Cuidar e educar na creche: o planejamento pedagógico e a atuação das auxiliares de classe

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i48.8640

Palavras-chave:

Cuidar e educar;, Planejamento;, Auxiliares de classe.

Resumo

O presente artigo tem como objetivo apresentar os resultados de uma pesquisa acadêmica sobre as relações entre professoras e auxiliares de classe da Educação Infantil durante o planejamento pedagógico. O objetivo geral do estudo foi compreender como as auxiliares se veem profissionalmente e que lugar elas ocupam no Centro de Educação Infantil. Para a escrita desse artigo, traremos as discussões de uma das categorias que emergiu no percurso da pesquisa, qual seja: “As auxiliares de classe e o planejamento pedagógico”. O lócus da pesquisa foi um Centro de Educação Infantil público do município de Amargosa – Bahia. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, utilizamos como instrumentos metodológicos a entrevista semiestruturada e a observação. Nesse sentido, realizamos o debate acerca da integração do cuidar e do educar, tendo em vista as relações que se estabelecem entre professoras e auxiliares de classe na elaboração do planejamento pedagógico. Identificamos que, em algumas situações durante as entrevistas, as trabalhadoras apontaram a importância da integração, e até conseguiram indicar as possibilidades de ações para a efetivação da indissociabilidade do cuidar e do educar, contudo, em outros momentos da observação, foi possível identificar que de fato havia uma separação. É preciso dizer que a superação não se configura como algo fácil. Mas ela é possível, por meio da reestruturação no que diz respeito à divisão entre as trabalhadoras, reconhecendo que cuidar e educar são atribuições docentes.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Livia Karen Figueredo de Jesus, Universidade Federal da Bahia - Brasil

Mestranda no Programa de Pós-graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Participa do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Didática e Ludicidade (GEPEL) do Programa de Pós-Graduação em Educação da FACED/UFBA. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Karina de Oliveira Santos Cordeiro, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Brasil

Pós-Doutora em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Doutora em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Mestre em Educação pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB).  Professora Adjunta da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Membro do Grupo de Pesquisa Infâncias, Formação de professores e Políticas Públicas (GRIFO/UFRB).

Referências

ABRAMOWICZ, Anete. O direito das crianças à educação infantil. Proposições. v. 14, n. 3 (42) - set./dez. 2003.

AMARGOSA. Lei Nº. 318 de 31 de dezembro de 2009. Dispõe sobre a estruturação do Plano de Cargo e Carreira da rede pública municipal de ensino de Amargosa e dá providências correlatas. Amargosa, 2009.

AZEVEDO, Heloisa Helena Oliveira de. Educação Infantil e Formação de Professores: para além da separação cuidar-educar. 1. ed. – São Paulo: Editora Unesp, 2013.

BRASIL. Listagem das profissões regulamentadas: normas regulamentadoras. Cadastro Brasileiro de Ocupações. Disponível em < http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/regulamentacao.jsf >. Acesso em 24 de fevereiro de 2020.

______. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, 1996. Disponível em: < https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm >. Acesso em 03 de janeiro de 2020.

_______. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil / Secretaria de Educação Básica. – Brasília: MEC, SEB, 2010.

BOGDAN, Roberto; BIKLEN, Sari. Investigação qualitativa em educação. Tradução Maria João Alvarez, Sara Bahia dos Santos e Telmo Mourinho Baptista. Portugal: Porto Editora, 1994.

CAREGNATO, Rita Catalina Aquino; MUTTI, Regina. Pesquisa qualitativa: análise de discurso versus análise de conteúdo. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2006 Out-Dez; 15(4): 679-84.

CORDEIRO, Karina de Oliveira Santos Cordeiro; SODRÉ, Liana Pontes Gonçalves. A implantação da Educação Infantil no município de Teixeira de Freitas – Bahia. Revista Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v.4, n, 5, p. 109-127, jul/dez. 2008. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/579/473. Acesso em: 21 de jan. de 2021.

DUBAR, Claude. A Socialização: Construção das Identidades Sociais e Profissionais. Tradução: Andréa Stahell M. da Silva. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

ESTEBAN, Maria Paz Sandín. Pesquisa Qualitativa em Educação: Fundamentos e Tradições. Tradução Miguel Cabrea. Porto Alegre: AMGH, 2010.

FREIRE, Zildiane de Jesus; FERREIRA, Lucia Gracia. Saberes e fazeres de professoras da educação infantil. REVISTA FORMAÇÃO@DOCENTE - belo horizonte - v. 12, n. 2, julho/dezembro 2020. p.1-25. Disponível em: < https://www.metodista.br/revistas/revistas-izabela/index.php/fdc/article/view/1805/1146 >. Acesso em 23 de janeiro de 2021.

KULHMANN Jr, Moysés. Educando a Infância Brasileira. In: LOPES, Eliane Marta Teixeira; FARIA FILHO, Luciano Mendes de; VEIGA, Cynthia Greive (Orgs). 500 Anos de Educação no Brasil. Belo horizonte: Autêntica, 2000.

LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E. D. A; Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

MARCONI Marina de Andrade; LAKATOS Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 7° ed. Ed. Atlas: São Paulo, 2007.

MARSIGLIA, Ana Carolina Galvão. Relações entre o desenvolvimento Infantil e o planejamento de ensino. In: MARTINS, LM. DUARTE, N. (Orgs). Formação de professores: limites contemporâneos e alternativas necessárias. [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010.191 p. ISBN 978-85-7983-103-4.

ORNELLAS, Maria de Lurdes S. [Entre]vista: A Escuta Revela. Salvador: EDUFBA 2011.

ROSEMBERG, Fulvia. Formação do Profissional de Educação Infantil, Através de Cursos Súpleteos. In: Por uma Política de Formação do Profissional de Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF/DPE/COEDI, 1994.

SILVA, Carmem Virgínia Moraes da; FRANCISCHINI, Rosângela. O surgimento da educação infantil na história das políticas públicas para a criança no Brasil. Revista Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v.8, n. 12, p. 257-276, jan/jul. 2008. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/699/584 . Acesso em 10 de jan. de 2021.

SOUZA, Jorsinai de Argolo; RIOS, Jane Adriana Vasconcelos Pacheco; OLIVEIRA, Rosemary Lapa de. Políticas Públicas para a Educação Infantil: um debate sobre a expansão da oferta e a formação dos professores. Revista de Estudos em Educação e Diversidade – REED, [S.L.], v.1, n.2, p. 392-409, 2020. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/reed/article/view/7900/5436 . Acesso em: 29 de jan. 2021.

TIRIBA, Léa. Educar e Cuidar: Buscando a Teoria para Compreender os Discursos e as Práticas. In: KRAMER, Sonia (Org.). Profissionais da Educação Infantil: Gestão e Formação. São Paulo: Ática, 2005.

Downloads

Publicado

2021-09-03

Como Citar

JESUS, L. K. F. de .; CORDEIRO, K. de O. S. . Cuidar e educar na creche: o planejamento pedagógico e a atuação das auxiliares de classe . Práxis Educacional, [S. l.], v. 17, n. 48, p. 1-20, 2021. DOI: 10.22481/praxisedu.v17i48.8640. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/8640. Acesso em: 18 set. 2021.