Psicologia, psicanálise e relações étnicas no Brasil e na França

  • Regina Marques de Souza Oliveira Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Resumo

As relações entre Brasil e França quanto às dimensões de consideração sobre o racismo são semelhantes. No Brasil o mito da democracia racial impediu a percepção das injustiças e desigualdades pautadas na dimensão racializada. Na França o mesmo acontece com o mito da Republica – igualdade, liberdade e fraternidade. Porém estas insígnias são para os franceses não negros. A psicologia brasileira e a produção em saúde mental na França possuem suas diferenças. No Brasil o alheamento dos psicólogos na dimensão das relações étnicas é emblemático em pleno século 21. Na França, as discussões de Lacan sobre a psicanalise promoveram a expansão do campo psicológico a desbravar a dimensão étnica considerando Frantz Fanon e outros na compreensão do sofrimento psíquico e as relações étnicas na contemporaneidade.  Neste mundo globalizado, com fluxos migratórios constantes, a discussão étnica é pauta primeira para a contemporaneidade.  Lembrando que as populações negras, neste contexto, são as mais violentadas. Seja na Europa, nas Américas (Norte e Sul) e na África, as experiências da vivência da diáspora africana trazem experiências importantes para serem compartilhadas. Abordar parte destas imbricações e reflexões sobre os avanços e limites da psicologia no Brasil e na França no campo das relações étnicas e as relações com a atualidade nacional e global é o objetivo deste texto.

Publicado
2017-12-27
Como Citar
OLIVEIRA, Regina Marques de Souza. Psicologia, psicanálise e relações étnicas no Brasil e na França. ODEERE, [S.l.], v. 2, n. 4, p. 29-60, dez. 2017. ISSN 2525-4715. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/2365>. Acesso em: 16 ago. 2018. doi: https://doi.org/10.22481/odeere.v0i4.2365.