Os sujeitos da Educação de Jovens e Adultos no sistema prisional, suas experiências e relações com o processo educacional: um olhar a partir das proposições Freireanas
DOI:
https://doi.org/10.22481/cpp.v8i22.17472Palavras-chave:
Educação de jovens e adultos, educação prisional, currículo EJAResumo
O presente artigo pretende analisar os sentidos que os indivíduos privados de liberdade atribuem à educação, considerando as contribuições de Paulo Freire. Tendo em vista que essa ação educacional está inserida na modalidade Educação de Jovens e Adultos, tratar-se-á dos desafios e entraves enfrentados pela EJA após a promulgação da Constituição Federal (1988) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Nº 9394/96). Os debates acerca das especificidades de currículo, formação de professores e subjetividades dos sujeitos nortearão as discussões, haja vista que dentre os muitos desafios impostos à EJA, acreditamos que estes sejam alguns dos maiores problemas para a promoção de uma educação mais significativa a quem se encontra privado de liberdade. Desenvolver-se-á algumas considerações e análises sobre as respostas aos questionários, dispositivos utilizados na pesquisa, à luz do que propõem autores que se debruçaram sobre as proposições freireanas, a Educação de Jovens e Adultos privados de liberdade, bem como dos dados que se encontram disponíveis no Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional – SIDESPEN. A experiência pedagógica realizada numa unidade prisional atrelada às questões colocadas aos apenados permitiu vislumbrar que os discentes têm a acepção de que a educação é um dos instrumentos possíveis à ressocialização e à sua emancipação como ser no mundo.
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