Surdez, Matemática e Ensino Superior: desafios e aprendizados
DOI:
https://doi.org/10.22481/cpp.v7i17.17501Palavras-chave:
Surdez, Inclusão, Ensino Superior, Matemática, Narrativas, Narrativas AutobiográficasResumo
O trabalho com a inclusão em período de ensino remoto tem sido algo bastante desafiador. Especificameente quando nos voltamos à questão do ensino superior, deparamo-nos com instituições que não raramente perpetuam a exclusão. Apesar das ações afirmativas que asseguram cotas e acesso a este nível de ensino, as dificuldades da permanência ainda são preocupantes. A inclusão de estudantes surdos no ensino superior, especificamente em cursos de matemática, é uma situação que ainda não é comum e que, como tal, merece ainda um olhar mais cuidadoso e reflexivo, no intuito de coletar vivências e experiências que fortaleçam concepções e ações promotoras da inclusão. Neste texto, apresentamos uma narrativa constituída das memórias recentes vividas pela autora, que reportam uma situação de inclusão de surdos em um curso de graduação em matemática em uma universidade pública, trazendo à luz fatos e reflexões acerca da atuação docente, o intérprete de Libras, a mediação pedagógica em ambiente análogo ao apoo educacional especializado e a atuação do núcleo de acessibilidade e inclusão, com o objetivo de compartilhar as dificuldades e superações com as quais convivemos durante estes últimos dezoito meses. Adotamos como metodologia uma narrativa inspirada em narrativas autobiográficas e trazemos como fundamentação teórica autores como Borges e Peixoto (2019), Bisol (2013) e Corrêa, Sander e Martins (2017), entre outros, na área da inclusão de surdos no ensino superior, concluímos que as situações narradas e vivenciadas têm contribuído para que se crie, no espaço da universidade em tela, um ambiente inclusivo e que não apenas respeita, mas também valoriza e dá visibilidade às diferenças, especificamente no caso, a surdez.
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