Sertanias: Revista de Ciências Humanas e Sociais https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias <div align="justify">O periódico <strong>Sertanias: Revista de Ciências Humanas e Sociais (ISSN: 2763-566X)</strong> é uma publicação semestral de divulgação científica e tecnológica vinculada aos Grupos de Pesquisa da Área de Ciências Sociais – Grupos de Pesquisa em Etnicidades, Relações Raciais e Educação; Grupo de Pesquisa em Interculturalidades e Educação: experiências entre os Povos indígenas da Bahia, sob coordenação do prof. Dr. José Valdir Jesus de Santana; Grupo de Estudos e Pesquisa em Práticas Curriculares e Educativas (GEPPCE), sob coordenação da professora Dra. Núbia Regina Moreira; Grupo de Pesquisa Cultura, Ambiente e Sociedade: Linguagem e Design Social (CASLIDS), sob coordenação da professora Dra. Marília Flores Seixas de Oliveira, do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB. A revista busca abordagens originais sobre questões contemporâneas através do estímulo ao diálogo interdisciplinar entre as mais diversas áreas das humanidades. </div> pt-BR santanavaldao@yahoo.com.br (José Valdir Jesus de Santana) periodicos@uesb.edu.br (Natalino Perovano Filho) qua, 30 dez 2020 00:00:00 -0300 OJS 3.2.1.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 As margens do estado na pandemia: experiências periféricas de (in) segurança humana no Brasil https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8272 <p>O artigo consiste em uma discussão do estado atual da pesquisa, em andamento, “As Margens do Estado na Pandemia: experiências periféricas de (in)segurança humana no Brasil”. Apresentamos o contexto do trabalho, o seu enquadramento epistemológico, alicerçado em conceitos centrais do campo de Estudos para a Paz, e uma análise preliminar dos resultados obtidos até o momento. Iniciado em agosto de 2020, o intuito do projeto é construir um diagnóstico da situação das periferias brasileiras durante a pandemia de COVID-19, mapeando as experiências periféricas a partir do prisma da segurança humana. Para o efeito, serão coletados dados primários através de entrevistas e testemunhos, que comporão um repositório online público de informações. Através de uma abordagem crítica que retira a primazia do conceito de segurança do âmbito dos Estados, incluindo dimensões individuais e societais tais como o empoderamento e o direito e acesso a serviços básicos como educação, saneamento e proteção social, este projeto explora as subjetividades de segurança que emergem de contextos marginalizados. Esta pesquisa contribui para a expansão do enquadramento conceitual acerca da segurança e desenvolvimento humanos, através de uma perspectiva pós-colonial, que aborda as experiências locais nas suas vicissitudes. Assim, o projeto é pensado e desenvolvido com o intuito de contribuir para a visibilização das narrativas e experiências periféricas, bem como propor uma co-construção de abordagens e políticas com o potencial de colmatar as especificidades das crises que estão a emergir em contextos marginalizados do Brasil em decorrência da pandemia de COVID-19.</p> Camila Braga, Ana Maura Tomesani, Joana Ricarte, Roberta Holanda Maschietto, Neil Rupani Copyright (c) 2021 Sertanias: Revista de Ciências Humanas e Sociais https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8272 qua, 30 dez 2020 00:00:00 -0300 A construção de um complexo posicionar-se e o fazer etnográfico na Diáspora Africana: o caso dos estudantes angolanos de Lins-SP https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8271 <p>Entre os anos de 2004 a 2015 a cidade de Lins –SP recebeu, proporcionalmente, o maior fluxo de estudantes africanos do interior paulista. Lá residiram e estudaram cerca de 140 estudantes provenientes dos Países de Língua Oficial Portuguesa (Palop): Angola, Cabo Verde, São Tomé &amp; Príncipe, Moçambique e Guine Bissau. No entanto, são preponderantes os jovens provenientes de Angola, cerca de 120, sendo, os únicos que se enunciam enquanto comunidade angolana. Ao enunciar esse discurso, os estudantes angolanos agenciam e negociam um conjunto de representações, afirmam diferenças e promovem processos de identificação. Observa-se, assim, a emergência de um posicionamento de caráter étnico protagonizado pelos estudantes expressão da atribuição adscrita da negrura, histórica e cotidianamente aos povos de origem africana em sua experiência coletiva. Os estudantes em sua experiência coletiva no Brasil passam por um processo de racialização e em reação a essa negação, produzem, por meio de um processo de etnicização, um posicionamento ético e político que, por sua vez, articula de forma interseccionada ambas as clivagens, raça e etnia. Isto é, tão importante quanto à intersecção e articulação de ambas as clivagens é explorar o processo, o “como” os estudantes realizam esse agenciamento e negociação.</p> Cauê Gomes Flor Copyright (c) 2021 Sertanias: Revista de Ciências Humanas e Sociais https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8271 qua, 30 dez 2020 00:00:00 -0300 A cidade, o local e o conceito de região a partir da perspectiva pós-colonial https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8270 <p>O presente artigo pretende discutir como a perspectiva pós-colonial e pós-estruturalista permite repensar os conceitos de território, região e cidade. Principalmente por permitir pensar o descentramento de sujeitos invisibilizados pela sociologia e antropologia brasileira clássica. Rompendo com a influência que a sociologia da escola de Chicago exerceu sob as formas de conceber os objetos e experiências etnográficas no Brasil, principalmente através de Florestan Fernandes.</p> José Ricardo Marques dos Santos Copyright (c) 2021 Sertanias: Revista de Ciências Humanas e Sociais https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8270 qua, 30 dez 2020 00:00:00 -0300 Sociabilidade, Território e Racismo: os limites socialmente impostos ao bem-estar dos negros em uma cidade da região sul do país https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8276 <p>Este artigo tem como objetivo explicitar alguns dos limites socialmente impostos à sociabilidade pelo racismo e pela discriminação racial aos negros moradores da cidade de Londrina-Paraná. Diante de uma sociedade estruturada sob os alicerces da desigualdade racial, que privilegia assim os brancos em detrimento dos negros, busca-se compreender como o racismo interfere nas relações sociais existentes entre esses dois grupos, em diferentes âmbitos e espaços sociais, privilegiando-se neste artigo os de moradia. O texto foi desenvolvido, em um primeiro momento, por meio da pesquisa empírica, com a realização de entrevistas em profundidade, de cunho qualitativo, a fim de analisar as questões relacionadas à sociabilidade e a identificação com a questão racial. Também contou com a perspectiva quantitativa, através de dados socioeconômicos disponibilizados pelo IBGE. O relato do cotidiano destas pessoas mostra que, mesmo com significativos avanços socioeconômicos obtidos pela população negra, sobretudo nas últimas décadas, a visão do negro como um sujeito caracterizado pela inferioridade racial é uma constante nos mais distintos territórios e espaços sociais.</p> Alexsandro Eleotério Pereira de Souza Copyright (c) 2021 Sertanias: Revista de Ciências Humanas e Sociais https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8276 qua, 30 dez 2020 00:00:00 -0300 Entre o mundo material e o mundo espiritual: magia, religiosidade e catolicismo popular em um município de Minas Gerais https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8274 <p>Este trabalho se debruça sobre distintas formas de interação entre o mundo espiritual e o mundo material no município de Caldas, situado no sul de Minas Gerais. A partir de nossas vivências junto à população local, evidenciamos que tais relações se tecem pelas manifestações deste mundo espiritual na cotidianidade das pessoas em vários aspectos, como a visita de espíritos de parentes mortos, sobretudo em dias que sucedem a morte do corpo. Observamos narrativas que evocam a aparição de almas de antigos moradores em locais de distinção pessoal, como suas residências ou em lugares que cometeram seus pecados – motivo pelo qual ainda caminham no mundo dos vivos – e, por isso, são incorporadas à categoria assombração. Nesta dimensão de proximidades e de comunicações, para além dos fiéis católicos, os quais representam a maioria da população e exercem variados ritos e práticas mágicas, encontramos outros agentes sociais que possuem uma interação mais estreita com o mundo espiritual, elaborando feitiços que podem levar à morte ou os benzedores, que curam doenças, expulsam assombrações e desfazem feitiços. Nesse sentido, por meio da “observação participante”, da coleta de narrativas e da memória coletiva, analisamos interseccionalidades nas inúmeras formas de convergência entre os dois mundos, em que as representações sobre a morte e sobre as almas dos mortos são relevantes para a comunidade, optando em incorporá-las à noção de catolicismo popular.</p> Marcelo Elias Bernardes, Letícia Elias Bernardes Copyright (c) 2021 Sertanias: Revista de Ciências Humanas e Sociais https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8274 qua, 30 dez 2020 00:00:00 -0300 Itinerâncias etnográficas na comunidade do Mulungu: a festa como espaço de sociabilidade https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8254 <p>festa não é apenas um acontecimento folclórico, exótico, imutável, uma vez que ela é capaz de propiciar trocas de experiências entre indivíduos, reafirmando os laços de afetividades, religiosidade e pertencimento, sendo um espaço/lugar onde as pessoas se sentem vinculadas a um todo social, recriando vínculos através das comemorações sem ter uma obrigatoriedade em retribuir alguma coisa em troca dos possíveis encontros compartilhados nos momentos festivos. Logo, o Jiro do Reis e a festa em louvor a São Sebastião na comunidade do Mulungu constituem-se lugar de reunir, congregar pessoas as quais estão em constante movimento quando rezam, dançam e cantam no espaço sagrado da casa, afirmando a identidade de um grupo, uma comunidade, bem como contribuindo para a produção de uma grande quantidade de energia, que é redistribuída para todos os participantes num processo de metamorfose ao logo do tempo. Assim, busquei compreender o Jiro do Reis e a festa em louvor a São Sebastião como uma prática cultural que reestabelece o encontro e a fé, reforçando o pertencimento a uma religião quando os sujeitos se unem para celebrar a vida e os Santos. Com isso, a pesquisa de cunho Etnográfico foi a minha escolha metodológica, uma vez que parece ser o caminho que melhor traduz a rotina diária e os eventos especiais que nos levam a uma compreensão das redes de significações do real entre as festividades, as crenças, os modos de viver que são partilhados pelo sujeito e com seu grupo social.</p> Maria Eunice Rosa de Jesus Copyright (c) 2021 Sertanias: Revista de Ciências Humanas e Sociais https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8254 qua, 30 dez 2020 00:00:00 -0300 Contribuições da Pedagogia para se pensar as relações de saber e gênero na escola contemporânea https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8273 <p>O presente trabalho procura colocar em destaque as contribuições da Pedagogia para se pensar as relações de saber e gênero, sobretudo, nos ambientes de aprendizagens nos espaços da escola contemporânea e suas contradições com o projeto de emancipação, cidadania e educação em direitos humanos e o currículo escolar. O texto pretende contribuir para a reflexão sobre as relações de saber-poder (FOUCAULT, 2003a, 2003b) nos ambientes de aprendizagens nos espaços escolares, considerando que é imprescindível à instituição de uma formação cidadã e a atuação do professor-educador na construção de conhecimentos nos espaços de (re)construção de experiências do sujeito. Enfim, para modificar as concepções de gênero, práticas pedagógicas e práticas educativas, com atenção ao desenvolvimento de consciências, discursos, saberes, requer um olhar positivo sobre o aluno, uma posição do professor com autonomia pedagógica dentro da sala de aula e, nessa direção, buscar mecanismos de combate a preconceitos, discriminação e exclusão nas relações de gênero e suas intersecções com raça, etnia, classe social, escolarização e outros marcadores sociais na escola.</p> Maria de Fátima de Andrade Ferreira Copyright (c) 2021 Sertanias: Revista de Ciências Humanas e Sociais https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8273 qua, 30 dez 2020 00:00:00 -0300 Modos e formas de apropriação da escola pelas comunidades remanescentes de quilombo: alguns apontamentos https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8275 <p>Neste artigo, nosso objetivo é apresentar uma diversidade de experiências sobre a educação escolar quilombola, no sentido de problematizar em que medida essas experiências têm se constituído em conformidade com o que determinam as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola, instituídas em 2012. Nosso objetivo é, também, tensionar em que medida as experiências de educação escolar quilombola que, segundo a normativa, devem se constituir a partir de princípios como diferença e especificidade, têm sido elaboradas tendo como referência a interculturalidade crítica. Trata-se, portanto, de um levantamento de pesquisas realizadas em diferentes regiões do país que buscam compreender os modos e formas de apropriação da escola por parte das comunidades remanescentes quilombolas, com destaque para as realizadas no estado da Bahia. Nas pesquisas aqui analisadas, muitas das escolas, inclusive em territórios quilombolas, estão prenhes de práticas epistemicidas, racistas e monoculturais, posto que continuam estruturadas pela lógica da colonialidade Contudo, os coletivos negros e quilombolas estão empenhados na produção de “ecologias dos saberes” (SANTOS, 2006), sejam nos espaços escolares ou fora dele, mesmo a despeito das muitas dificuldades que enfrentam e, nesse sentido, a escola tem ocupado um lugar importante no fortalecimento das lutas e demandas que se colocam contemporaneamente, na reelaboração das identidades desses coletivos e na valorização de suas tradições.</p> Viviane da Silva Araújo Vitor, José Valdir Jesus de Santana Copyright (c) 2021 Sertanias: Revista de Ciências Humanas e Sociais https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8275 qua, 30 dez 2020 00:00:00 -0300 Editorial https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8277 José Valdir Jesus de Santana, José Ricardo Marques dos Santos, Núbia Regina Moreira, Fabiano Oliveira Souto, Dener Santos Silveira, Marília Flores Seixas de Oliveira Copyright (c) 2021 Sertanias: Revista de Ciências Humanas e Sociais https://periodicos2.uesb.br/index.php/sertanias/article/view/8277 qua, 30 dez 2020 00:00:00 -0300