As (não) relações curriculares entre a epistemologia quilombola e a educação escolar

Autores

  • Jeanes Martins Larchert
  • Maria Waldenez de Oliveira

Palavras-chave:

Saberes quilombola, Resistência, Educação escolar

Resumo

O presente trabalho debruça-se sobre a organização da resistência quilombola da comunidade do Fojo em Itacaré - Bahia e os processos educativos nela vivenciados. Objetiva compreender como esses processos educativos contribuíram e contribuem para as vivências cotidianas dos elementos constitutivos da epistemologia quilombola, seus saberes e conhecimentos. Subsidiado teoricamente nos referenciais da educação popular, especialmente nas obras de Paulo Freire, cultura popular e epistemologia, como abordada por Enrique Dussel  e Boaventura de Souza Santos. Orientadas pelos aportes da pesquisa colaborativa, a inserção na comunidade foi realizada na perspectiva etnográfica. Os dados coletados durante a inserção, registrados em diário de campo, foram extraídos das falas, dos gestos, dos cenários, da reunião da Associação, a sala da casa, da cozinha, do quintal, do terreiro - frente e lateral da casa, do ramal de acesso às residências, da sala de aula, da área em frente à escola, da beira do rio, também realizamos seis entrevistas. Três grupos de análise dos processos educativos oriundos do campo da epistemologia quilombola são categorizados: o domicilio existencial; a epistemologia da natureza e o território comunitário, em seguida analisamos os processos educativos da memória e da identidade quilombola do Fojo. Além de apresentar e discutir tais processos, estabelecemos diálogos possíveis entre os processos educativos da comunidade e o da escola local, entendendo que homens e mulheres quilombolas tenham na escola um espaço de fortalecimento de seus territórios identitários.

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Publicado

2015-05-23

Como Citar

LARCHERT, J. M.; DE OLIVEIRA, M. W. As (não) relações curriculares entre a epistemologia quilombola e a educação escolar. Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v. 12, n. 21, p. 317-338, 2015. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/873. Acesso em: 16 abr. 2024.