O desenvolvimento escolar em matemática de uma adolescente com paralisia cerebral

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/cpp.v7i17.17523

Palavras-chave:

Ambientes de investigação, Conhecimentos matemáticos, paralisia cerebral, Educação Especial Inclusiva

Resumo

Neste artigo, nós apresentamos um estudo de caso com dois alunos do 6º ano, tendo um deles paralisia cerebral. Objetivamos apresentar os conhecimentos matemáticos que eles construíram, ou não. Este conhecimento matemático está baseado nos blocos números e operações e espaço e forma. Os instrumentos de coleta de dados foram entrevista, atividades e o registro em vídeo da aplicação das atividades. Construímos ambientes de investigação como, mercadinho, jogo, receita de um docinho e o cenário de uma história infanto-juvenil para o desenvolvimento das atividades. Essas foram planejadas abordando as operações com números naturais e racionais, a partir do sistema monetário e de figuras geométricas. A análise foi feita identificando eventos críticos, sendo estas situações em que os estudantes apresentaram alguma dificuldade matemática ou compreensão diferenciada em relação a procedimentos e conceitos matemáticos. No que se trata da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva os resultados mostraram que ambos efetuaram adição e subtração corretamente, demonstrando que começaram a compreender as regras que caracterizam o sistema de numeração decimal. Em relação a multiplicação com números decimais apenas um deles não soube utilizar a vírgula de modo que separasse corretamente a parte inteira da parte decimal. No cálculo da divisão, mostraram dificuldade em compreender o conceito e procedimentos. Em relação as figuras geométricas ambos não sabiam as características específicas de cada figura. Mas, após concluirmos, reconheceram, aprenderam novas figuras e souberam ilustrar essas figuras com objetos do cotidiano. Com base nesses resultados, afirmamos que a adolescente com paralisia cerebral é capaz de aprender matemática como qualquer outra de sua idade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: matemática. Ministério da Educação.

Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC, SEF, 1998.

BRASIL. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação

Inclusiva. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Especial. Brasília:

MEC/SECADI, 2008.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Ministério

da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Currículos e Educação

Integral. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013a.

BRASIL. Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro

de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para dispor sobre a formação dos profissionais da educação e dar outras providências. Ministério da

Educação, 2013b.

BRASIL. Lei nº 13632, de 6 de março de 2018. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro

de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), para dispor sobre educação

e aprendizagem ao longo da vida. Ministério da Educação, 2018.

KOZMINSKI, E. L. As Três Partes. São Paulo: Ática, 1998 (Coleção Lagarta Pintada).

MENDONÇA, P. dos S. A. de. Um estudo de caso sobre conhecimentos matemáticos

de uma criança com paralisia cerebral. Orientadora: Roberta D’Angela

Menduni-Bortoloti. 2018. 135 f. TCC (Graduação) – Curso de Licenciatura em

Matemática, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Vitória da Conquista,

POWELL, A.; FRANCISCO, J.; MAHER, C. Uma abordagem à Análise de Dados de Vídeo para

investigar o desenvolvimento de idéias e raciocínios matemáticos de estudantes.

Tradução de Antônio Olimpio Junior. Boletim de Educação Matemática –

BOLEMA. Rio Claro, n. 21, 2004.

SKOVSMOSE, O. Cenários para investigação. Boletim de Educação Matemática –

BOLEMA. Rio Claro, n. 14, 2000, p. 66 – 91.

SPOSITO, M. M. de M.; RIBERTO, M. Avaliação da funcionalidade da criança com paralisia

cerebral espástica. Revista Acta Fisiátrica, São Paulo, v. 17, n. 2, p. 50-61, abr./jun.

Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/

article/view/103312>. Acesso em: 22 de julho de 2021.

UNESCO. Declaração de Salamanca: Sobre princípios, políticas e práticas na área das

necessidades educativas especiais. Salamanca – Espanha, 1994.

Downloads

Publicado

2022-04-30

Como Citar

DE MENDONÇA, Palane dos Santos Alves; BORTOLOTI, Roberta D'Angela Menduni. O desenvolvimento escolar em matemática de uma adolescente com paralisia cerebral. Com a Palavra, o Professor, [S. l.], v. 7, n. 17, p. 396–419, 2022. DOI: 10.22481/cpp.v7i17.17523. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/cpp/article/view/17523. Acesso em: 20 maio. 2026.