A luta aqui é constante!”: a luta de mulheres da comunidade Porto da Pedra pelo reconhecimento dos direitos territoriais quilombolas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/politeia.v22i1.13494

Resumo

Este artigo constitui-se como um recorte da dissertação de mestrado que trata do protagonismo das mulheres remanescentes de quilombo da comunidade Porto da Pedra, território rural do Município de Maragogipe-Ba. Onde optei por uma abordagem metodológica baseada em depoimentos orais das mulheres, com o objetivo de compreender o processo de organização política, engajamento e atuação dessas mulheres quilombolas do Recôncavo Baiano, sobretudo, buscando evidenciar a trajetória dessas mulheres dentro do território, suas lutas, seus projetos de vida e os benefícios assegurados a partir dessas lutas, onde almejam alcançar seus direitos através do exercício da cidadania.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ARAÚJO, C. Marxismo, feminismo e o enfoque de gênero. Crítica Marxista, n. 11, 2001. Disponível em: https://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/dossie28Dossie%201.pdf

. Acesso em: 10 maio 2022.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução n. 4, de 13 de julho de 2010. Define diretrizes curriculares nacionais gerais para a educação básica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 jul. 2010.

BRASIL. Ministério Público Federal (MPF). Procuradoria da República da Bahia. MPF requer que Inema, Incra e SPU adotem medidas para garantir direito de comunidades em territórios quilombolas na Bahia. Disponível em: https://www.mpf.mp.br/ba/sala-de-imprensa/noticias-ba/mpf-requer-que-inema-incra-e-spuadotem-medidas-para-garantir-direito-de-comunidades-em-territorios-quilombolas-na-bahia

. Acesso em: 20 jun. 2022.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução n. 8, de 20 de novembro de 2012. Brasília: CNE/CEB, 2012. Disponível em: http://www.seppir.gov.br/arquivos-pdf/diretrizes-curriculares

. Acesso em: 20 jun. 2022.

CARNEIRO, A. Matriarcado da miséria. Correio Braziliense, coluna Opinião, 15 set. 2000.

COORDENAÇÃO NACIONAL DE ARTICULAÇÃO DAS COMUNIDADES NEGRAS RURAIS QUILOMBOLAS (CONAQ). Abrasco pede ao STF a inclusão de quilombolas no grupo prioritário para a vacina da Covid-19. 15 dez. 2020. Disponível em: http://conaq.org.br/abrasco-pede-ao-stf-ainclusao-de-quilombolas-no-grupo-prioritario-para-a-vacina-da-covid-19

. Acesso em: 4 mar. 2022.

COORDENAÇÃO NACIONAL DE ARTICULAÇÃO DAS COMUNIDADES NEGRAS RURAIS QUILOMBOLAS (CONAQ). Reunião entre lideranças quilombolas e técnicos do IBGE discutem estratégias para o censo demográfico 2022. 8 dez. 2021. Disponível em: http://conaq.org.br/reuniao-entreliderancas-quilombolas-e-tecnicos-do-ibge-discutem-estrategias-para-o-censo-demografico-2022/

. Acesso em: 21 ago. 2022.

COORDENAÇÃO NACIONAL DE ARTICULAÇÃO DAS COMUNIDADES NEGRAS RURAIS QUILOMBOLAS (CONAQ). Violência e impunidade: pelo menos 30 quilombolas foram assassinados nos últimos 10 anos. 18 ago. 2023. Disponível em: http://conaq.org.br/noticias/violencia-e-impunidadepelo-menos-30-quilombolas-foram-assassinados-nos-ultimos-10-anos/

. Acesso em: 20 ago. 2023.

DAVIS, A. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.

FEDERICI, S. O ponto zero da revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. São Paulo: Elefante, 2019.

MENDES, M. A. Saindo do quarto escuro: violência doméstica e a luta comunitária de mulheres quilombolas em Conceição das Crioulas. In: DEALDINA, S. dos S. (org.). Mulheres quilombolas: territórios de existências negras femininas. São Paulo: Jandaíra, 2020. p. inicial-final.

MIRANDA, C. A. S. Vestígios recuperados: experiências da comunidade negra rural de Tijuaçú - BA. São Paulo: Annablume, 2009.

RTID/INCRA. Relatório antropológico de identificação e delimitação do território das comunidades quilombolas de Guerém-Baixão do Guaí, Guaruçu, Jirau Grande, Porto da Pedra e Tabatinga, Maragogipe e Nazaré – Bahia. Salvador, 2014.

SACRAMENTO, E. C. Da diáspora negra ao território de terra e águas: ancestralidade e protagonismo de mulheres na comunidade pesqueira e quilombola Conceição de Salinas-BA. Curitiba: Appris, 2021.

SIMAS, T. de O. Histórias de resistências de mulheres escravizadas em Pernambuco (1830-1856). 2017. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2017. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/11957/1/Arquivototal.pdf

. Acesso em: 8 ago. 2022.

WERNECK, J. Racismo institucional: uma abordagem conceitual. 2013. Disponível em: http://www.onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2016/04/FINAL-WEB-Racismo-Institucionaluma-abordagem-conceitual.pdf

. Acesso em: 16 jul. 2022.

Downloads

Publicado

2024-01-18

Como Citar

MALTA, Laise de Lima Pimentel. A luta aqui é constante!”: a luta de mulheres da comunidade Porto da Pedra pelo reconhecimento dos direitos territoriais quilombolas. Politeia - História e Sociedade, [S. l.], v. 22, n. 1, p. 91–102, 2024. DOI: 10.22481/politeia.v22i1.13494. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/politeia/article/view/15933. Acesso em: 21 maio. 2026.