Prevalência de malformações congênitas em recém-nascidos em hospital da rede pública

Autores

  • Aritana Pereira Ramos Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Palavras-chave:

recém-nascido, malformações, assistência integral à saúde

Resumo

O estudo objetivou estimar a prevalência de malformações congênitas em recém-nascidos do Hospital Geral Prado Valadares no município de Jequié-BA. Para tanto, foi utilizado fonte de dados secundários, a partir da coleta de dados de prontuários disponíveis no Serviço de Arquivos Médicos do hospital no período de janeiro de 2005 a dezembro de 2006. Foi utilizado instrumento de coleta padronizado onde foi coletado informações sobre características da mãe, características gerais do recém-nascido e malformação congênita. Os resultados mostram prevalência de 3,1% de crianças nascidas com mal-formação congênita. Dentre estas, prevaleceu as do sexo masculino (64,0%), prematuras (56,7%) de parto normal (56,7%), com peso adequado a idade gestacional (70,0%), classificadas na maioria de forma isolada (76,7%), de menor importância clínica (63,0%) e evoluindo para alta hospitalar com 60,0% dos casos; 71,0% dos óbitos ocorridos entre os recémnascidos foram devidos a malformações específicas do sistema nervoso, porém esta forma de acometimento somada aos do sistema osteomuscular foram a de maior evidência (31,0%). A maioria das mães tinham entre 17 e 24 anos (46,7%), realizaram mais de setes consultas pré-natais (30,0%) e moram na zona rural do município (60,0%). Esses achados são compatível com outros achados descritos na literatura científica brasileira, o que permite refletir sobre a implantação de políticas públicas com implementação de serviços capacitados de infra-estrutura na perspectiva de prevenção, detecção e cuidados desses indivíduos em todos os níveis da rede de saúde.

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Publicado

2008-01-18

Como Citar

RAMOS, Aritana Pereira. Prevalência de malformações congênitas em recém-nascidos em hospital da rede pública. Saúde.com, [S. l.], v. 4, n. 1, p. 27–42, 2008. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/rsc/article/view/118. Acesso em: 25 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigos originais