ENSINAR E APRENDER FILOSOFIAS NEGRAS: Entrevista a Renato Noguera

  • Alexandre de Oliveira Fernandes Instituto Federal da Bahia
  • Emanoel Luís Roque Soares Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
  • Maurício de Novais Reis Universidade Federal do Sul da Bahia

Resumo

Uma boa entrevista precisa de uma entrada? Necessitamos aqui, realmente de uma apresentação de nosso entrevistado? Se sim, seremos sintéticos, porque estamos convencidos de que importa a fala de Renato Noguera. Deixaremos que a entrevista diga “algo” sobre ele que não possa ser pinçado rapidamente de seu currículo lattes, produção bibliográfica, palestras e bancas de trabalhos acadêmicos, não sem dizer, contudo, que Noguera é daqueles pensadores que aproximam o conhecimento das pessoas. Não escreve e nem fala como se estivesse em uma Catedral, engomado e asséptico. Noguera é pop: dá entrevistas em programas de televisão com a mesma competência com a qual orienta seus estudantes, desenvolve pesquisas e escreve livros. Já há algum tempo, Renato Noguera é sinônimo de produção inovadora que contraria o epistemicídio negro e rasura as lacunas da filosofia. Nosso entrevistado engrossa as reflexões presentes nesta edição da revista Odeere/UESB, cujo tema central é “Afrofilosofias e saberes diaspóricos: Filosofias pretas nas palmas das mãos”, questionando silêncios de uma ciência branca-cis-euro-hetero-usa-normativa, pouco comprometida com a luta antirracista e a equanimidade. A ele agradecemos por nos conceder um pouco de seu tempo, tendo a internet nos servido de elo. A você dedicamos este trabalho, convidando-a(o) a trilhar um percurso de leitura, o qual, se estivermos de acordo, apresentará: i) reflexão e avanço de conhecimento sobre uma filosofia negra; ii) outros caminhos para a filosofia, mais ao “sul”; iii) reinvenções de percurso de pesquisa, pois, ora, o entrevistado tem se voltado à filosofia para a infância. E por quê? Porque Erês, Ibejis, Exu Mirim, o menino Kiriku dão o que filosofar, tanto quanto Pinóquio, Mickey Mouse, Riquinho Rico ou o Pateta, não é mesmo? Esta entrevista não serve apenas aos estudiosos de filosofia, aos pesquisadores de categorias como raça, etnicidade e justiça cognitiva. Serve aquelxs interessadxs em ensinar e aprender filosofias negras, com vistas a denegrir a Vida numa articulação proativa e biocêntrica em favor da Comunidade. Em uma palavra: Ubuntu!


Palavras chave: Filosofia; Afrocentricidade; África

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Publicado
2018-12-31
Como Citar
FERNANDES, Alexandre de Oliveira; SOARES, Emanoel Luís Roque; REIS, Maurício de Novais. ENSINAR E APRENDER FILOSOFIAS NEGRAS: Entrevista a Renato Noguera. ODEERE, [S.l.], v. 3, n. 6, p. 07-18, dez. 2018. ISSN 2525-4715. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/4334>. Acesso em: 22 mar. 2019. doi: https://doi.org/10.22481/odeere.v3i6.4334.