Tecnologia Assistiva e Educação Matemática Inclusiva: um Sobrevoo em Torno da Temática no ENEMI
DOI:
https://doi.org/10.22481/cpp.v7i17.17493Palavras-chave:
Educação Matemática Inclusiva, ENEMI, Tecnologia AssistivaResumo
Em um mundo globalizado e cada vez mais tecnológico, era de se esperar que as tecnologias assistivas fossem algo de uso comum e de que se tivesse pleno entendimento. Entretanto, seu papel de propiciar independência e inclusão a pessoas com deficiência ganhou novos contornos e enfoques com a chegada da pandemia. Por conseguinte, pautando-se em pesquisa bibliográfica acerca da temática tecnologia assistiva nos artigos e relatos apresentados no Encontro Nacional de Educação Matemática (ENEMI) em suas duas primeiras edições, bem como nas discussões fomentadas na mesa redonda do II ENEMI intitulada Acessibilidade e Tecnologias Assistivas, pretendeu-se neste artigo explorar o que se sabe sobre o seu uso na Educação Matemática Inclusiva e seu uso e contribuição durante esse período pandêmico. Como considerações finais, entende-se que o papel da tecnologia assistiva na Educação Inclusiva é o de propiciar a equidade na medida em que permite uma maior autonomia ao aluno apoiado pela Educação Especial. Adicionalmente, considerando que, segundo dados da UNICEF, apenas entre 5-15% dos alunos com deficiência têm acesso a este recurso, infere-se que falar sobre inclusão durante a pandemia é quase tão difícil quanto efetivá-la.
Downloads
Referências
BERSCH, R.; TONOLLI, J. C. Introdução ao conceito de Tecnologia Assistiva e modelos de abordagem da deficiência. Porto Alegre: CEDI - Centro Especializado em Desenvolvimento Infantil, 2006. Disponível em: http://www.bengalalegal.com/tecnologia-assistiva. Acesso em: 5 ago. 2021.
BERSCH, R. Introdução à Tecnologia Assistiva. Porto Alegre: Tecnologia e Educação, 2017.
BORGES, F. A.; CYRINO, M. C. C. T.; NOGUEIRA, C. M. I. A formação do futuro professor de Matemática para a atuação com estudantes com deficiência: uma análise a partir de projetos pedagógicos de cursos. Boletim GEPEM, n. 76, p. 134-155, jan./jun. 2020.
CARDOSO, C. A.; FERREIRA, V. A.; BARBOSA, F. C. G. (Des) igualdade de acesso à educação em tempos de pandemia: uma análise do acesso às tecnologias e das alternativas de ensino remoto. Revista Com Censo: Estudos Educacionais do Distrito Federal, v. 7, n. 3, p. 38-46, ago. 2020. Disponível em: http://www.periodicos.se.df.gov.br/index.php/comcenso/article/view/929. Acesso em: 7 ago. 2021.
CARRILLO-YAÑEZ, J. Resolución y Formulación de Problemas. Revista de Ensino de Ciências e Matemática (REnCiMa), v. 9, n. 1, p. 158–169, 2018.
CONCEIÇÃO, S. C. da. Conhecimento Especializado de Futuros Professores da Educação Infantil e Anos Iniciais sobre Paralelismo quando a Base é a Visualização. 2019. 141 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2019.
DAMÁSIO, A. R. O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
DINIZ, D.; BARBOSA, L.; SANTOS, W. R. Deficiência, direitos humanos e justiça. SUR: Revista Internacional de Direitos Humanos, v. 6, n. 11, p. 65-77, dez. 2009.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
GALVÃO FILHO, T. A. A construção do concept de Tecnologia Assistiva: alguns novos interrogantes e desafios. Entreideias: Educação, Cultura e Sociedade, Salvador, v. 2, n. 1, p. 25-42, jan./jun. 2013.
GALVÃO FILHO, T. A. Tecnologia assistiva: favorecendo o desenvolvimento e a aprendizagem em contextos educacionais inclusivos. In: GIROTO, C. R. M.; POKER, R. B.; OMOTE, S. (Orgs.). As tecnologias nas práticas pedagógicas inclusivas. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012. p. 65-91.
QUEIROZ, A. C. Tecnologias Assistivas na Educação a Distância. EmRede: Revista de Educação a Distância, v. 6, n. 2, p. 248-259, 2019. Disponível em: https://www.aunirede.org.br/revista/index.php/emrede/article/view/445. Acesso em: 7 ago. 2021.
MANTOAN, M. T. A. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer? 1. ed. São Paulo: Moderna, 2003.
OCHAITA, E.; ROSA, A. Percepção, ação e conhecimento nas crianças cegas. In: COLL, C.; PALACIOS, J.; MARCHESI, A. (Orgs.). Desenvolvimento Psicológico e Educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. v. 3, cap. 12, p. 183-199.
RODRIGUES, D. Dez ideias (mal) feitas sobre a Educação Inclusiva. In: RODRIGUES, D. (Org.). Inclusão e Educação: doze olhares sobre a Educação Inclusiva. São Paulo: Summus, 2006. p. 15-32.
SANTOS, F. L.; THIENGO, E. R. Aprendizagem matemática de um estudante com baixa visão: uma experiência inclusiva fundamentada em Vigotski, Leontiev e Galperin. Revista Paranaense de Educação Matemática, Campo Mourão, v. 5, n. 9, p. 104-120, jul./dez. 2016.
SKOVSMOSE, O. Inclusões, Encontros e Cenários. Educação Matemática em Revista, v. 24, n. 64, p. 16–32, dez. 2019.
UNICEF. Cenários da Educação Escolar no Brasil: um alerta sobre os impactos da pandemia da COVID-19 na Educação. São Paulo: Centro de Estudos e Pesquisas em Educação e Ações Comunitárias (CENPEC), 2021. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/media/14026/file/cenario-da-exclusao-escolar-nobrasil.pdf. Acesso em: 7 ago. 2021.
UNICEF. Educação Inclusiva Durante a Pandemia de Covid-19. Boletim UNICEF Educação, podcast, jul. 2020. Disponível em: https://anchor.fm/boletimunicef/episodes/Educao-Inclusiva-durante-a-pandemia-de-Covid-19-egekl4. Acesso em: 7 ago. 2021.
VERASZTO, E. V. et al. Tecnologia: buscando uma definição para o conceito. PRISMA.COM, n. 7, p. 60-85, 2008. Disponível em: https://ojs.letras.up.pt/index.php/prismacom/article/view/2078. Acesso em: 7 ago. 2021.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Com a Palavra, o Professor

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.