O USO DA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NA INVESTIGAÇÃO DA EPILEPSIA
Resumo
A epilepsia é definida como uma alteração temporária e reversível na atividade elétrica do cérebro, sendo que as convulsões não devem ser provocadas por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. O eletroencefalograma (EEG) é o exame inicial de investigação das epilepsias, porém, as imagens funcionais por Ressonância Magnética (RMf) possibilitam medir de forma indireta a atividade cerebral, pois são sensíveis a oxigenação, volume e fluxo sanguíneo em resposta a atividade neuronal. O objetivo deste estudo foi avaliar a ressonância magnética na investigação das epilepsias. Este estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica sistematizada, onde para coleta de dados foi realizado um levantamento bibliográfico na literatura do período de 2012 a 2016. Para tanto foram utilizadas as bases de dados Google Acadêmico, Scientific Eletronic Library Online (Scielo) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), bem como literatura tradicional na área. O estudo revelou que a ressonância magnética é uma ferramenta importante e superior a outros métodos diagnósticos na avaliação e acompanhamento da epilepsia. Por ser uma técnica não invasiva, não oferecer riscos ao paciente e pela precisão das técnicas por ressonância magnética funcional.
Downloads
Referências
Herrera EJ, Palacios C, Suarez JC, Pueyrredon FJ, Surur A, Theaux R, et al. Epilepsy surgery in MRI negative patient / Cirurgia da epilepsia em paciente com ressonância magnética normal. J. Bras. Neurocirurg. 2012; 23(4): 328-331.
Alves J. Portal da Psicologia. Neurociências e Ciências Médicas. Epilepsia. 2016. Disponível em: http://www.psicologia.pt.
Teixeira LSM. Contribuição do tratamento com fármacos antiepiléticos para o declínio cognitivo na epilepsia [dissertação]. Lisboa: Escola de Ciências e Tecnologias da Saúde, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias; 2015. 61 p.
Zuberi SM, Symonds JD. Update on diagnosis and management of childhood epilepsies. J. Pediatr. (Rio J.). 2015; 91(6): 67-77.
Terra VC. Como tratar e diagnosticar epilepsia. Revista Brasileira de Medicina. 2013; 70(12): 57-63.
Gomes MJF. Processamento de imagens BOLD de ressonância magnética do músculo através da técnica de ICA [dissertação]. Lisboa: Faculdade de Ciências e Tecnologias, Universidade Nova de Lisboa; 2013. 93 p.
Armony JL, Martínez DT, Hernández D. Resonancia Magnética Funcional (RMf): principios y aplicaciones en neuropsicología y neurociencias cognitivas. Revista Neuropsicologia Latinoamericana. 2012; 4(2): 36-50.
Pacagnella D. Correlação entre atrofia hipocampal e déficit de memória em pacientes com epilepsia de lobo temporal mesial [dissertação]. Campinas: Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas; 2012. 77 p.
Esper NB. Utilização de métodos de decomposição empíricos no pré-processamento de dados de ressonância magnética funcional [dissertação]. Porto Alegre: Faculdade de Engenharia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; 2016. 111 p.
Rocha LGS, Amaro Junior E. Ferramentas para fusão de imagens dos métodos de tomografia computadorizada, ressonância magnética e ressonância magnética funcional para aplicação pré-neurocirúrgica. Einstein (São Paulo). 2012; 10(2): 151-167.
Nunes PR. Ressonância magnética funcional: mapeamento do córtex motor através do efeito BOLD [tese]. Lisboa: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa; 2012. 50 p.
Beltramini GC. Análise temporal de correlatos hemodinâmicos relacionados à atividade epileptiforme através da técnica EEG-fMRI simultâneos [tese]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas; 2014. 287 p.
Olmo TS, Flores JAC, Roelke CE, Melo HJF. Análise morfométrica do acesso temporal lateral para amígdalo-hipocampectomia baseada em imagens de ressonância e tomografia. Arq. Bras. Neurocir. 2013; 32(1): 4-11.
Fleury Medicina e Saúde. Epilepsia. 2012. Disponível em: http://www.fleury.com.br.
Cendes F. Ressonância magnética funcional no planejamento e resultados cirúrgicos da epilepsia. J. Epilepsy Clin. Neurophysiol. 2015; 21(2): 37-76.
Braga LC, Gianvecchio VAP. Condições norteadoras para caracterização de incapacidade laborativa por epilepsia. Rev. Saúde, Ética & Justiça. 2014; 19(2): 67-77.
Scorza F, Tucci PJF. Morte súbita no Brasil: a epilepsia deve ser lembrada. Arq. Bras. Cardiol. 2015; 105(2): 197-198.
Lopes ACGA, Nunes SICV. Epilepsy, psychosis and religiosity – A case report. J. Bras. Psiquiatr. 2015; 64(2): 169-172.
Moita L. Avaliação das alterações estruturais talâmicas em pacientes com epilepsia do lobo temporal com esclerose hipocampal e suas possíveis associações com déficits de linguagem e a presença de sintomas depressivos [tese]. Recife: Universidade Federal de Pernambuco; 2015. 94 p.
Sanches P. Imagem de tensor de difusão na epilepsia de lobo temporal mesial [dissertação]. Botucatu: Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho; 2016. 79 p.
Brey AC. Elaboração de um guia para o uso do Tensor de Difusão em Ressonância Magnética para os profissionais da área [dissertação]. Curitiba: Universidade Tecnológica Federal do Paraná; 2014. 86 p.
Santos FMSFG. Conectividade efectiva em epilepsia [tese]. Lisboa: Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa; 2015. 75 p.
Nunes PR, Tecelão SR, Nunes RG. Ressonância Magnética Funcional: mapeamento do córtex motor através do efeito BOLD. Saúde & Tecnologia. 2014; (11): e11-e18.
Farias VJC, Rocha MPC, Tavares HR. Pré-processamento de dados de imagem funcional por ressonância magnética usando o filtro de Kalman. Proceeding Series of the Brazilian Society of Computational and Applied Mathematics. 2015; 3(1): 1-5.
Much MD. Sistema de detecção de movimento em tempo real para exames de ressonância magnética funcional [dissertação]. Porto Alegre: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; 2016. 76 p.
Borralho ACC. Avaliação de dados funcionais em repouso do cérebro normal: causalidade de Granger [dissertação]. Lisboa: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa; 2012. 96 p.
Silva CRA, Cardoso IS, Machado NR. Considerações sobre epilepsia. Boletim Científico em Pediatria. 2013; 2(3): 71-6.
Silva LRP, Cendes F. Proton magnetic resonance spectroscopy in epilepsy – key findings. J. Epilepsy Clin. Neurophysiol. 2015; 21(4): 136-43.
Robles APV. Estudo prospectivo das funções cognitivas em epilepsia idiopática da infância através da ressonância magnética funcional [tese]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2014. 113 p.
Asano CH, Velasco T, Maziero D, Salmon CEG. Utilização de mapas topográficos de eletroencefalograma para análise de imagens funcionais de ressonância magnética de pacientes com epilepsia refratária focal. Revista Brasileira de Física Médica. 2015; 9(3): 19-23.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
