Tornar a pedra "pedrosa": uma teoria mínima da forma poética

Autores/as

  • Florian Klinger

Palabras clave:

Forma poética, Linguagem, Inovação, Entropia

Resumen

O ensaio se propõe abordar a questão "O que é a forma poética?" a partir de uma perspectiva pragmática, ou seja, a partir de uma consideração sobre o que fazemos ao produzir uma novidade na linguagem. A inovação é estruturalmente uma categoria comunicacional: assim como cada ato de produção formal envolve a totalidade de uma prática lingüística, o funcionamento da prática depende do poder de inovação do ato individual. Através da terminologia da teoria da informação, a economia da novidade de uma prática emerge das tendências opostas à compressão (ao ganho em tensão diferencial) e à redundância (a perda em tensão diferencial). Sem a permanente remtroduçào poética da novidade a prática perderia a sua energia diferencial, perdendo a sua capacidade de funcionamento: a inovação não é opcional para a práxis humana, mas sim um requerimento indispensável. A dinâmica criada pelo jogo entre as duas tendências abre uma perspectiva pela qual a forma se torna plenamente quantificável. Isso pode ser descrito através de um conceito de gradiente que permita distinguir estruturalmente entre as práticas de alta e de baixa inovatividade — destarte introduzindo um modelo do poético aplicável no espectro que vai da linguagem cotidiana ao discurso literário.

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Cómo citar

KLINGER, Florian. Tornar a pedra "pedrosa": uma teoria mínima da forma poética. FLOEMA. Caderno de Teoria e História Literária, [S. l.], n. 8, 2017. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/floema/article/view/1806. Acesso em: 21 may. 2026.