Fome emocional: a percepção das emoções na alimentação de adolescentes
DOI:
https://doi.org/10.22481/aprender.35.18860Palavras-chave:
Alimentação, Compulsão, Emocional, AdolescentesResumo
A psicologia, de modo geral, se preocupa com diversos temas, como, por exemplo, a alimentação emocional, da qual tem interesse em entender como as emoções influenciam os padrões alimentares, que se referem ao ato de comer em resposta a estados emocionais, como ansiedade, tristeza ou estresse, para além da fome fisiológica. A presente pesquisa teve como objetivo investigar como as emoções afetam os padrões alimentares dos adolescentes. De abordagem qualitativa, participaram 12 adolescentes, com idade entre 13 e 15 anos. Foram realizadas entrevistas individuais semidirigidas, em local e horário pré-agendado. As entrevistas foram transcritas, sendo posteriormente realizada análise temático-categorial, por meio da técnica de análise de conteúdo de Bardin, dando origem a 3 categorias: sentimento, alimento e reação emocional. Enquanto resultados, identificou-se, neste estudo, que a alimentação é utilizada como uma estratégia para superar alguns sintomas emocionais no cotidiano dos adolescentes. Considerando a relevância do assunto, torna-se necessário o desenvolvimento de outras formas de identificar o fenômeno da fome emocional, assim como em outros contextos e grupos específicos.
Downloads
Referências
ASLAM, S., AMJAD, A. I., & ABID, D. N. (2025). Psychoeducational approaches to mental health for educators and students. Frontiers in Education, 10, 1697988. https://doi.org/10.3389/feduc.2025.1697988
BAKHTIARVAND, S. Z., RAHAEI, Z., SADEGHIAN, H. A., & FATEHI, F. (2025). The constructs of health literacy in children: A systematic review. BMC Public Health, 25, 24573. https://doi.org/10.1186/s12889-025-24573-4
BECKER, H. S. (1993). Métodos de pesquisa em ciências sociais. Hucitec.
BETTIN, B. P. C., RAMOS, M., & OLIVEIRA, V. R. de. (2021). Alimentação emocional: narrativa histórica e o panorama atual. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, 15(95), 849-860. https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=8151073
BEZERRA, A. C., & BADARÓ, A. (2023). Contribuições da TCC no processo de regulação emocional em casos de compulsão alimentar. Cadernos de Psicologia. https://seer.uniacademia.edu.br/index.php/cadernospsicologia/article/view/3417
BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm.
BRISOTTO, M., SILVA, M. D., & ANDRETTA, I. (2022). Depressão, ansiedade e estresse e o comportamento alimentar. Psico-USF, 27(2), 153-165. https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1808-56872022000200153&script=sci_arttext
CARDI, V., LEPPANEN, J., & TREASURE, J. (2015). The effects of negative and positive mood induction on eating behaviour: A meta-analysis of laboratory studies in the healthy population and eating and weight disorders. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, 57, 299-309. https://doi.org/10.1016/j.neubiorev.2015.08.011.
DICKEN, S. J., & BATTERHAM, R. L. (2024). Ultra-processed food and obesity: What is the evidence? Current Nutrition Reports, 13(2), 189–202. https://doi.org/10.1007/s13668-024-00517-z.
ERDEM, E., Efe, Y. S., & ÖZBEY, H. (2023). A predictor of emotional eating in adolescents: Social anxiety. Archives of Psychiatric Nursing, 37, 23-29. https://doi.org/10.1016/j.apnu.2022.01.006.
FERRAZ, C. T., OLIVEIRA, L. M., & MOURA, A. R. (2025). Relações entre estados emocionais e respostas fisiológicas associadas à alimentação: uma revisão integrativa. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, 19(123), 56–68. https://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/1863.
GHIGLIONE, R., & MATALON, B. (1997). Como inquirir: as entrevistas. In O inquérito: teoria e prática. Celta.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. (2025). Tabela 3175 - População residente, por sexo e grupos de idade, segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e Municípios. Recuperado em 16 de março de 2025, de https://sidra.ibge.gov.br/tabela/3175.
Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990. (1990). Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Presidência da República. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm.
MACHT, M. (2008). How emotions affect eating: A five-way model. Appetite, 50(1), 1-11. https://doi.org/10.1016/j.appet.2007.07.002
MOZZATO, A. R., & GRZYBOVSKI, D. (2011). Análise de conteúdo como técnica de análise de dados qualitativos no campo da administração: Potencial e desafios. Revista de Administração Contemporânea, 15(4), 731–747. https://doi.org/10.1590/S1415-65552011000400010.
NATACCI, L. C., & FERREIRA JÚNIOR, M. (2011). The three factor eating questionnaire - R21: Tradução para o português e aplicação em mulheres brasileiras. Revista de Nutrição, 24(3), 373-384. https://www.scielo.br/j/rn/a/bgVxLqQqgGgvZQ4HTpnCFVn/.
RAKHA, A., MEHAK, F., SHABBIR, M. A., & ARSLAN, M. (2022). Insights into the constellating drivers of satiety impacting dietary patterns and lifestyle. Frontiers in Nutrition, 9, 1002619. https://doi.org/10.3389/fnut.2022.1002619.
RECH, D. L., SCHMIDT, K. E. S., RUDNICKI, T., & SCHMIDT, M. M. (2022). Técnicas para Manejo da Emoção de Raiva: Uma Revisão Sistemática. Estudos e Pesquisas em Psicologia, 22(1), 292-307. Epub 17 de maio de 2024.https://doi.org/10.12957/epp.2022.66485.
SILVA, G. A. X. (2023). Análise das tendências de tratamento para a alimentação emocional: Uma revisão de literatura dos últimos 10 anos [Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Federal da Paraíba]. Repositório Institucional da UFPB. https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/30149.
SILVEIRA, M. R., COSTA, A. A., & MAYER, G. (2023). A influência do estresse no comportamento alimentar. In Nutrição Clínica: Desafios (pp. 1-13). Cinasa. https://cinasama.com.br/wp-content/uploads/2021/09/LIVRO-NUTRI%C3%87%C3%83O-CL%C3%8DNICA-2021.pdf.
SUNG, H., LEE, S., SONG, S., & KIM, J. (2010). The impact of emotional eating on dietary intake and health-related quality of life in middle-aged women. Nutrition Research and Practice, 4(4), 323-329. https://doi.org/10.4162/nrp.2010.4.4.323.
VAN STRIEN, T. (2018). Causes of emotional eating and matched treatment of obesity. Current Diabetes Reports, 18(6), 35. https://doi.org/10.1007/s11892-018-1008-x.
VERÍSSIMO, J. P. S. (2021). O consumo de vegetais nas crianças pré-escolares: o papel das emoções e da regulação emocional no uso de práticas parentais alimentares eficazes e ineficazes [Dissertação de mestrado, Universidade de Lisboa]. Repositório UL. https://repositorio.ul.pt/handle/10451/56148.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 APRENDER - Caderno de Filosofia e Psicologia da Educação

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.