Como trabalhar o repertório cultural dos alunos e a comunicação conforme proposta da BNCC a partir da cultura afrodescendente?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/odeere.v5i9.6611

Palavras-chave:

Cultura Afrodescendente; Repertório Cultural; Base Nacional Comum Curricular; Alunos; Comunicação.

Resumo

A real necessidade de adequar o currículo escolar às chamadas aprendizagens essenciais citadas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) tem sido destaque em discussões e capacitações na área educacional em todo o país. A escola do século XXI, apesar de já ter apresentado alguns avanços, ainda está presa a livros didáticos cuja proposta é a transmissão de conteúdos que supostamente serão cobrados em exames oficiais. Muitas dessas propostas pedagógicas não levam em consideração o aluno como um ser integral com cabeça, coração e mãos. O foco é simplesmente o aspecto cognitivo. Talvez seja essa a razão pela qual muitos educadores em atuação em sala de aula têm a impressão de estarem falando sozinhos. Os alunos não demonstram a mínima motivação para aprender. Este relato de experiência foi realizado por intermédio de uma intervenção, desenvolvida durante um trimestre no Colégio Dom Bosco de Ipiaú - Ba, com base num conjunto de atividades mediadas por coordenadores, professores e, principalmente, os alunos que, conforme proposta da BNCC, atuaram como protagonistas do processo ensino-aprendizagem. Isso foi o que proporcionou o projeto interdisciplinar motivado pelo livro África e Brasil: história e cultura da Editora FTD, cujo autor é Eduardo D’Amorim. A escola deixa de lado o trabalho mecânico de conteúdos, ressignifica a aprendizagem envolvendo temas como racismo, fome, miséria, preconceitos, direitos humanos, e todo o repertório artístico dos alunos. Tudo isso atrelado a conteúdos das áreas de Linguagens e Ciências Humanas, com foco em duas competências propostas pela Base: o repertório cultural e a comunicação.

Palavras-chave: Cultura Afrodescendente; Repertório Cultural; Base Nacional Comum Curricular; Alunos; Comunicação.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

<section style="text-align: justify; padding: 3px;"><span class="TextRun SCXW129413442 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW129413442 BCX0">ANTONIL, André João. Cultura e Opulência no Brasil por suas drogas e minas. Obra publicada originalmente em 1711. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000026.pdf. Acesso em: 26 de abr de 2020.

ARAÚJO, Ulisses Ferreira de. Pedagogia de projetos e direitos humanos: caminhos para uma educação em valores. Pro-Posições, v. 19, n. 2 (56) - maio/ago. 2008. <a href="https://doi.org/10.1590/s0103-73072008000200014" rel="DOI">https://doi.org/10.1590/s0103-73072008000200014</a>

BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes,1997.

BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira”, e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm. Acesso em: 29 abr. 2020.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Educação é a base. Brasília, DF, 2017.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Educação é a base. Brasília, DF, 2018.

CEOLIN, IZAURA; CHASSOT, ATTICO INÁCIO; NOGARO, ARNALDO. AMPLIANDO A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA POR MEIO DO DIÁLOGO ENTRE SABERES ACADÊMICOS, ESCOLARES E PRIMEVOS. REVISTA FÓRUM IDENTIDADES, ITABAIANA: GEPIADDE, Ano 9, v. 18, mai.. – ago. 2015.

D’AMORIM, Eduardo. África e Brasil: História e Cultura. 2 ed. São Paulo: FTD, 2016.

DELORS, Jacques (Org). Educação: um tesouro a descobrir. UNESCO, 2010.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. 1.ed. São Paulo: Editora UNESP, 2000.

FUZA, Ângela Francine; Ohuschi, Márcia Cristina Greco; Menegassi, Renilson José. Concepções de Linguagem e o ensino da leitura em língua materna. Linguagem & Ensino, Pelotas, v.14, n.2, p. 479-501, jul./dez. 2011.

MARQUES, Paula. BNCC e ensino de Língua Portuguêsa. In: BNCC na prática: ensino fundamental: anos finais. 1 ed. São Paulo:FTD, 2019.

SIQUEIRA, Túlio Manoel Leles de. O TRABALHO ESCRAVO PERDURA NO BRASIL DO SÉCULO XXI. Rev. Trib. Reg. Trab. 3ª Reg., Belo Horizonte, v.52, n.82, p.127-147, jul./dez.2010.

UTUARI, Solange. Encontros com a arte e cultura. São Paulo: FTD, 2012.

VIEIRA, J. V. COSTA, K. F. REI, M. R. A. ARAÚJO, P. C. A. O ensino de história da África: Pressupostos para pensar práticas metodológicas na sala de aula com o uso das tecnologias digitais. João Pessoa: Universidade Federal da Paraíba. 2012. Disponível em http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario9/
PDFs/3.44.pdf. Acesso em 26 de abr de 2020.</section>

Downloads

Publicado

2020-06-30

Como Citar

de Oliveira, E. A. (2020). Como trabalhar o repertório cultural dos alunos e a comunicação conforme proposta da BNCC a partir da cultura afrodescendente?. ODEERE, 5(9), 457-473. https://doi.org/10.22481/odeere.v5i9.6611