A sala de aula como território para um processo de ensino e de aprendizagem situado: Territorialidade e letramento geográfico

Resumo

Este artigo, que tem como objetivo promover um diálogo crítico-reflexivo entre letramento, território e ensino formal de geografia, problematiza a concepção contra-hegemônica de letramento vinculada ao conceito geográfico da categoria território. Como percurso metodológico, o artigo adota uma abordagem qualitativa, valendo-se dos procedimentos revisão bibliográfica e pesquisa documental, bem como, da técnica análise de conteúdo. Dentre as análises realizadas, a concepção da sala de aula como um território situado e conectado com os diversos contextos de variação social, revela-se como imprescindível para a promoção do dialético processo de socioconstrução do saber. Todavia, o estabelecimento de um processo de ensino e de aprendizagem efetivamente dialógico esbarra com a tendência de padronização das práticas pedagógicas, especialmente, aquelas relacionadas à ciência geográfica.

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Biografia do Autor

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Doutorando em Educação – Universidade Federal de Minas Gerais; Mestre em Ciências Ambientais ; Professor da Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais- Brasil

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Publicado
2019-12-29
Como Citar
ALVES, Daniel Cardoso. A sala de aula como território para um processo de ensino e de aprendizagem situado: Territorialidade e letramento geográfico. Geopauta, [S.l.], v. 3, n. 4, p. 48-64, dez. 2019. ISSN 2594-5033. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/geo/article/view/5809>. Acesso em: 23 fev. 2020. doi: https://doi.org/10.22481/rg.v3i4.5809.
Seção
Artigos