ENTENDIMENTO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE ACERCA DA EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.22481/rsc.v14i4.4244Resumo
Este estudo teve como objetivos conhecer como os agentes comunitários de saúde (ACS) entendem a Educação Permanente em Saúde (EPS); identificar se a EPS influencia no cotidiano de atuação dos ACS e de que forma isso ocorre. Trata-se e um estudo qualitativo, com enfoque descritivo e exploratório. Os participantes foram 10 ACS que atuavam na Estratégia de Saúde da Família de uma cidade de pequeno porte. Para a coleta de dados foi utilizada entrevista semiestruturada, e para análise utilizou-se Análise de Conteúdo Temática. Os resultados evidenciaram que os ACS entendem a EPS numa perspectiva de orientações e informações que eles dão às famílias e também como as capacitações que recebem para o desenvolvimento do seu trabalho. Quanto à influência das atividades de EPS, os mesmos disseram que esta beneficia à equipe, dão segurança no desenvolvimento de suas atividades e favorecem à população. Diante disso, o reducionismo entre a proposta da EPS e as falas dos participantes é notório, o que implica na necessidade de um maior incentivo e instrumentalização dos profissionais da Atenção Básica sobre a EPS.
Downloads
Referências
Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). Diário Oficial da União; 2017. Disponível em: http://pesquisa.in.gov.br.
Castro e Silva CR, et al. Extensão universitária e prática dos agentes comunitários de saúde: acolhimento e aprendizado cidadão. Saúde Soc. 2014; 23(2): 677-88. Disponível em: http://www.scielo.br.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2009.
Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 198/GM/MS, de 13 de fevereiro de 2004. Institui a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde como estratégia do SUS. Diário Oficial da União; 2004. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br.
Langendorf TF, et al. Education actions mediated by problematizing: an extension experience with Community Health Agents. Rev. Enferm. UFPE Online. 2011; 5(4): 1072-077. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br.
Vasconcelos M, Grillo MJ, Soares SM. Práticas pedagógicas em atenção básica à saúde: tecnologias para abordagem ao indivíduo, família e comunidade. Belo Horizonte: UFMG; 2009.
Cidade Brasil. Município de Mortugaba, Bahia. 2018. Disponível em: http://www.cidade-brasil.com.br.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mortugaba: Panorama. Rio de Janeiro: IBGE; 2017. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br.
Brasil. Ministério da Saúde. Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Brasília: DATASUS; 2018. Disponível em: http://cnes.datasus.gov.br.
Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 12. ed. São Paulo: Hucitec; 2010.
Bardin L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70; 2011.
Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 278, de 27 de fevereiro de 2014. Institui diretrizes para implementação da Política de Educação Permanente em Saúde no âmbito do MS. Diário Oficial da União; 2014.
Barbosa VBA, Ferreira MLSM, Barbosa PMK. Educação permanente em saúde: uma estratégia para a formação dos agentes comunitários de saúde. Rev. Gaúcha Enferm. 2012; 33(1): 56-63.
Moreira KS, et al. Educação permanente e qualificação profissional para atenção básica. Revista Saúde e Pesquisa. 2017; 10(1): 101-109.
Davini MC. Enfoques, Problemas e Perspectivas na Educação Permanente dos Recursos Humanos de Saúde. In: Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2009. p. 39-58.
Ceccim RB. Educação permanente em saúde: desafio ambicioso e necessário. Interface (Botucatu). 2004/2005; 9(16): 161-77.
Freire P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática docente. 55. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 2017.
Schweickardt JC, et al., organizadores. Educação permanente em gestão regionalizada da saúde: saberes e fazeres no território do Amazonas. Porto Alegre: Rede UNIDA; 2015. p. 57-85.
Fuzissaki MA, Clapis MJ, Bastos MAR. Consolidação da Política Nacional de Educação Permanente: Revisão Integrativa. Rev. Enferm. UFPE Online. 2014; 8(4): 1011-20.
Brasil. Lei nº 13.595, de 5 de janeiro de 2018. Altera a Lei nº 11.350/2006 para dispor sobre a reformulação das atribuições e jornada dos Agentes Comunitários de Saúde. Diário Oficial da União; 2018.
Mitre SM, et al. Metodologias ativas de ensino-aprendizagem na formação profissional em saúde: debates atuais. Ciênc. Saúde Coletiva. 2008; 13(Supl 2): 2133-2144.
Alves MR, et al. Educação permanente para os agentes comunitários de saúde em um município do norte de Minas Gerais. J. Res. Fundam. Care Online. 2014; 6(3): 882-8.
Queiroz DM, Silva MRF, Oliveira LC. Continuing Education for Community Health Agents: potentialities of an education guided by the framework of Health and Popular Education. Interface (Botucatu). 2014; 18(Supl 2): 1199-1210.
Costa MC, et al. Processo de trabalho dos agentes comunitários de saúde: possibilidades e limites. Rev. Gaúcha Enferm. 2012; 33(3): 134-140.
Lopes VF, Andrade M, Wisnesky UD. Educação Permanente em Saúde na Estratégia Saúde da Família: uma análise por meio de Bourdieu. Rev. Enferm. UFPE Online. 2017; 11(2): 736-41.
Vidal SV, Motta LCS, Siqueira-Batista R. Agentes Comunitários de Saúde: aspectos bioéticos e legais do trabalho vivo. Saúde Soc. 2015; 24(1): 129–140.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2019 Saúde.com

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
