Vida e resistência no Sertão: as cisternas como tecnologias socioespaciais para a convivência com o semiárido brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.22481/rg.v7.e2023.e10126Palavras-chave:
Convivência com o Semiárido, Tecnologias Socioespaciais, Programa 1 Milhão de Cisternas, Acesso a Água, NordesteResumo
O povo sertanejo sofre pelas dificuldades dos períodos de longas estiagens, quando a ausência de chuvas compromete a sua sobrevivência. Entretanto, essa realidade tem mudado, a partir da perspectiva de convivência com a seca, pensada pelas famílias sertanejas e movimentos sociais, que prevê a difusão do conhecimento sobre as características desse bioma, suas potencialidades e estratégias para viver e produzir mesmo nos períodos de escassez de chuvas. Essas estratégias envolvem a criação de tecnologias socioespaciais para captação, armazenamento e reutilização da água. O objetivo deste artigo é apresentar o processo de construção da convivência com o semiárido por meio dessas tecnologias, que apesar dos desafios e necessidade de ampliação, têm propiciado uma nova realidade para as famílias beneficiadas.
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