RELAÇÃO ENTRE QUALIDADE DE VIDA E COMORBIDADES EM PACIENTES RENAIS CRÔNICOS EM HEMODIÁLISE
DOI:
https://doi.org/10.22481/rsc.v15i3.4242Resumo
Objetivou-se correlacionar a hipertensão arterial sistêmica e a diabetes mellitus com a doença renal crônica e seu impacto na qualidade de vida dos pacientes em tratamento hemodialítico. Realizou-se um estudo quantitativo do tipo transversal, sendo a amostra composta por 110 pacientes em hemodiálise, numa Clínica de Hemodiálise no Piemonte norte do Itapicuru -BA, aos quais responderam a um instrumento o Kidney Disease and Quality of Life Short Form (KDQOL-SF™ 1.3), específico para avaliar a qualidade de vida do doente renal crônico. Ao relacionar os domínios do KDQOL SF com a hipertensão arterial, verificou-se menores escores na Situação de trabalho e Função física nos pacientes que são hipertensos. Em Contrapartida, observamos que os domínios com maior escore foram a Função sexual e Função cognitiva nesta mesma população. Já quando comparado os domínios de QV entre os portadores de diabetes e os que não possuem a doença, foi encontrado diferenças significativas (p<0,05) nos domínios Função cognitiva, Funcionamento físico, a Função social e o Componente mental, em que nos domínios citados, os diabéticos apresentaram menores escores comparados com os não diabéticos. Conclui-se que as comorbidades apresentadas ao longo do estudo possuem interferência direta na vida dos pacientes em tratamento hemodialítico. Assim, a equipe de saúde e os cuidados prestados devem ser monitorados constantemente entre os pacientes.
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