <p>Este texto tem como objetivo narrar os acontecimentos respeitantes à Proclamação da República Portuguesa, ocorrida em 5 de outubro de 1910, e outros que lhes são imediatamente correlatos. Embora conhecidos, os fatos aqui expostos baseiam-se em documentação, na maioria, inédita. A abordagem realiza-se de forma essencialmente descritiva, utilizando-se de fontes textuais, constituídas por ofícios, relatórios e, sobretudo, telegramas expedidos e recebidos pelos serviços diplomáticos de Portugal e do Brasil.</p> Caio César Boschi Copyright (c) 2020 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 224 240 10.22481/politeia.v19i2.7642 Trabalho e trabalhadores no Brasil durante a gripe espanhola de 1918 https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7432 <p>Partindo de uma breve apresentação sobre as origens das epidemias em nossa história, o artigo mostra como a gripe espanhola atingiu o Brasil entre os meses de setembro e dezembro de 1918. Analisa as ações do governo e industriais no combate e controle da doença, que, de modo geral, foram de negligência, descaso e abandono dos cuidados para com os operários. Estes, por sua vez, com ações coletivas e organizadas, buscaram minorar aquela situação, visto que foram os que mais sofreram com a enfermidade e suas conseqüências.</p> Antonio José Marques Copyright (c) 2020 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 241 262 10.22481/politeia.v19i2.7432 Democracia e reformas: uma análise comparativa entre o discurso de João Goulart na Central do Brasil e o pensamento de Alexis de Tocqueville e John Stuart Mill https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7458 <p>As reformas de base encampadas pelo presidente João Goulart (1919-1976) foram alvo de uma intensa disputa de sentidos e significados em um período de acirrada polarização política. Em plena Guerra Fria, essa luta pela imposição de narrativas teve como elemento fulcral o conceito de democracia. Opositores do então presidente denunciavam tais reformas como um atentado à ordem democrática – ou uma tentativa de impor o Socialismo –, enquanto Jango advogava que seu teor sinalizava para o aprofundamento da democracia no Brasil. Como exercício, este artigo propõe uma análise comparativa entre o aclamado discurso de João Goulart na Central do Brasil e o pensamento dos autores clássicos da democracia liberal, Alexis de Tocqueville e John Stuart Mill, para identificar aproximações e distanciamentos entre o pensamento político desses autores e o discurso do presidente que seria derrubado pelo golpe de 1964. Em específico, daremos ênfase à discussão entre esses autores sobre os temas das reformas agrária e eleitoral presentes no discurso de Jango.</p> Pablo Pimentel Copyright (c) 2020 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 263 273 10.22481/politeia.v19i2.7458 CPC da UNE: engajamento, romantismo revolucionário e literatura (1961-1964) https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7422 <p>O presente artigo tem como objetivo discutir a produção poética ligada ao Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (CPC da UNE), criado em 1961. Abordamos o discurso literário cepecista a partir de uma discussão sobre as temporalidades que emergem das poesias reunidas nos livros da coleção <em>Violão de Rua</em>, publicada entre 1962 e 1963 pelo órgão cultual da UNE. Buscamos mostrar como essa escrita poética, ao articular passado, presente e futuro, acaba por situar-se entre a nostalgia e a expectativa de transformações sociais. O romantismo revolucionário cepecista construiu uma imaginação temporal baseada na saudade de um povo detentor da essência da nacionalidade brasileira, mas também vislumbrava, nesse mesmo povo, o heroico portador da revolução por vir.</p> Reginaldo Sousa Chaves Copyright (c) 2020 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 274 290 10.22481/politeia.v19i2.7422 Porto Seguro redescoberta: trajetória de uma capitania esquecida https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7641 <p>O texto apresenta uma visão panorâmica da história de Porto Seguro, desde a formação da capitania à atualidade. Durante muito tempo, Porto Seguro foi um espaço esquecido pela historiografia. As comemorações dos 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil motivaram estudos acadêmicos diversos, inclusive as pesquisas que resultaram no livro "Porto Seguro: história de uma esquecida capitania", publicado em 2018 e do qual origina-se o presente artigo. O texto aborda três períodos distintos da história de Porto Seguro: a formação da capitania; o longo período de esquecimento; e redescoberta e valorização, a partir de meados do século XX.</p> Roberto Martins Copyright (c) 2021 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 291 304 10.22481/politeia.v19i2.7641 Cartas a Marina: representações de gênero em papel e tinta https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7202 <p>Os anos de 1980 foram marcados pela consolidação de direitos femininos, oriundos de lutas feministas em décadas anteriores. Além disso, houve uma entrada expressiva de mulheres no mercado de trabalho, nos mais diversos setores, inclusive na imprensa brasileira, antes majoritariamente ocupada por homens. Neste artigo, analisamos a construção de representações sociais em correspondências (cartas, cartões e bilhetes) endereçadas à apresentadora de TV Marina Queiroz, no período de 1980 a 1988. Ela foi a primeira mulher a comandar um programa dirigido ao público feminino, na extinta TV Montes Claros, hoje denominada Intertv, no norte de Minas). Analisando cartas enviadas à apresentadora, buscamos entender como ela foi representada pelo(a)s telespectadores(a)s. Para a análise, utilizamos alguns procedimentos da Análise do Discurso francesa.</p> Ana Carolina Ferreira da Silva Cláudia de Jesus Maia Copyright (c) 2020 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 305 324 10.22481/politeia.v19i2.7202 Racismo ambiental e reivindicação territorial da Comunidade Quilombola Lagoas - PI (2008-2014) https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7369 <p>O presente trabalho objetiva abordar o racismo ambiental cometido por empresas mineradoras e carvoeiras na comunidade quilombola Lagoas, que fica localizada no sudeste do Piauí, assim como visa discutir sobre a contemporânea crise socioambiental brasileira, com a finalidade de situar os conflitos ambientais vivenciados pela comunidade no âmbito do debate nacional acerca da temática de injustiça ambiental. Além disso, o artigo pretende evidenciar as reivindicações existenciais e territoriais dos lagoanos, que ocorreram durante os anos de 2008-2014. Para tanto, são utilizados como fontes o <em>Relatório técnico de caracterização ocupacional, fundiário e agroambiental do território quilombola de Lagoas</em> e o <em>Mapa de conflitos envolvendo injustiça ambiental e saúde no Brasil</em>, que apresentam informações importantes relativas aos desdobramentos dos conflitos territoriais e da luta dos lagoanos por seus direitos constitucionais enquanto comunidade quilombola.</p> Emanoel Jardel Alves Oliveira Copyright (c) 2020 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 325 341 10.22481/politeia.v19i2.7369 KiILOMBA, Grada. Memórias da Plantação: episódios de racismo cotidiano. https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7644 Kamilla Dantas Matias Copyright (c) 2020 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 342 348 10.22481/politeia.v19i2.7644 Expediente https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7909 Copyright (c) 2021 Politeia - História e Sociedade https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-01-19 2021-01-19 19 2 Editorial https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7969 Grayce Mayre Bonfim Souza Copyright (c) 2021 Politeia - História e Sociedade https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-01-19 2021-01-19 19 2 5 7 Apresentação: um mergulho na História Antiga e na História Medieval https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7912 <p>Apresentação do Dossiê "Ensino e Pesquisa em História Antiga e História Medieval no Brasil"</p> Marcelo Pereira Lima Copyright (c) 2021 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 8 15 10.22481/politeia.v19i2.7912 Roma no Período Agustano: a construção material e simbólica da capital do mundo conhecido https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7424 <p>Otávio Augusto se vangloriava de ter transformado Roma de uma cidade de tijolos para uma de mármore. Neste trabalho, dedicamos nossa atenção à estrutura material que deu sustentação à construção e ao desenvolvimento do poder de Augusto, ou seja, à cidade de Roma e às suas construções. Temos como objetivo demonstrar a importância conferida ao solo sagrado de Roma, bem como o relevante papel que teve enquanto centro do poder e suporte para o desenvolvimento de uma arquitetura monumental; tratamos também sobre a visão de Roma enquanto capital do mundo conhecido, o que estava expresso de modo material em determinadas construções do período.</p> Macsuelber de Cássio Barros da Cunha Copyright (c) 2021 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 16 32 10.22481/politeia.v19i2.7424 A bela missão de ensinar: a poesia didática a partir das obras de Lucrécio e Manílio (séculos I a.C. – I d.C.) https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7380 <p>A poesia didática expressa um conhecimento para alguém e, dessa forma, elege em sua composição dois personagens principais ao longo de narrativa: o professor, ou seja, aquele que ensina; e o aluno, a quem o ensinamento é direcionado. Tal articulação pode ser percebida pela utilização da primeira pessoa na elaboração do texto, o que nos dá a impressão de um discurso falado a alguém de maneira direta. Ao evocarem seu compromisso com a matéria e alertarem seus alunos a respeito do tortuoso caminho da aprendizagem, Lucrécio e Manílio constroem seu próprio percurso retórico a fim de legitimarem aquilo que afirmam ser necessário para o bem-estar geral. Concomitantemente, os autores percebem a necessidade dos adornos característicos das grandes poesias épicas a fim de tornarem atrativas as experiências de aprendizado aos seus interlocutores; como um médico que adoça com o mel o medicamento amargo ministrado aos seus pacientes, os poetas se utilizam da poesia para transmitir conhecimentos de alto valor. Por esta razão, analisaremos as obras <em>De rerum natura</em> e <em>Astronomicas</em>, entendendo o gênero literário especificado a partir de um projeto educacional particular de ambos os poetas, ao mesmo tempo em que representavam os anseios de sua sociedade e de seus pares.</p> Rodrigo Santos Monteiro Oliveira Copyright (c) 2021 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 33 51 10.22481/politeia.v19i2.7380 Uma metáfora para o comportamento humano: a vida de São Goderico e a interação santa com os animais de Finchale, no Norte da Anglia (séculos XI e XII) https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7326 <p>A interação entre animais e santos, na Idade Média, ocorreu de formas variadas, e é pertinente considerar essa dinâmica como permeada de múltiplos significados. Os animais ora se apresentavam como sinais da providência divina, ora como indícios de ações perpetradas por forças diabólicas. Assim, havia uma dimensão simbólica, cujos significados estavam conectados às concepções religiosas que a sociedade reclamava para si. A partir desses pressupostos, identificamos, para discutir, alguns aspectos, associados à transmissão de mensagens para a coletividade social por meio de histórias envolvendo santos e animais, evidenciados na <em>Vida de São Goderico</em>, uma hagiografia confeccionada no século XII, atribuída ao monge beneditino Reginaldo, do priorado de Durham, no norte da Anglia.</p> <p> </p> Raimundo Carvalho Moura Filho Copyright (c) 2021 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 52 64 10.22481/politeia.v19i2.7326 Da aparência fenomêmica à sistematicidade do poder aristocrático: crônicas e cartulários acerca do reinado de Filipe Augusto (1180-1223) https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7430 <p>A percepção fática mais imediata que o historiador retém da manifestação histórica de um determinado objeto de análise é legatária de um duplo movimento da aparência: esta tanto pode revelar quanto velar algo. É possível, não obstante, sublinhar que esse duplo movimento é inexoravelmente indissociável. Nesse sentido, o presente artigo tem por objetivo fundamental ponderar a problemática do vínculo orgânico entre as dinâmicas sociais que compõem e configuram a aristocracia feudal em face das comunidades rurais, isto é, das relações de dominação social. A partir de exemplos entrecruzados de cartulários e crônicas dos séculos XII e XIII discutir-se-á as incoerências da obliteração do campesinato na historiografia medieval, tal qual as possibilidades analíticas oferecidas pela documentação selecionada. O objetivo é aventar a interrelação entre a aparência fenomênica da documentação requisitada e as dinâmicas sócio metabólicas que essa aparência pode velar, a sistematicidade oculta da dominação social sobre as comunidades rurais.</p> Edilson Alves de Menezes Junior Copyright (c) 2021 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 65 85 10.22481/politeia.v19i2.7430 Gênero e História Medieval em tempos de crise: entrevista com o medievalista Marcelo Pereira Lima https://periodicos2.uesb.br/index.php/politeia/article/view/7913 <p>Em entrevista realizada por mestrandos(a) do Laboratório de Estudos sobre a Transmissão e História Textual na Antiguidade e Medievo (LETHAM-UFBA) e do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH-UFBA), o Professor Marcelo Lima responde a questões sobre o campo da História, da História Medieval e do Ensino de História, sobretudo as relacionadas às contribuições e experiências do LETHAM para a produção do conhecimento crítico.</p> Marcelo Pereira Lima Alan Rebouças Pereira Beatriz Galrão Abrantes Lucas Vieira de Melo Santos Magide Jarallah Dracoulakis Nunes Thiago Souza de Jesus Copyright (c) 2021 Politeia - História e Sociedade 2021-01-19 2021-01-19 19 2 86 103 10.22481/politeia.v19i2.7913