O que é, o que importa e o que vale – desenvolvimento e diferença
DOI:
https://doi.org/10.22481/rg.v9.18254Palavras-chave:
desenvolvimento, conflitos ambientais, conhecimentos tradicionais, práticas espaciais, uso comumResumo
O texto problematiza o universo mental do “desenvolvimento” como matéria a ser pensada, buscando desvelar dimensões epistêmicas de tal noção, assim como os “efeitos de verdade” que ela pressupõe. Em diálogo com a Sociologia Pragmática, o autor busca mostrar que os resultados ditos “secundários” e “compensáveis” dos grandes projetos monoculturais, minerários e energéticos, como deslocamentos compulsórios de população, desestruturação de ecossistemas, supressão das bases territoriais de povos indígenas e tradicionais, privatização de fato de espaços não-mercantis da atmosfera, rios e sistemas vivos, com suas consequências danosas sobre o clima e a sociobiodiversidade, são centrais e constitutivos dos processos pelos quais o capitalismo extrativo expande suas fronteiras socioterritoriais.
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