A criança das pesquisas, a criança nas pesquisas... A criança faz pesquisa?

Autores

  • Solange Estanislau dos Santos
  • Cleriston Izidro dos Anjos
  • Ana Lúcia Goulart de Faria

DOI:

https://doi.org/10.22481/praxis.v13i25.958

Palavras-chave:

Crianças pequenas, Pesquisa descolonizadora, Culturas infantis

Resumo

Este artigo problematiza o lugar das crianças nas pesquisas na área da Educação, mais especificamente, na Educação Infantil, a partir da visão da multiplicidade de crianças que vivem diversas infâncias e produzem culturas infantis nas condições dadas. Trata-se de um conjunto de reflexões que fazemos no nosso percurso investigativo e que nos instiga a descolonizarmos os modos de fazer pesquisa. Para isso, precisamos enfrentar as dicotomias, o adultocentrismo, a subordinação e o colonialismo que forjam a produção científica brasileira, colocando no centro do debate, além das relações de poder, a intersecção entre raça, etnia, religião, gênero, sexualidade, classe social e idade.  Nossas proposições e inquietações são iniciadas com a discussão da criança como sujeito que pensa (epistêmico), que produz cultura, história e que participa e interfere política e economicamente na sociedade. Em seguida, apontamos algumas contribuições da Sociologia da Infância e da Pedagogia da Educação Infantil para essa “reviravolta científica”, de considerar a criança como sujeito de pesquisa. Finalizamos com várias questões e desafios que ainda devemos enfrentar para, de fato, colocarmos a criança como participante do processo investigativo, considerando suas criações e suas falas, como alguém que faz pesquisa.

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Publicado

2017-04-12

Como Citar

DOS SANTOS, S. E.; DOS ANJOS, C. I.; GOULART DE FARIA, A. L. A criança das pesquisas, a criança nas pesquisas... A criança faz pesquisa?. Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v. 13, n. 25, p. 158-175, 2017. DOI: 10.22481/praxis.v13i25.958. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/958. Acesso em: 13 jun. 2024.