JUVENTUDE NEGRA E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA): REFLEXÕES NA PERSPECTIVA DA TEORIA DA RESILIÊNCIA

  • Silvani dos Santos Valentim
  • Neusa Pereira de Assis

Resumo

O presente artigo toma o conceito de resiliência com vistas a uma melhor compreensão acerca do fenômeno de juvenização da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do protagonismo de seus sujeitos, os/as jovens negros/as. Os jovens de modo geral e, em especial a juventude negra não tem recebido um olhar positivo que os enxerguem enquanto sujeitos históricos, seres de possibilidade e ação. Frente a este fato, nossos argumentos buscam trazer à luz a capacidade de resiliência presente em muitos destes jovens tendo em vista diferentes elementos estressores presentes em seu cotidiano. Enquanto protagonistas do rejuvenescimento da EJA, os jovens negros foram, durante toda a pesquisa, reconhecidos a partir de suas potencialidades. Para se compreender a relevância do presente estudo no âmbito da EJA, faz-se necessário reconhecer que as desigualdades que perpassam nossa sociedade
carregam as marcas do pertencimento étnico-racial dos sujeitos, para além e em detrimento de sua condição econômica. Requer, ainda, um exercício de flexibilidade, para se aproximar e compreender as diversas formas de ser jovem. Sabemos que trajetórias de escolarização de estudantes da EJA não é
um objeto inédito no campo das pesquisas acadêmicas. Mas, ao tomar o conceito de resiliência na problematização sobre juventude negra na EJA, constrói-se a abordagem com uma aproximação teórica que reconhece e valoriza a experiência de vida e trajetória escolar de pessoas jovens negras, agentes de sua educação.

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Publicado
2018-08-06
Como Citar
VALENTIM, Silvani dos Santos; ASSIS, Neusa Pereira de. JUVENTUDE NEGRA E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA): REFLEXÕES NA PERSPECTIVA DA TEORIA DA RESILIÊNCIA. Práxis Educacional, [S.l.], v. 14, n. 29, p. 66-87, ago. 2018. ISSN 2178-2679. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/4099>. Acesso em: 21 out. 2018. doi: https://doi.org/10.22481/praxis.v14i29.4099.