PERFIL DE CASOS ATENDIDOS EM UMA ASSOCIAÇÃO DA REDE DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

Autores

  • Ívine Silva Brito Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Carla Alessandra Paraguassú de Carvalho Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Jessica Silva e Silva Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Elba Miranda Nascimento Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Amanda de Alencar Pereira Gomes Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Renara Meira Gomes de Carvalho Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Aline Vieira Simões Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Vilara Maria Mesquita Mendes Pires Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Ninalva de Andrade Santos Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Juliana Costa Machado Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Vanda Palmarella Rodrigues Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.22481/rsc.v21i3.18969

Palavras-chave:

Violência contra a mulher, Violência Doméstica, Violência de Gênero, Rede intersetorial

Resumo

A violência contra a mulher constitui um grave problema de saúde pública e de direitos humanos, enraizado em relações históricas de poder desiguais entre homens e mulheres e produz implicações profundas na vida das mulheres afetadas, especialmente sobre aquelas em maior situação de vulnerabilidade social. Objetivou-se analisar o perfil dos casos de violência contra mulheres atendidas pela Associação Casa das Mulheres de Jequié e Região. Pesquisa descritiva de abordagem quantitativa, desenvolvida na Associação Casa das Mulheres de Jequié e Região, no município de Jequié/Bahia. Os dados foram coletados de 253 prontuários de mulheres em situação de violência doméstica atendidas entre 2022 e 2024, organizados em planilhas do Excel e analisados por meio de estatística descritiva simples. Os resultados indicaram que a violência psicológica foi a mais frequente (68,8%), seguida da física (46,3%), moral (45,1%), sexual (26,9%) e patrimonial (26,5%), além de privação de liberdade (20,2%) e negligência (3,9%). A rede de apoio foi acionada principalmente por familiares (30,4%). Quanto ao tempo de convivência com a violência, 26,1% relataram 1 a 5 anos e 9,1% mais de 10 anos. O espaço doméstico foi o principal local de ocorrência (32,0%), com o companheiro como agressor mais frequente (26,1%), seguido de ex-maridos ou namorados (13,4%). Evidencia-se a necessidade de políticas públicas integradas, fortalecimento das redes de apoio para um enfrentamento mais eficaz da violência de gênero.

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Publicado

2026-03-20

Como Citar

SILVA BRITO, Ívine et al. PERFIL DE CASOS ATENDIDOS EM UMA ASSOCIAÇÃO DA REDE DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES. Saúde.com, [S. l.], v. 21, n. 3, 2026. DOI: 10.22481/rsc.v21i3.18969. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/rsc/article/view/18969. Acesso em: 25 jul. 2026.

Edição

Seção

Artigos originais