Una propuesta de periodización del sector sucroenergético brasileño: interpretaciones a partir del fenómeno técnico
DOI:
https://doi.org/10.22481/rg.v9.16885Palabras clave:
Periodización, Sector sucroenergético, Uso del territorio, técnicaResumen
Este artículo presenta una propuesta de periodización del sector sucroenergético brasileño basada en la relación entre el fenómeno técnico y la política que, en cada momento, conforman las bases para la transformación del espacio. Este esfuerzo analítico se justifica en la medida en que es en la relación entre técnica y política donde se comprende el tiempo como una realidad que es, también, geográfica. A partir de estos supuestos, se delinearon cuatro períodos distintos, que se diferencian por las posibilidades de uso del territorio por parte de las actividades relacionadas con la caña de azúcar en Brasil, desde el período colonial. En la medida en que las actividades cañeras se entrelazan con la propia formación socioespacial brasileña, se espera que esta propuesta pueda contribuir a demostrar la importancia del análisis temporal desde la perspectiva de la Geografía.
Descargas
Citas
AKRICH, Madeleine. Como descrever os objetos técnicos. Boletim Campineiro de Geografia. Campinas, v. 4, n. 1. 2014. DOI https://doi.org/10.54446/bcg.v4i1.147
ANDRADE, Manuel Correia de. Formação territorial e econômica do Brasil. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2006. 310 p.
ANTAS JR., R. M. Território e regulação: espaço geográfico, fonte material e não formal do direito. São Paulo: Humanitas/Fapesp, 2005.
BANCO CENTRAL. Crédito Rural. Disponível em: < https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/creditorural> Acesso em set. 2021.
BASTIDE, Roger. O litoral da cana-de-açúcar. In: ______. Brasil, terra de contrastes. São Paulo/Rio de Janeiro: DIFEL, 1976., p. 51-67.
BENAKOUCHE, Tamara. Tecnologia é sociedade: contra a noção de impacto tecnológico. In: DIAS, Leila Christina; SILVEIRA, Rogério Leandro Lima (org.). Redes, sociedades e territórios. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2005. p. 79-107.
BORRAS, Saturnino M. et al. The rise of flex crops and commodities: implications for research. The Journal of Peasant Studies. v. 29, n. 1, p. 93-115, 2016. DOI https://doi.org/10.1080/03066150.2015.1036417
BRASIL. Decreto nº22.789 de 1º de junho de 1933. Página na internet. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/d22789.htm> Acesso em jun. 2021.
CÂMARA LEGISLATIVA. Decreto nº 76.593, de 14 de novembro de 1975. Página na Internet. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1970-1979/decreto-76593-14-novembro-1975-425253-norma-pe.html>. Acesso em fev. 2020.
CAMELINI, João Humberto. Regiões competitivas do etanol e vulnerabilidade territorial no Brasil: o caso emblemático de Quirinópolis, GO. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. 2011.
CAMELINI, João Humberto; CASTILLO, Ricardo. Etanol e uso corporativo do território. Mercator. Fortaleza, v. 11, n. 25, p. 7-18, 2012. Disponível em: <http://www.mercator.ufc.br/index.php/mercator/article/viewFile/722/414>. Acesso em nov. 2019.
CARNEIRO, Ricardo de Medeiros. Commodities, choques externos e crescimento: reflexões sobre a América Latina. CEPAL - Serie Macroeconomía del desarrollo. Santiago: Publicações nas Nações Unidas. 2012.
CASTILLO, Ricardo. Dinâmicas recentes do setor sucroenergético no Brasil: competitividade regional e expansão para o bioma cerrado. Geographia, Niterói, v. 17, n. 35, 2015, p. 95-119. DOI https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2015.v17i35.a13730
CASTILLO, Ricardo; SAMPAIO, Mateus de Almeida Prado. Reestruturação produtiva e regionalização do agronegócio canavieiro no Brasil no século XXI. In: BERNARDES, Júlia Adão; CASTILLO, Ricardo (Org). Espaço geográfico e competitividade: regionalização do setor sucroenergético no Brasil. Rio de Janeiro: Lamparina, 2019. p. 235-252.
CASTRO, Antônio Barros de. Brasil, 1610: mudanças técnicas e conflitos sociais. Pesquisa e Planejamento Econômico. Rio de Janeiro: IPEA, 1980, n. 10 (3), p. 679-712.
DELGADO, Guilherme Costa. Do capital financeiro na agricultura à economia do agronegócio: mudanças cíclicas em meio século (1965-2012). Porto Alegre: UFRGS, 2012.
DUNHAM, F. B.; BOMTEMPO, J. V.; FLECK, D. L. A Estruturação do Sistema de Produção e Inovação Sucroalcooleiro como Base para o Proálcool. Revista Brasileira de Inovação, Campinas, SP, v. 10, n. 1, p. 35–72, 2011. DOI https://doi.org/10.20396/rbi.v10i1.8649009
FERLINI, Vera Lúcia Amaral. A civilização do açúcar. São Paulo: Brasiliense, 1994. 105 p. (Tudo é história).
FERREZ, Marc. Brazil: Engenho Central de Quissaman. p&b, 1877. In: Biblioteca Digital Luso-Brasileira. 2021. Disponível em: <http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.html> Acesso em jan. 2021.
FURTADO, Celso. O longo amanhecer: reflexões sobre a formação do Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.
KAHIL, Samira Peduti. Usos do território: uma questão política. Estudos Geográficos. Rio Claro, v.10, n.11, jul./dez 2012.
KOHLHEPP, Gerd. Análise da situação da produção de etanol e biodiesel no Brasil. Estudos Avançados, [s. l.], v. 24, n. 68, p.223-253, 2010. UNIFESP (SciELO). DOI https://doi.org/10.1590/S0103-40142010000100017
MARINI, Ruy Mauro; Dialética da dependência; Petrópolis, Editora Vozes, 2000
MEIRA, Roberta Barros. A gênese da modernização do setor açucareiro: os engenhos centrais no Brasil. Simpósio Nacional de História, 2007, São Leopoldo. Anais.... São Leopoldo: Unisinos, 2007. Disponível em: <http://anpuh.org/anais/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S24.0011.pdf>. Acesso em jan. 2020.
MORAES, Antônio Carlos Robert. Geografia histórica do Brasil: cinco ensaios, uma proposta e uma crítica. 1ª. ed. São Paulo: Annablume, 2009. v. 1. 152 p.
OLIVEIRA, Francisco de. A economia política da social-democracia. Revista USP. São Paulo: 1993
OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino. A Mundialização da Agricultura Brasileira. São Paulo: Iánde Editorial, 2016. v. 1. 545p.
PAUL, Nilson Maciel de; FUCK, Marcos Paulo; DALCIN, Rafael Barreto. Trajetórias tecnológicas do etanol: do Proálcool à alcoolquímica. Revista Espacios. V. 33, n. 29, 2012. n.p.
PRADO JR., Caio. História Econômica do Brasil. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1987.
PRATES, Daniela Magalhães. A alta recente dos preços das commodities. Revista de Economia Política. São Paulo, v. 27, n. 3, p. 323-344, Sept. 2007. DOI https://doi.org/10.1590/S0101-31572007000300001
RAMOS, Pedro. Agroindústria canavieira e propriedade fundiária no Brasil. 1991. 331 p. Tese (Doutorado em Administração), Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, 1991. Disponível em:< https://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/handle/10438/4550>. Acesso em: jun. 2025.
RODRIGUES, Gelze Serrat de Souza Campos; ROSS, Jurandyr Luciano Sanches. A trajetória da cana-de-açúcar no Brasil: perspectivas geográfica, histórica e ambiental. Uberlândia: EDUFU, 2020.
RUGENDAS, Johann Moritz. Moulin à sucre. Gravura, 1835. In: Biblioteca Digital Luso Brasileira. 2022. Disponível em: < https://bdlb.bn.gov.br/acervo/handle/20.500.12156.3/19986> Acesso em mar. 2022.
SAFATLE, Fernando Netto. A economia política do Etanol: a democratização da agroenergia e o impacto na mudança do modelo econômico. São Paulo: Alameda, 2011.
SANTOS, Milton. Natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2012.
SANTOS, Milton. Técnica, espaço e tempo. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013.
SANTOS, Milton. Espaço e método. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2014.
SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria. Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2016.
SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Maria Murgel. Tão doce como amarga: a civilização do açúcar. In: ______. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 50-79.
SILVA, L. R. O BNDES e a sustentação do setor sucroenergético no Brasil: implicações territoriais no contexto neoliberal e de financeirização. 2017. Dissertação (Mestrado em Geografia. Área de Concentração: Geografia e Gestão do Território)-Programa de Pós- Graduação em Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (PPGEO/UFU), Uberlândia, 2017.
SILVA, L. R.; SOUZA, G. V. A. Psicosfera de sustentabilidade ambiental: o setor sucroenergético e a política nacional de biocombustíveis (RenovaBio). Geografia. Rio Claro: v. 49 n. 1 (2024), p. 186-211.
SILVEIRA, Maria Laura. Território usado y fenômeno técnico em el período de globalizacion. Párrafos Geográficos. V. 11, n. 02, 2012. Disponível em: < https://www.revistas.unp.edu.ar/index.php/parrafosgeograficos/article/view/680> Acesso em jun. 2025.
SILVEIRA, María Laura (2019). Espacio geográfico y fenómeno técnico: cuestiones de método. Punto Sur, (1), 6-20. DOI https://doi.org/10.34096/ps.n1.6910
SIQUEIRA, Paulo Henrique de Lima; CASTRO JÚNIOR, Luiz Gonzaga. Fusões e aquisições produtivas e da agroindústria de cana-de-açúcar no Brasil e nas distribuidoras de álcool hidratado etílico. Revista de economia e sociologia rural. Brasília, v. 48, n. 4, out.-dez. 2010. DOI https://doi.org/10.1590/S0103-20032010000400009
SVAMPA, Maristella. Consenso de los commodities, giro ecoterritorial y pensamiento crítico en América Latina. Revista del Observatorio Social de la América Latina, Buenos Aires, ano XVIII, n. 32, p. 15-38, 2012.
SZMRECSÁNY, Tamás. O planejamento da agroindústria canavieira do Brasil (1930 – 1975). Campinas: Hucitec; Unicamp, 1979.
SZMRECSÁNY, Tamás. Crescimento e crise da agroindústria açucareira do Brasil, 1914-1939. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 7, n. 5, jun., p. 32-68, 1988. Disponível em: <http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_07/rbcs07_02.htm>. Acesso em: jun. 2015.
SZMRECSÁNYI, Tamás; MOREIRA, Eduardo Pestana. O desenvolvimento da agroindústria canavieira do Brasil desde a Segunda Guerra Mundial. Estudos Avançados, [s. l.], v. 5, n. 11, p. 57-79, 1991. FapUNIFESP (SciELO). DOI https://doi.org/10.1590/S0103-40141991000100006
VERDI, Adriana Renata; AOUN, Samira. O agronegócio brasileiro na globalização financeira: estratégia e dinâmica dos principais grupos. Revista de economia agrícola. São Paulo, v. 56, n. 1, p. 103-118, jan./jun. 2009. Disponível em: <ftp://ftp.sp.gov.br/ftpiea/publicacoes/rea/rea7-n1-09.pdf>. Acesso em set. 2016
VIAN, Carlos Eduardo Freitas. Agroindústria Canavieira: estratégias competitivas e modernização. Campinas: Ed. Átomo. 2003.
WINNER, Langdon. Do artifacts have politics? Daedalus, v. 109, n.1., 1980, p. 121-136. Disponível em: <https://www.cc.gatech.edu/~beki/cs4001/Winner.pdf> Acesso em fev. 2020.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Lais Ribeiro Silva

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-CompartirIgual 4.0.
Dos Direitos Autorais
Os autores mantêm os direitos autorais de forma irrestrita e concedem à Geopauta a primeira publicação com o trabalho simultaneamente licenciado em CC BY, que permite que outros compartilhem com reconhecimento da autoria de cada autor na publicação inicial nesta revista.
Propriedade Intelectual e Termos de uso
A Geopauta adota a política de Acesso Livre em Conformidade com o Acesso Aberto- OAC recomendado pelo DOAJ e em conformidade com os Critérios SciELO, sob uma licença Creative Commons CC By Attribution 4.0 International License, permitindo acesso gratuito imediato ao trabalho e permitindo que qualquer usuário leia, baixe, copie, distribua, imprima, pesquise ou vincule aos textos completos dos artigos, rastreie-os para indexação, passe-os como dados para software ou use-os para qualquer outra finalidade legal.
A Geopauta atribui a licença CC BY. onde é permitido sem restrições:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original.
Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original.




