PINTANDO BOCAS MONSTRAS POR MEIO DA PE-DRAG-OGIA

  • Lua Lamberti de Abreu
  • Eliane Rose Maio
  • Roberta Stubs Parpinelli

Resumo

O presente artigo visa propor uma transformação na pedagogia formal, que exclui, violenta e silencia bocas não contempladas pelos padrões hegemônicos de normalidade, propondo então uma pe-drag-ogia, inventiva, pirateadora, amorfa e transformista. Para tal, busca-se entender algumas das instâncias que violentam as sujeitas desviantes das normas hegemônicas de ser e estar no mundo, cruzando com propostas pedagógicas, teóricas, práticas e artísticas de emancipação, resistência e afronte. A metáfora de pintar a boca diz de ouvir os lugares de fala há tempos negligenciados nas plataformas formais, como bocas trans, bocas negras, bocas mulheres, bocas abjetas. Conclui-se, então, que a pe-drag-ogia não é uma invenção, mas uma tradução pedagógica de movimentos artísticos dissidentes já existentes.


 Palavras-chave: Pedagogia; Drag Queen; Travesti

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Referências

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Publicado
2019-06-30
Como Citar
DE ABREU, Lua Lamberti; MAIO, Eliane Rose; STUBS PARPINELLI, Roberta. PINTANDO BOCAS MONSTRAS POR MEIO DA PE-DRAG-OGIA. ODEERE - Revista do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade, [S.l.], v. 4, n. 7, p. 101-118, jun. 2019. ISSN 2525-4715. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/5104>. Acesso em: 15 out. 2019. doi: https://doi.org/10.22481/odeere.v4i7.5104.