ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Vanda Palmarella Rodrigues

Resumo

O artigo teve como objetivo analisar a assistência à saúde da mulher em situação de violência doméstica abordada nas produções científicas publicadas no período de 2005 a 2015. Revisão integrativa, que selecionou 12 publicações localizadas pelos descritores “violência contra a mulher” AND “assistência à saúde” nas bases de dados LILACS, MEDLINE e Biblioteca Virtual da Saúde, seguindo os critérios de inclusão: artigos nos idiomas português, inglês e espanhol, disponibilizados na íntegra, entre 2005 e 2015. Os estudos destacaram a necessidade de prover os serviços da rede com equipe multiprofissional integrada para subsidiar o enfrentamento da violência pela mulher. Os profissionais dirigem um cuidado fragmentado, com visão no aspecto curativista, demonstrando dificuldades na identificação das mulheres em situação de violência. Urge a capacitação dos profissionais de saúde para um atendimento mais adequado e humanizado às mulheres em situação de violência doméstica e de articulação intersetorial para o fortalecimento da mulher no enfrentamento da violência doméstica.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Porto M. Violência contra a mulher e atendimento psicológico: o que pensam os/as gestores/as municipais do SUS. Psicologia: Ciência e Profissão. 2006; 26(3): 426-39.

Waiselfisz JJ. Mapa da Violência 2015: Homicídios de Mulheres no Brasil. Brasília: Flacso Brasil; 2015.

Mattar R, et al. Assistência multiprofissional à vítima de violência sexual: a experiência da Universidade Federal de São Paulo. Cad. Saúde Pública. 2007; 23(2): 459-64.

Aguiar RS. O cuidado de enfermagem à mulher vítima de violência doméstica. Rev. Enferm. UFPE Online. 2013; 3(2): 723-31.

Souza MT, Silva MD, Carvalho R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein (São Paulo). 2010; 8(1): 102-6.

Melnyk BM, Fineout-Overholt E. Evidence-based practice in nursing & healthcare: a guide to best practice. 2. ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2011. Disponível em: http://download.lww.com.

Bispo TCF, Almeida LCG, Diniz NMF. Violência conjugal: desafio para os profissionais de saúde. Rev. Baiana Enferm. 2007; 21(1): 11-18.

Signorelli MC, Taft A, Pereira PPG. Intimate partner violence against women and healthcare in Australia: charting the scene. Ciênc. Saúde Coletiva. 2012; 17(4): 1037-48.

Cortes LF, et al. Cuidar de mulheres em situação de violência: empoderamento da enfermagem em busca de equidade de gênero. Rev. Gaúcha Enferm. 2015; 36(spe): 77-84.

Chibber KS, Krishnan S. Confronting intimate partner violence: a global health priority. Mt. Sinai J. Med. 2011; 78(3): 449-57.

D’Oliveira AFPL, Schraiber LB. Mulheres em situação de violência: entre rotas críticas e redes intersetoriais de atenção. Revista de Medicina (São Paulo). 2013; 92(2): 134-40.

Krishnan S, et al. Minimizing risks and monitoring safety of an antenatal care intervention to mitigate domestic violence among young Indian women: The Dil Mil trial. BMC Public Health. 2012; 12: 943.

Gomes NP, et al. Cuidado à mulher em situação de violência conjugal: teoria fundamentada nos dados. Online Brazilian Journal of Nursing (OBJN). 2013; 12(4): 782-93.

Gomes NP, Erdmann AL. Conjugal violence in the perspective of "Family Health Strategy" professionals: a public health problem and the need to provide care for the women. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2014; 22(1): 76-84.

Vieira LB, Padoin SMM, Landerdahl MC. A percepção de profissionais da saúde de um hospital sobre a violência contra as mulheres. Rev. Gaúcha Enferm. 2009; 30(4): 609-16.

Labronici LM, Fegadoli D, Correa MEC. The meaning of sexual abuse in the manifestation of corporeity: a phenomenological study. Rev. Esc. Enferm. USP. 2010; 44(2): 401-6.

Oliveira CC, Fonseca RM. Health family professionals' practices toward women in sexual violence situations. Rev. Esc. Enferm. USP. 2007; 41(4): 605-12.

Berger SDB, et al. Formação de Agentes Comunitárias de Saúde para o enfrentamento da violência de gênero: contribuições da Educação Popular e da pedagogia feminista. Interface (Botucatu). 2014; 18(Supl 2): 1241-1254.

Menezes PRM, et al. Enfrentamento da Violência contra a Mulher: articulação intersetorial e atenção integral. Saúde Soc. 2014; 23(3): 778-86.

Grossi PK, Tavares FA, Oliveira SB. A rede de proteção à mulher em situação de violência doméstica: avanços e desafios. Athenea Digital. 2008; (14): 267-80.

Andrade CJM, Fonseca RMGS. Considerações sobre violência doméstica, gênero e o trabalho das equipes de saúde. Rev. Esc. Enferm. USP. 2007; 42(3): 591-5.

Carneiro AA, Fraga CK. A Lei Maria da Penha e a proteção legal à mulher vítima em São Borja no Rio Grande do Sul: Da violência denunciada à violência silenciada. Serviço Social & Sociedade. 2012; (110): 369-397.

Oliveira PS, Rodrigues VP, Morais RLGL, Machado JC. Assistência de profissionais de saúde à mulher em situação de violência sexual. Rev. Enferm. UFPE Online. 2016; 10(5): 1828-39.

Downloads

Publicado

2018-04-30

Como Citar

PALMARELLA RODRIGUES, Vanda. ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: REVISÃO INTEGRATIVA. Saúde.com, [S. l.], v. 14, n. 1, 2018. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/rsc/article/view/3313. Acesso em: 24 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigos de revisão